{"id":879,"date":"2024-03-26T16:18:26","date_gmt":"2024-03-26T16:18:26","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=879"},"modified":"2024-04-21T20:05:35","modified_gmt":"2024-04-21T20:05:35","slug":"jorge-macedo-ll","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/03\/26\/jorge-macedo-ll\/","title":{"rendered":"SOBRE O PO\u00c9TICAS NA LITERATURA ANGOLANA"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jorge Macedo \u00e9 detentor de uma vasta obra, que parte do conhecimento cient\u00edfico ao art\u00edstico<em>.<\/em> A minha miss\u00e3o, nesta actividade, \u00e9 falar sobre a sua produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-liter\u00e1ria. Neste \u00e2mbito, publicou os seguintes livros de que temos conhecimento:<em> Literatura Angolana e Texto Liter\u00e1rio (1989), Po\u00e9ticas Na Literatura Angolana, Poesia Angolana (1975-2002): Apontamentos Hist\u00f3ricos e Como Escrever Literatura (?)<\/em>. A nossa abordagem recair\u00e1 sobre <em>Po\u00e9ticas Na Literatura Angolana<\/em>, o qual fez parte do processo de doutrina\u00e7\u00e3o do Litteragris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>Po\u00e9ticas na Literatura Angolana,<\/em> Jorge Macedo faz uma abordagem te\u00f3rico-cr\u00edtica da poesia angolana e apresenta um estudo sobre as diferentes po\u00e9ticas, ou seja, concep\u00e7\u00f5es estil\u00edsticas, que comp\u00f5em canonicamente a antologia geral da poesia angolana, desde os prim\u00f3rdios at\u00e9 aos primeiros anos da independ\u00eancia nacional, identificando nove po\u00e9ticas ou fases: Po\u00e9tica da Literatura Oral, Po\u00e9tica escrita de Motiva\u00e7\u00e3o Oral, Po\u00e9tica Ret\u00f3rico sentimental, Po\u00e9tica Nacionalista de \u201cConceitos\u201d, Po\u00e9tica do Nacionalismo Plurifac\u00e9tico, Outras Po\u00e9ticas de Nacionalismo, Po\u00e9tica de Discurso Reticente de Obra Aberta, Po\u00e9tica da Guerrilha, Po\u00e9ticas do P\u00f3s-independ\u00eancia. Deu continuidade deste projecto no livro <em>Poesia Angolana (1975-2002): Apontamentos Hist\u00f3ricos<\/em> publicado pela Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Po\u00e9ticas na Literatura Angolana<\/em> traz treze cap\u00edtulos: 1.\u00c2mbito de abordagem, 2.Defini\u00e7\u00f5es e Indefini\u00e7\u00f5es Sobre Poesia, 3.Tentativa de Avalia\u00e7\u00e3o do Menos e Mais Po\u00e9tico, 4.Contexto da Avalia\u00e7\u00e3o das Po\u00e9ticas, 5.Po\u00e9tica da Literatura Oral, 6.O que Entender por Po\u00e9tica Escrita de Motiva\u00e7\u00e3o Oral?, 7. Po\u00e9tica\u00a0 Ret\u00f3rico Sentimental: 2\u00ba N\u00edvel?, 8.Po\u00e9tica Nacionalista de conceitos, 9.Po\u00e9tica Nacionalismo Plurifac\u00e9tico, 10.Outras Po\u00e9ticas de Nacionalismo, 11.Po\u00e9tica de Discurso Reticente de Obra Aberta,12.Po\u00e9tica da Guerrilha,13.Po\u00e9ticas de P\u00f3s-independ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conseguinte, \u00e9 preciso esclarecer que \u00e9 imposs\u00edvel esgotar as v\u00e1rias ideias incorporadas neste livro, pelo que vamos nos cingir naquelas que s\u00e3o suscept\u00edveis de provocar uma boa Maka. Nesta ordem, por conta da exiguidade do tempo, a nossa abordagem limitar-se-\u00e1 em algumas linhas extra\u00eddas de tr\u00eas cap\u00edtulos que podemos considerar cruciais para a identificar a ideia geral da obra. S\u00e3o tr\u00eas cap\u00edtulos te\u00f3ricos cujos conceitos aparecem liquefeitos nos cap\u00edtulos de interpreta\u00e7\u00e3o dos textos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00facleo do t\u00edtulo, de acordo com Macedo, a palavra \u201cpo\u00e9tica\u201d, h\u00e1 mais de 7000 anos, vem adquirindo diversos significados. No seu trabalho, usa-a no plural (po\u00e9ticas), \u201csignificando as pr\u00e1ticas liter\u00e1rias, os estilos individuais ou colectivos (correntes, tend\u00eancias), quer os g\u00e9neros de \u201ctexto\u201d, no campo de sua manifesta\u00e7\u00e3o\u201d.(p.18)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parafraseando Everdosa, considera que a varia\u00e7\u00e3o de po\u00e9ticas no espa\u00e7o da literatura angolana escrita, manifestada desde o s\u00e9culo XIX, se deve a factores pol\u00edtico-culturais. Para Macedo, a poesia produzida em Angola conhece pr\u00e1ticas , formas e modos de dizer at\u00e9 aos anos 40 id\u00eanticos aos utilizados n\u00e3o s\u00f3 na literatura produzida em Portugal e por autores portugueses, como noutros pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa por autores cujo \u201cethos cultural\u201d espelhava quer a consequ\u00eancia da assimila\u00e7\u00e3o durante s\u00e9culos forjada por portugueses de cultura dentre\u00a0 colonizados, quer a pr\u00e1tica liter\u00e1ria de portugueses que viviam defendendo certa angolanidade, por\u00e9m em sua voz de cultura e finalmente desde os anos 40 uma pr\u00e1tica po\u00e9tica-revolucion\u00e1ria, como tal patri\u00f3tica que iniciava uma literatura nacionalista na forma\u00a0 dos poetas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo da forma, apoiando-se nas po\u00e9ticas do nacionalismo, considera que n\u00e3o h\u00e1 muitas op\u00e7\u00f5es em termos de estilo. Embora traga o seu discurso em dois extremos (negativo\/positivo) que se inscrevem conceptualmente em processos filos\u00f3fico-criativos contr\u00e1rios, faz uma cr\u00edtica incisiva \u00e0queles que advogam a \u201cliteratura simples\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Aos defensores da literatura simples interessa o uso de palavras correntes do conhecimento, certamente apoiados em princ\u00edpios citados por Tzevetan Todorov, na sua obra Litterature et Signification, Langue et Langage (\u2026), segundo os quais o discurso liter\u00e1rio pode ser conotativo, sem que a linguagem figurada deva ser considerada \u00fanica fonte de est\u00e9tica verbal. (Macedo, 1986,p.10)<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paralelamente a estes, na margem contr\u00e1ria, apresenta os poetas que \u201cs\u00e3o pela transcend\u00eancia da palavra e do poema como gerador de factos din\u00e2micos e supremos da l\u00edngua\u201d(p.10).<\/p>\n<blockquote><p>Para estes, a oposi\u00e7\u00e3o a texto simples quando o est\u00e9tico \u00e9 manifestado por g\u00edria pr\u00f3pria seria teoria falsa quando no real cada ramo da pol\u00edtica, da matem\u00e1tica, da f\u00edsica, da qu\u00edmica, da medicina, da pedagogia, das artes, inscreve-se em c\u00f3digo e terminologia e semi\u00f3tica pr\u00f3pria. Assim se cada receptor se alfabetizar para descodificar o discurso pr\u00f3prio de cada uma dessas disciplinas, por qual raz\u00e3o o poeta deve abdicar do que enriquece o poema por se lhe impor uma descida da Himalaia da po\u00e9tica para a\u00ed rastejar \u00e0s poesias da condescend\u00eancia no ch\u00e3o de simplicidades e simplismos no mais das vezes nega\u00e7\u00f5es de pressupostos do que \u00e9 literatura (Macedo, 1986,p.10)<\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel perceber que Jorge Macedo, psicologicamente, se v\u00ea afectado entre a sua posi\u00e7\u00e3o de acad\u00e9mico que, em face ao exerc\u00edcio cr\u00edtico, precisa tomar uma posi\u00e7\u00e3o de neutralidade e as suas prefer\u00eancias estil\u00edsticas enquanto autor que privilegia a po\u00e9tica simbolista, a po\u00e9tica da sugest\u00e3o, de metrifica\u00e7\u00e3o curta, facto comprov\u00e1vel por via das suas obras e da forma como valoriza um tipo de po\u00e9tica em desfavor de outro tipo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Jorge Macedo, o reconhecimento da grande poesia ou do discurso pouco e menos po\u00e9tico, quando se fazem avalia\u00e7\u00f5es de discurso, n\u00e3o agrada a alguns. Defende-se o arbitr\u00e1rio, a pretexto da liberdade de cria\u00e7\u00e3o. Macedo (1986) considera que h\u00e1 quem se amofine quando recebe justa cr\u00edtica sobre este ou aquele seu trabalho pouco conseguido e conceitua a Poesia como um mist\u00e9rio para eles ou talvez mito ileg\u00edvel. \u201cS\u00e3o estas dentre muitas as tend\u00eancias intelectuais no tratamento da poesia angolana\u201d.(p.11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No segundo cap\u00edtulo, Defini\u00e7\u00f5es e Indefini\u00e7\u00f5es Sobre Poesia<\/strong> incide sobre as subjec\u00e7\u00f5es que se levantam em torno de uma defini\u00e7\u00e3o referencial de poesia, quando dicion\u00e1rios, manuais de literatura e l\u00ednguas, e at\u00e9 mesmo poetas apresentam v\u00e1rios conceitos (Podemos definir ou n\u00e3o a poesia), alguns dos quais o audit\u00f3rio conhece ou pode facilmente encontrar por via de uma pesquisa b\u00e1sica no Google. Neste \u00e2mbito, sentenciando se pode ser definida ou n\u00e3o, Macedo entende que, ao n\u00edvel da forma, de como se produz o dizer po\u00e9tico, suas regras, seus recursos de elabora\u00e7\u00e3o, a poesia \u00e9 defin\u00edvel. \u201cAs indefini\u00e7\u00f5es situam-se certamente no quadro do gozo, das sensa\u00e7\u00f5es que transcendem o objectivo e voam no subjectivo. (p.16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o que surgiu nos anos 40, quando poetas e estudiosos reagiram contra tend\u00eancias de se considerar a poesia mais a forma (ritmo, m\u00e9trica) do que o conte\u00fado po\u00e9tico sobre a forma, Jorge Macedo responde que, \u201cn\u00e3o que se decretasse a nega\u00e7\u00e3o da forma pois ela d\u00e1 rosto \u00e0 arte, mas afirmar-se-ia que ela serve a valoriza\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do est\u00e9tico e n\u00e3o o contr\u00e1rio\u201d.(p.17)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No terceiro cap\u00edtulo, Tentativa de Avalia\u00e7\u00e3o do Menos e Mais Po\u00e9tico<\/strong>, Macedo parte da prim\u00edcia segundo a qual \u201cnem todos os textos oferecem o mesmo conte\u00fado, a mesma qualidade, a mesma linguagem po\u00e9tica\u201d. Considera que o mais e o menos po\u00e9tico afirma-se como uma realidade sentida por pessoas autorizadas, te\u00f3ricos, leitores de sensibilidade apurada, desde s\u00e9culos. Para o autor, o reconhecimento de que o mais e o menos po\u00e9tico \u00e9 um facto .\u201dProva a possibilidade de classifica\u00e7\u00e3o po\u00e9tico-textual, a partir de trechos contendo valores diversos de poesia e por conseguinte que se podem arrumar pela ordem de valores, do menos ao mais\u201d.(p.19)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Macedo faz uma cr\u00edtica incisiva \u00e0 ideia de que a poesia seja f\u00e1cil e diz que pretende defender a necessidade de os produtores de texto ou te\u00f3ricos jogarem a favor da afirma\u00e7\u00e3o de verdadeiros factos liter\u00e1rios e n\u00e3o do favorecimento de desprazeres de trechos desclimatizados do est\u00e9tico. Assim sendo, necess\u00e1rio se torna gritar alto pela afirma\u00e7\u00e3o de que escrever poesia n\u00e3o pode ser o exerc\u00edcio do arbitr\u00e1rio somente porque n\u00e3o se pretende alimentar a lei do menor esfor\u00e7o, no sentido pior da express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para alimentar a nossa Maka, termino citando Macedo que considera que , no passado, acreditava-se de uma parte que o escritor(prosador) faz-se e o poeta nasce, e, consequentemente, a poesia seria um l\u00edngua inata nessa esp\u00e9cie de pessoa rara que era considerado um poeta.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<h6><strong>1. Po\u00e9tica da Literatura Oral:<\/strong><\/h6>\n<p>Encerra toda a poesia tradicional que at\u00e9 hoje predomina nas comunidades etnoculturais angolanas.<\/p>\n<h6><strong>2. Po\u00e9tica escrita de Motiva\u00e7\u00e3o Oral: <\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda aquela poesia que interp\u00f5e recurso \u00e0 oralidade ao transformar ou ao fossilizar prov\u00e9rbios, advinhas anedotas, etc., na sua estrutura interna. Ofereceram-se a esse exerc\u00edcio autores como Alexandre D\u00e1skalos, Ant\u00f3nio Jacinto, Viriato da Cruz; mas contemporaneamente, Rui Duarte de Carvalho, Paula Tavares, Lopito Feij\u00f3o, Zetho Cunha Gon\u00e7alves, David Kapelenguela; e, entre os nov\u00edssimos, Job Sipitali e Ema Nzadi.<\/p>\n<h6><strong>3. Po\u00e9tica Ret\u00f3rico sentimental: <\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria aquela em que o l\u00edrico, o dram\u00e1tico e o ret\u00f3rico se entrela\u00e7am ou alternam. Incluem-se nessa po\u00e9tica, de acordo com Macedo, autores como Adriano Botelho de Vasconcelos, Rui Augusto, Tomaz Viera da Cruz, etc.<\/p>\n<h6><strong>4. Po\u00e9tica Nacionalista de \u201cConceitos\u201d: <\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Macedo inclui a gera\u00e7\u00e3o de 40 at\u00e9 meados de 60 do s\u00e9culo passado e considera o tem\u00e1rio geo-humano de configura\u00e7\u00e3o nacional, nacionalizante e nacionalista como o tronco comum das po\u00e9ticas que circularam nesse per\u00edodo.<\/p>\n<h6><strong>5. Po\u00e9tica do Nacionalismo Plurifac\u00e9tico:<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma po\u00e9tica que reflectiria os problemas do homem na sua dimens\u00e3o mais profunda, do ponto de vista sociopol\u00edtico cultural. Seu grande representante, informa Macedo, seria Ant\u00f3nio Jacinto com o seu poema Carta de um Contratado e Monangamba.<\/p>\n<h6><strong>6. Outras Po\u00e9ticas de Nacionalismo:<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filiado no Movimento Vamos descobrir Angola, o nacionalismo \u00e9 tratado com certas varia\u00e7\u00f5es de forma. Destaca autores como Alda Lara, Alexandre D\u00e1skalos, Aires de Almeida Santos, Ant\u00f3nio Cardoso, etc., sem, no entanto, apresentar fundamentos mais esclarecedores.<\/p>\n<h6><strong>7. Po\u00e9tica de Discurso Reticente de Obra Aberta:<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquela que envolve simbologias, imagismos, conota\u00e7\u00f5es. Poesia figurativa rigidamente marcada por uma sintaxe em que se mortifica completamente a prosa. Samuel de Sousa, Arnaldo Santos, David Mestre, Adriano Botelho de Vasconcelos, Agostinho Neto, Ruy Duarte de Carvalho, etc., s\u00e3o os poetas referenciados.<\/p>\n<h6><strong>8. Po\u00e9tica da Guerrilha:<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasce com o in\u00edcio da Luta Armada, 4 de Fevereiro de 1961 e vai at\u00e9 1974. As vozes distribu\u00edram-se em diferentes lugares: entre os que estavam livres,a chamada Gera\u00e7\u00e3o do Sil\u00eancio, com as devidas aspas,optando por uma estrat\u00e9gia discursiva de maximiza\u00e7\u00e3o do enigma com vista a tornar a mensagem inaud\u00edvel pra as autoridades coloniais. O segundo espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica ser\u00e1 as pris\u00f5es; o terceiro espa\u00e7o, as zonas libertadas onde os poetas escreviam com alguma liberdade. Macedo cita nomes como Arnaldo Santos, Joffre Rocha, Manuel Rui, Ruy Duarte de Carvalho, Jo\u00e3o Maia Vila Nova, Adriano Botelho de Vasconcelos, etc., como os principais art\u00edfices deste espa\u00e7o est\u00e9tico.<\/p>\n<h6><strong>9. Po\u00e9ticas do P\u00f3s-independ\u00eancia:<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera marcante a Antologia de J.A. Lopito Feij\u00f3o intitulada <em>No Caminho Doloroso das Coisas<\/em> em que s\u00e3o destacados nomes como Paula Tavares, Jo\u00e3o Maimona, Jos\u00e9 Lu\u00eds Mendon\u00e7a, Ant\u00f3nio Fonseca, Rui Augusto, Doriana, Ana de Santana, etc., ligados ao Brigadismo Liter\u00e1rio e \u00e0 revista Archote. Entretanto, conv\u00e9m referir que os primeiros anos da independ\u00eancia at\u00e9 aos anos 80, vive-se um per\u00edodo de conflu\u00eancia de po\u00e9ticas consubstanciadas na angolaniza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de composi\u00e7\u00e3o elaboradas pelas vanguardas europeias (simbolismo, surrealismo, futurismo, experimentalismo, concretismo, etc.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;60px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Macedo \u00e9 detentor de uma vasta obra, que parte do conhecimento cient\u00edfico ao art\u00edstico. A minha miss\u00e3o, nesta actividade, \u00e9 falar sobre a sua produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-liter\u00e1ria. Neste \u00e2mbito, publicou os seguintes livros de que temos conhecimento: Literatura Angolana e Texto Liter\u00e1rio (1989), Po\u00e9ticas Na Literatura Angolana, Poesia Angolana (1975-2002): Apontamentos Hist\u00f3ricos e Como Escrever Literatura (?). A nossa abordagem recair\u00e1 sobre Po\u00e9ticas Na Literatura Angolana, o qual fez parte do processo de doutrina\u00e7\u00e3o do Litteragris.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"ppma_author":[35],"class_list":["post-879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-sobre-o-patrono-jorge-macedo","author-hsimbad"],"acf":[],"authors":[{"term_id":35,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"hsimbad","display_name":"H\u00e9lder Simbad","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/simbad_membros.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/simbad_membros.png"},"author_category":"","first_name":"H\u00e9lder","last_name":"Simbad","user_url":"","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=879"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1026,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/879\/revisions\/1026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=879"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}