{"id":869,"date":"2024-03-26T18:57:05","date_gmt":"2024-03-26T18:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=869"},"modified":"2024-04-10T22:03:52","modified_gmt":"2024-04-10T22:03:52","slug":"jorge-macedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/03\/26\/jorge-macedo\/","title":{"rendered":"JORGE MACEDO. FILOSOFIA, TEORIA DA LITERATURA E ANTROPOLOGIA"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nosso di\u00e1logo visa, em toda a inst\u00e2ncia, homenagear um dos mais importantes estudiosos do fen\u00f3meno liter\u00e1rio em Angola (Jorge Macedo), que publicou seu famoso livro em 1986, com o t\u00edtulo \u00abPo\u00e9ticas na Literatura Angolana\u00bb, do qual se inspira os estudos elementares e\/ou fundamentais sobre a iniciativa dos estudos em sede do C\u00edrculo dos Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios Litteragris, sobre a cr\u00edtica liter\u00e1ria, sobre a antropologia cultural e sobre a filosofia da cultura africana.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<h5><strong>Antrop\u00f3logo:<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz sentido considerar Jorge Macedo como um antrop\u00f3logo por ess\u00eancia, na medida em que n\u00e3o s\u00f3 faz um estudo extremamente fundamental para a concep\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es culturais e humanas entre as sociedades africanas e as europeias de cunho colonial, cumprindo a fun\u00e7\u00e3o de analisar a cultura dos povos numa numa nuance comparativa, tendo tal caracteriza\u00e7\u00e3o como seu princil confirma\u00e7\u00e3o o livro \u201cA Dimens\u00e3o Africana da Cultura Angolana\u201d que se abre com a seguinte proposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p><em>(a conviv\u00eancia dos angolanos com a cultura luso-europeia deu lugar a um extrato social culturalmente europeizado, merc\u00ea da institui\u00e7\u00e3o colonial do estatuto de assimila\u00e7\u00e3o. Os assimilados eram os africanos que para conquistar o direito \u00e0 cidadania e suas mordomias, \u201cacesso a cargos p\u00fablicos auxiliares, eram obrigados a abandonarem usos e costumes de pais e av\u00f3s\u201d, s\u00f3 depois das independ\u00eancias as popul\u00e7\u00f5es de assimilados transferiram-se para as administra\u00e7\u00f5es nacionais)<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Um ac\u00e9rrimo defensor do patriotismo e da identidade cultural angolana e\/ou africana, quando nos seus dizeres podemos ver trexos como estas:<\/p>\n<blockquote><p>(<em>Intelectuais angolanos existem, defensores de ideias ex\u00f3genas do ego africano dos seus compatriotas. Trata-se de uma mobiliza\u00e7\u00e3o para que todos n\u00e3o se vistam de sentimentos patri\u00f3ticos, nacionalistas e que n\u00e3o abracem a sua rica hist\u00f3ria e a sua personalidade africana).<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, Jorge Macedo inauga o chamamento de todos os filhos da p\u00e1tria para o renascimento cultural, na medida em que as sociedades africanas e angola, em particular, sofreu o bastante dos desenraizamentos com as desloca\u00e7\u00f5es for\u00e7adas que influenciou a perda da identidade africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naturalmente, Jorge Macedo, no \u00e2mbito de seus estudos n\u00e3o se reduz \u00e0 abordagem da literatura e da cultura, assenta tamb\u00e9m as suas reflec\u00e7\u00f5es no campo dos direitos de fam\u00edlia, dedicando-se v\u00e1rias vezes e especi\ufb01camente \u00e0 discuss\u00e3o sobre o direito costumeiro no \u00e2mbito da poligamia, como uma institui\u00e7\u00e3o legitimada pelo direito costumeiro, instituto segundo o qual a um homem \u00e9 permitido ser esposo de v\u00e1rias mulheres; focando aspectos do instituto do indigenato, que institu\u00eda as express\u00f5es de concubigens, cultura ferozmente reprovada pelos europeus colonizadores e que em \u00c1frica constitui um costume de gema e das ra\u00edzes da tradi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue suas reflec\u00e7\u00f5es sobre as comunidades matrilineares, onde o homem tem o direito exclusivo de ter mais do uma esposa e, pelo contr\u00e1rio, nas comunidades matrilineares, a iniciativa polig\u00e2mica \u00e9 das mulheres, estando sob a designa\u00e7\u00e3o de poliandria.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>Fil\u00f3sofo:<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o fil\u00f3sofo, como imp\u00f5e Pit\u00e1goras, \u00e9 o amigo do saber, ou amor a sabedoria, Jorge Macedo demonstra pelas suas obras ter sido um verdadeiro amigo da sabedoria, pois, se partindo do pressuposto segundo o qual, a filosofia d\u00e1 ao homem a coragem de olhar e ver o meio que lhe circunda, ent\u00e3o, sua ess\u00eancia \u00e9 o espelho da literatura angolana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jorge Macedo, ainda que o semin\u00e1rio maior diga o contr\u00e1rio, nunca concluiu os seus estudos em filosofia, porque sempre esteve a estudar, a julgar pela magna acta da teoria da literatura, da etnolingu\u00edstica, da antropol\u00f3gica que acaba por confirmar uma insistente e leg\u00edtima categoria de um homem que \u201csempre buscou a verdade e nunca a encontrava, porque sempre a encontrasse, queria saber outra verdade\u201d por ess\u00eancia, tal como Jean Paul Satre em Fran\u00e7a, Jorge Macedo em Angola, \u00e9 chamado de \u201co Mestre Macedo\u201d pelos estudiosos da literatura angolana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jorge Macedo assenta o seu pensamento na filosofia do existencialismo, inaugurado pelo Jean Paul Satre, na medida em que defende a liberdade dos homem africano, tal liberdade impregnada nas suas concep\u00e7\u00f5es dos povos africanos, nos seus textos de arte demonstra essa tend\u00eancia do afastamento das formas pr\u00e9-estabelecidas e mesmo ao chamamento de aten\u00e7\u00e3o aos estudiosos a terem sempre em conta do livre arb\u00edtrio dos autores.\u00a0 Filosofia do existencialismo \u00e9 tal segundo a qual o homem quando nasce, nasce como um nada e tudo o que vem a ser, decorre da experi\u00eancia que colhe do meio que lhe circunda. Que n\u00e3o existe destino pr\u00e9-estabelecido para a vida humana, que a \u00fanica coisa que resta ao homem \u00e9 a sua liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abre-nos assim uma veia de inquiri\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas que partem da necessidade de cada estudioso dar sentido a sua pr\u00f3pria cultura e ao seu seu pr\u00f3prio sentido de ser e n\u00e3o ser.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>Te\u00f3rico Liter\u00e1rio:<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, n\u00e3o se pode falar em estudos liter\u00e1rios angolanos sem que se fa\u00e7a uma refer\u00eancia a ele, pois, seus ensinamentos perduram no tempo, tendo inclusive adoptado a import\u00e2ncia do axioma sofista segundo o qual tudo muda e nada permanece, quando na sua obra (Po\u00e9ticas na Literatura Angolana) afirma que (o modernismo de uma \u00e9poca n\u00e3o tarda ser arca\u00edsmo no surgimento das novas tend\u00eancias).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste dizer aprende-se que a literatura \u00e9 uma realidade mut\u00e1vel, em fun\u00e7ao dos contextos e dos consequentes paradigmas que se imp\u00f5em no tempo, a partir de um certo momento, qualquer estudioso, dando uma devida interpreta\u00e7\u00e3o a este pensamento, acaba por entender que \u00e9 preciso que haja ruptura sobre as formas diversas de se criar as obras e de se fazer a ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, Jorge Macedo est\u00e1 na g\u00e9nese de toda uma revolu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que se verifica neste presente momento, pois, as suas ideias s\u00e3o vanguardistas sobre qualquer tentativa de esvaiar o est\u00e9tico na arte. \u00c9 sobre a teoria do (<strong>Mais Po\u00e9tico e Menos Po\u00e9tico)<\/strong> que assenta a ideia de que Jorge Macedo sempre pretendeu que os autores e seus textos fossem mais coerentes consigo mesmos e que tivessem um verdadeiro engajamento no of\u00edcio do dizer po\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e3o cedo apercebeu-se de que contribuir para os esfor\u00e7os do desenvolvimento da literatura angolana era importante, para a necessidade de exterioriza\u00e7\u00e3o dos pensamentos e sentimentos do povo angolano, uma vez que, como se tem dito, qualquer literatura nasce da alma de cada povo, portanto, a literatura deve, em, s\u00edntese, o desenvolvimento como elemento cultural capaz de impor a descoloniza\u00e7\u00e3o, na medida em que se debate sobre in\u00fameras propostas de incroniza\u00e7\u00e3o entre a cultura das na\u00e7\u00f5es colonizadas e a cultura assimilada por imposi\u00e7\u00e3o do colonizador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dos primeiros estudiosos da literatura angolana, que descreveu aspectos muito importantes sobre a oralidade da literatura angolana, tendo dado esclarecimentos fundamentais sobre as caracter\u00edsticas dos contos, lendas, f\u00e1bulas, prov\u00e9rbios, advinhas, poesias, can\u00e7\u00f5es que se perpetuaram no tempo pela capacidade de assimila\u00e7\u00e3o e o poder da tradi\u00e7\u00e3o oral angolana; uma vez que, como se sabe, a literatura angolana (escrita) surgiu tarde, (s\u00e9c. XIX), com a publica\u00e7\u00e3o do primeiro livro em 1849, da obra Espontaneidade da Minha Alma de Jos\u00e9 da Silva Maia Ferreira.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o C\u00edrculo de Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios Litteragris, doravante (CE3L), Jorge Macedo contribuiu para o esp\u00edrito dos seus estudiosos e do reconhecendo da import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o oral angolana, na medida em que ati\u00e7a-nos, a partir do ano de dois mil e onze, ausadia de iniciar os estudos sobre as v\u00e1rias figuras que se destacaram neste exerc\u00edcio, tais como Cordeiro da Mata e \u00d3scar Ribas, j\u00e1 que produziram instrumentos para os quais se pode consultar do ponto de vista filol\u00f3gicoas diversa manifesta\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do facto de termos tido apaixonadas li\u00e7\u00f5es elementares com Aguiar e Silva, jusante a desconstru\u00e7\u00e3o dos conceitos de po\u00e9tica, segundo os quais o termo deriva, por via erudita, do lexema grego poi\u00e9tike, de um lado, nos remetendo para o lexema literatura enquanto fen\u00f3meno art\u00edstico, (o conjunto de regras e preceitos que ensinam a fazer poema); e do outro lado, a compreens\u00e3o da literatura como o estudo da arte que se manifesta atrav\u00e9s da palavra, ou seja, (o estudo das obras resultante da arte po\u00e9tica) Silva (1990). Al\u00e9m do que se aprende naturalmente com Arist\u00f3teles sobre a po\u00e9tica e poesia, Jorge Macedo imp\u00f5e-nos a assegurar os conceitos segundo os quais deve-se ter em separado a poesia como g\u00e9nero de escrita e a poesia como efeito, conceitos que n\u00e3o se podem confundir no exerc\u00edcio da cr\u00edtica liter\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o adjectivo cr\u00edtico surge em grego (krin\u00f5) e significa \u2018julgar, distinguir ou separar\u2019 e se a Cr\u00edtica Liter\u00e1ria \u00e9 o estudo de um texto liter\u00e1rio concreto ou de um determinado conjunto de obras liter\u00e1rias e pode apresentar tanto uma orient\u00e7\u00e3o diacr\u00f3nica, como uma orienta\u00e7\u00e3o sincr\u00f3nica, podendo ocupar-se ainda dos aspectos estil\u00edsticos ou ret\u00f3ricos, como de aspectos tem\u00e1ticos ou sem\u00e2nticos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Jorge Macedo fez e deve ser considerado um aut\u00e9ntico cr\u00edtico liter\u00e1rio, \u00fanico na sua \u00e9poca que seria capaz de falar com os textos de forma mais objectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Mestre Macedo se pode aprender que sempre que se fala em teoria (em qualquer \u00e1rea do saber) tem-se a ideia de que existe um conjunto de argumentos sobre um determinado assunto ou tema; tais argumentos servem para explicar ou examinar um determinado fen\u00f3meno ou uma complexidade de conte\u00fados conexos. Ent\u00e3o, a teoria ao explicar, examinar ou compreender tais conhecimentos, visa sempre \u2018mostrar como as coisas s\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suscita a problem\u00e1tica dos cr\u00edticos liter\u00e1rios, uma vez que a literatura est\u00e1 mais para a problem\u00e1tica como o \u00e9 a filosofia, do que como uma simples concep\u00e7\u00e3o comum da sociedade, Jorge Macedo assenta o seu discurso em uma verdadeira manifesta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, e n\u00e3o s\u00e3o apenas subsun\u00e7\u00f5es das obras \u00e0s subtis insinua\u00e7\u00f5es de alguma motiva\u00e7\u00e3o doxogr\u00e1fica e ideol\u00f3gica desprovida de engajamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois \u00e9, para ele, pela caracteristica da sua orienta\u00e7\u00e3o discursiva, a cr\u00edtica liter\u00e1ria \u00e9 o fundamento de uma literatura; \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o onde se pode criar o leitor com faculdade e poder de impor sua interpreta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria aos demais e decidir se uma obra cont\u00e9m qualidade e poder para ser publicada, O Estado angolano devia, sugestivamente, reconhecer a import\u00e2ncia do cr\u00edtico liter\u00e1rio Jorge Macedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\/vc_column_text][vc_cta h2=&#8221;&#8221; style=&#8221;outline&#8221; add_icon=&#8221;left&#8221; i_icon_fontawesome=&#8221;fas fa-exclamation&#8221; i_on_border=&#8221;true&#8221;][1] De acordo com te\u00f3rico liter\u00e1rio Aguiar e Silva, (2008. p\u00e1g. 25),[\/vc_cta][vc_empty_space height=&#8221;60px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nosso di\u00e1logo visa, em toda a inst\u00e2ncia, homenagear um dos mais importantes estudiosos do fen\u00f3meno liter\u00e1rio em Angola (Jorge Macedo), que publicou seu famoso livro em 1986, com o t\u00edtulo \u00abPo\u00e9ticas na Literatura Angolana\u00bb, do qual se inspira os estudos elementares e\/ou fundamentais sobre a iniciativa dos estudos em sede do C\u00edrculo dos Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios Litteragris, sobre a cr\u00edtica liter\u00e1ria, sobre a antropologia cultural e sobre a filosofia da cultura africana.  <\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"ppma_author":[46],"class_list":["post-869","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-sobre-o-patrono-jorge-macedo","author-mabanza"],"acf":[],"authors":[{"term_id":46,"user_id":15,"is_guest":0,"slug":"mabanza","display_name":"Mabanza Kambaca","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Mabanza_Kambaca-.jpeg","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Mabanza_Kambaca-.jpeg"},"author_category":"","first_name":"Mabanza","last_name":"Kambaca","user_url":"","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=869"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1009,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869\/revisions\/1009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=869"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}