{"id":904,"date":"2024-03-30T22:25:09","date_gmt":"2024-03-30T22:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=904"},"modified":"2024-04-11T14:54:11","modified_gmt":"2024-04-11T14:54:11","slug":"agrisprosa-o-manifesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/03\/30\/agrisprosa-o-manifesto\/","title":{"rendered":"AGRISPROSA: O MANIFESTO"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Enfiamos na \u00abagulha\u00bb, a que muitos chamam de tempo: uma linha de linho fino que costura as diferen\u00e7as que nos fazem iguais. Um ponto seguido doutro ponto\u2026 e, em cada ponto, um recome\u00e7o : Somos eternos princ\u00edpios \u2013 cri ar, cri ar, cri ar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A nossa arte \u00e9 pura e eternamente experimental. Vivemos onde sa\u00edmos, na era doutra proposta, era das dez cobertas. Mesmo solo, mesma raiz, mesmo adubo e fruto diferente. Trilhamos o mesmo caminho \u2013 o da divindade e espiritualidade do homem e d\u00e0rte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Sonho, ponto de partida para a excelsa escrita onde, para al\u00e9m da exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 beleza, se evidenciam sentimentos \u2013 tanto de desejo como de pesar. Nossa arte \u00e9 o nosso mundo, nossa mais bela cria\u00e7\u00e3o. Com o agriscarimbo no manifesto de poesia, deix\u00e1mos claro o que entendemos por literatura e essencialmente por poesia. Para a prosa o trajecto \u00e9 o mesmo: CABE\u00c7A NA LUA, P\u00c9S NA TERRA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Depois da poesia berrada em un\u00edssono, h\u00e1 palavras a sentir e a brotar nos dedos suplicando a corrente serena da prosa. Curvam-se ligeiras como se curvam os girass\u00f3is ante a quentura do sol. N\u00e3o lhes podemos negar essa vontade, mas n\u00e3o as aceitamos terrestres e voapulamos com elas e as polvilhamos com p\u00f3 de lua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Narrativa ins\u00edpida?! N\u00e3o! Ela vai a andar, meiga e suave como a merda. N\u00e3o nos oferece um percurso provocador de emo\u00e7\u00f5es, como o despertar da vida do corpo fora dela. S\u00e3o muito amorosas, sup\u00e9rfluas, ocas e vaidosas, trabalhadas com uma habilidosa ternurice, deixando de fora a arte \u2013 o caos. S\u00e3o filtradas, tiram-lhes a sujidade, a alma, as rugas, o \u00e1spero e deixam apenas o limpo seco, o que n\u00e3o nos leva \u00e0 nossa origem. Essa literatura n\u00e3o leva ao orgasmo \u2013 n\u00e3o h\u00e1 sexo entre as letras \u2013 \u00e9 um simples e real monte de palavras s\u00e1bias, em perfeita harmonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0As etapas do ser, o conjunto de fen\u00f3menos que o acompanham e a sociedade em si, valorizadas e embelezadas nas nossas letras s\u00e3o as grandes respons\u00e1veis da nossa produ\u00e7\u00e3o prosaica, assim como os gritos al\u00e9m das nossas vozes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Na nossa vis\u00e3o a prosa deve deslizar das m\u00e3os do seu escultor \u2013 surreal \u2013 e de forma fant\u00e1stica. Enquanto a poesia vem-nos instant\u00e2nea, a prosa resulta da avalia\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o em torno dos fen\u00f3menos que nos norteiam. Geralmente, essa constru\u00e7\u00e3o segue um roteiro que parte dum facto real e, antes da documenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 pr\u00e1tica, ela \u00e9 trabalhada entre o inconsciente e o consciente. Por fim, vem a avalia\u00e7\u00e3o da nossa pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, primeiro por uma auto-an\u00e1lise e depois a an\u00e1lise de terceiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Para a prosa, desprezamos textos simplistas, mais informativos que liter\u00e1rios. Apressados, fazem-nos com\u00ea-los crus, o que se v\u00ea principalmente numa grande parte dos romances, produzidos hoje e ontem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Para n\u00f3s, \u00e9 indispens\u00e1vel o mist\u00e9rio e a tens\u00e3o narrativa \u00e0 medida certa. A Agrisprosa faz reflectir, educa e entret\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Outra vez CABE\u00c7A NA LUA, P\u00c9S NA TERRA. Apresentamos este paradigma como o princ\u00edpio da traject\u00f3ria para a constru\u00e7\u00e3o da agrisprosa e toda a nossa arte. Promovemos o fant\u00e1stico, sim, mas n\u00e3o nos desfazemos totalmente do que se entende por realidade. Ali\u00e1s, o fant\u00e1stico decorre da realidade. E por que n\u00e3o o SUPER-REALISMO? Para n\u00f3s, literatura \u00e9 ARTE da transfigura\u00e7\u00e3o da palavra, arte do n\u00e3o simples, arte do n\u00e3o \u00f3bvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0As narrativas liter\u00e1rias n\u00e3o t\u00eam o compromisso de total ou parcialmente reflectir a realidade, mas pela fun\u00e7\u00e3o social do escritor e pelo poder da pr\u00f3pria literatura \u00e9 necess\u00e1rio que as usemos como atalho para desempoeirar olhos. Assim, com a nossa cabe\u00e7a na lua, criamos uma realidade irreal, por meio da estrutura\u00e7\u00e3o dos factos. E com os p\u00e9s na terra, dentro do enredo, usamos estratagemas para pintar a exist\u00eancia como a vimos sem extrapolar a coer\u00eancia interna da obra. N\u00e3o seguimos uma tend\u00eancia. Somos a nossa pr\u00f3pria TEND\u00caNCIA. Facto que provoca, muitas vezes, eternas e profundas renova\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas no nosso Movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0No entanto, a nossa narrativa \u00e9 ficcional, mas composta de enunciados que representam uma linha fina de factos reais. Assim, os assuntos s\u00e3o contados de acordo com estrat\u00e9gias discursivas que mant\u00eam ou n\u00e3o uma liga\u00e7\u00e3o de adjac\u00eancia com a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Pensamos que de acordo a inten\u00e7\u00e3o do escritor, ainda que a narrativa ficcional tenha propositadamente caracteres que nos remetam ao mundo real com prop\u00f3sitos sociol\u00f3gicos, did\u00e1cticos ou moralistas, n\u00e3o devemos deixar de ter em conta a compar\u00eancia de um narrador, o procedimento est\u00e9tico do texto e a sua fun\u00e7\u00e3o po\u00e9tica devem transpor-nos para uma leitura que dever\u00e1 deslocar-nos a uma an\u00e1lise que tenha em vista as coordenadas que fazem uma narrativa ser considerada ficcional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A nossa narrativa tem um conte\u00fado minuciosamente seleccionado, e o discurso \u00e9 narrado de forma inovadora e, de acordo com a intensidade da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, visto que temos romances narrados na 2\u00aa pessoa o que constitui uma novidade dentro do mercado liter\u00e1rio angolano. A narra\u00e7\u00e3o \u00e9 assim feita pela inten\u00e7\u00e3o do narrador em acusar o her\u00f3i da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Pensamos que a hist\u00f3ria seja o conjunto dos acontecimentos narrados, e que englobe, em sua significa\u00e7\u00e3o geral durante a narra\u00e7\u00e3o, outros elementos ou conceitos que fazem parte da estrutura da narrativa enquanto unidade org\u00e2nica. Desta feita, para ocorrer a hist\u00f3ria, \u00e9 necess\u00e1rio primordialmente: personagens que vivenciem a hist\u00f3ria e uma sequ\u00eancia de ac\u00e7\u00f5es que desenvolvam o enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A sucess\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es, as rela\u00e7\u00f5es entre as personagens, localiza\u00e7\u00e3o dos eventos num contexto esp\u00e1cio-temporal, s\u00e3o aspectos que encaramos de forma diferente na medida em que utilizamos v\u00e1rios recursos durante a produ\u00e7\u00e3o textual. Por exemplo, muitas vezes a hist\u00f3ria narrada n\u00e3o segue uma ordem cronol\u00f3gica nem uma sequ\u00eancia logicamente ordenada dos eventos. Desse modo, podemos dizer que a hist\u00f3ria corresponde ao conte\u00fado da narra\u00e7\u00e3o, ou seja, ao seu significado, enquanto o discurso que veicula a hist\u00f3ria \u00e9 o seu significante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Por\u00e9m, consideramos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir uma divis\u00e3o dicot\u00f3mica entre hist\u00f3ria e discurso, sendo que a narrativa \u00e9 o resultado de uma profunda interac\u00e7\u00e3o entre o que se conta e o discurso narrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Estamos na era da decad\u00eancia das personagens e do enredo. Nota-se nos textos um enredo de contornos indefin\u00edveis, muitas vezes amb\u00edguos, e personagens com crises de identifica\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o do eu. As personagens, na maior parte da nossa narrativa de fic\u00e7\u00e3o, s\u00e3o suscept\u00edveis a mudan\u00e7as, transforma\u00e7\u00f5es sociais, est\u00e9ticas e ideol\u00f3gicas, em cada momento hist\u00f3rico, s\u00e3o dotadas de uma forte caracteriza\u00e7\u00e3o, e apresentam caracter\u00edsticas individuais s\u00f3lidas e muito marcantes. Propagam hesita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o morrem na primeira leitura, despertam perguntas resolvidas decisivamente durante a leitura. Em termos de descri\u00e7\u00f5es, nada se compara a plenitude delas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Em luta contra os deuses ou os elementos da natureza, em luta contra as adversidades ou simplesmente em luta solit\u00e1ria contra a sociedade ou consigo mesmo, encontramos escritores ou talvez irm\u00e3os de alma, com os quais nos identificamos, Adriano Mixinge, Jo\u00e3o Tala, entre outros \u2013 pouqu\u00edssimos. Esses apresentam qualidade que os destacam de outros profissionais da escrita, n\u00e3o correm o percurso da busca pela aprova\u00e7\u00e3o, as suas artes falam por eles. Descobrimos nelas o trunfo da supera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, fazem-nos ir ao encontro de um ep\u00edlogo fant\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A nossa narrativa \u00e9 desenvolvida nos termos da sequ\u00eancia, linear ou n\u00e3o, e das ac\u00e7\u00f5es das personagens entre si. Essas ac\u00e7\u00f5es, algumas vezes, s\u00e3o influenciadas pelo ambiente que contextualiza a hist\u00f3ria em termos espaciais e temporais. Trazemos todos os encontros e embates poss\u00edveis no decorrer da trama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Nos contos, modelamos o conceito de enredo. A narrativa d\u00e1-se em torno de um enigma, e apresenta, geralmente, uma curta mas explosiva tens\u00e3o, em termos da complexidade do desenvolvimento do texto com desfecho surpreendente, e conclui ou desenla\u00e7a a densa elabora\u00e7\u00e3o de todos os embates de ac\u00e7\u00f5es entre as personagens que s\u00e3o a pr\u00f3pria mat\u00e9ria do enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Em um pensamento, para n\u00f3s, um acto narrativo assume diversas particularidades. A prosa tem afinidades com a poesia; tem de trazer uma abordagem social, filos\u00f3fica e est\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 V\u00f3mito! \u00c9 assim que olhamos para a narrativa sem conte\u00fado, sem sintonia com os valores humanistas e a afirma\u00e7\u00e3o do homem, aquelas que desvalorizam profundamente o conceito concomitante de escritor ao promover a decad\u00eancia dos valores humanistas e a ter o amor nojento como centro do enredo. Nessa prosa, o homem surge como um ser que perdeu o sentido num mundo mutilado pelo pensamento oco, pelo feroz avan\u00e7o do capitalismo selvagem e pelo aperfei\u00e7oamento e crescimento das m\u00e1quinas na produ\u00e7\u00e3o do capital. O mundo torna-se um lugar absurdo, fragmentado e sem esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Fazem do amor e do erotismo baratos os acontecimentos mais importantes. Por isso \u2013 cabe\u00e7a na Lua, p\u00e9s na terra \u2013 nessa de fingir, que n\u00e3o v\u00ea que nos v\u00eaem.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Luanda, 2017<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enfiamos na \u00abagulha\u00bb, a que muitos chamam de tempo: uma linha de linho fino que costura as diferen\u00e7as que nos fazem iguais. 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