{"id":1349,"date":"2024-04-29T22:38:06","date_gmt":"2024-04-29T22:38:06","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=1349"},"modified":"2024-04-29T23:04:05","modified_gmt":"2024-04-29T23:04:05","slug":"passagem-estranha-ao-muzondo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/04\/29\/passagem-estranha-ao-muzondo\/","title":{"rendered":"\u201cPassagem Estranha ao Muzondo\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 200px;\">\u201c<em>N\u00e3o existe outra forma de chamar o livro se n\u00e3o fosse \u00abA Passagem Estranha em Muzondo\u00bb porque todo o passo de um poeta \u00e9 sempre estranho<\/em>\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]Todo e qualquer discurso de natureza axiol\u00f3gica como \u00e9 este carece sempre de uma finalidade que \u00e9 de circunscrever a estrutural da obra: \u00e9 neste prisma que posso afirmar que o livro \u00e9 obra po\u00e9tica, escrito com vi\u00e9s de est\u00e9tica surrealista e simbolista, equivalente a multifacetada reflex\u00e3o que proporciona ao leitor uma elevada complexidade art\u00edstica que se pode viver ao longo da leitura, pois, o autor tr\u00e1s textos de poesia espec\u00edfica. Suas rela\u00e7\u00f5es art\u00edsticas com a realidade aproximam-se das raz\u00f5es de honra com a terra Muzondo e se configura numa abordagem amorosa e patri\u00f3tica dos fen\u00f3menos sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em Muzondo Sob o Olhar M\u00edstico da Lua<\/em> \u00e9 uma obra publicada em dois mil e dois, pelo escritor angolano, Ras Nguimba Ngola, com a chancela da Editora Palavra&amp;Arte. Onde o autor, aproveitando a contempla\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o e dos h\u00e1bitos da gente daquela, apresenta a sua importante viagem que faz:<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 80px;\"><em>a) Enfio-me no<\/em><em> Chevr<\/em><em>olet.<\/em><em> Sigo para al\u00e9m do Panguila. Um pouco mais adiante tem a comunidade de Muzondo. <\/em><\/h6>\n<h6 style=\"padding-left: 80px;\"><em>b) Junto da gente que vive da terra, deixo-me divagar, cogitar, rememorar, inquirir, denunciar, clamar. Nestes assuntos trago de forma metaf\u00f3rica, eleg\u00f3rica e imag\u00e9tica a figura de lua, mar, flor, noite e p\u00e1tria. <\/em>P\u00e1g.9<\/h6>\n<h6 style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/h6>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste inicial texto, demonstra configurar j\u00e1 como que palavras chaves de todo o livro: empenhando-se em recuperar a vers\u00e3o original das passagens nesta comunidade; o livro foi escrito em quatro partes: I-Met\u00e1fora, Presen\u00e7a Lunar. II-Met\u00e1fora, Presen\u00e7a so Mar. III-Met\u00e1fora, Presen\u00e7a da Flor. IV-Met\u00e1fora, Presen\u00e7a da P\u00e1tria. Cada parte corresponde a uma viagem ao Muzondo. De modos que a primeira viagem o poeta surge em cada p\u00e1gina cheio de tes\u00e3o, arrumando textos de chegada e sa\u00edda ao Muzondo, enfiando nos mesmos uma carga de erotismos, os t\u00edtulos aparecem no fim de cada poema, caracter\u00edstica agrist\u00e9tica, com o l\u00f3gico sentido de que s\u00e3o os textos que d\u00e3o nascem os t\u00edtulos e n\u00e3o o inverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao pensarmos\u00a0 em Muzondo Sob o Olhar M\u00edstico da Lua, podemos imaginar que existe um sucessivo evento que se d\u00e1 pela surpreendente realidade dos factos que se-nos apresentam, ao qual podemos designar (amor-sentido diante de um santu\u00e1rio, feito nas noites de luar cheia), que existe um poeta que vive uma forte erup\u00e7\u00e3o de romance, de tal modo inesquec\u00edvel, em que, muitas vezes, aparece como uma espantosa express\u00e3o que se encontra no quadro de cada p\u00e1gina:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>c) Deixa-me \u00f3 lua joelhos dobrar<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>No portal do santu\u00e1rio<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>Deixa-me sentir doce incenso<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Me elevar solto e leve<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>Deixa-me estar no teu peito imenso<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Sentir sist\u00f3lica e diastolicamente tam tam da vida <\/em><\/strong>p\u00e1g.13, (VII apelo)<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Este poema demonstra que a vida humana est\u00e1 limitada na consuma\u00e7\u00e3o da imortalidade art\u00edstica que, por vezes, confere subitamente o extraordin\u00e1rio imagin\u00e1rio do cristianismo e o poeta transformou-se num devoto por meio da mulher que aparece dentro da lua:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>d) Foi quando enfiei vigorosamente a palavra \u2013erecta-<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>No orif\u00edcio misterioso amparado entre duas<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Ac\u00e1cias vi-me cinganji num ritual de divinos prazeres<\/em><\/strong>. P\u00e1g.15 (III Inicia\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>O autor re\u00fane textos que criam uma conex\u00e3o composta por um mundo chamado Muzondo, ideias que acordam <em>um<\/em> <em>prop\u00f3sito <\/em>de v\u00e9spera, atingindo o ponto ilimitado de interpreta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias dentro da cultura africana de orgens:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>e) Versos s\u00e3o resist\u00eancias de tempos sem identidade<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Africana reluzente \u00abacabamento de obra sem igual<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Regista \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o da sagrada heran\u00e7a<\/em><\/strong><strong>. P\u00e1g.14 (III Encantamento)<\/strong><\/p>\n<p>O livro compartilha opini\u00f5es, discote a sociedade, encontra a na\u00e7\u00e3o e toca a alma de cada leitor, rasga os jornais e fala de paz:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>f) Na parte invis\u00edvel de meu ser<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>g) Desenho emblem\u00e1tico de um sonho<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Dos olhos da lua brilho denunciador<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Via-se rainha no simb\u00f3lico cume de \u00eaxtase<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Alegre ascens\u00e3o nas v\u00e1rias moradas da luz. <\/em><\/strong><strong>P\u00e1g.15 (III Inicia\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista po\u00e9tico, \u00e9 um dos mais l\u00facidos da nova gera\u00e7\u00e3o, pois, ele al\u00e9m ser engajado, \u00e9 caracterizador do seu autor, que sente enorme preocupa\u00e7\u00e3o em desnvolver tecnicamente, configurando nos textos uma linguagem ex\u00f3tica, com f\u00e9 e vontade de efeitos de lutas e colorida promo\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>h) Kimpa Vita<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Adornada santa de fogo ardente<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Sinto af\u00e1vel toque de teus m\u00e1gicos dedos<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Cantam passarinhos melodiosos hinos de liberdade<\/em><\/strong><strong>.<\/strong> P\u00e1g.23 (Kimpa Vita)<\/p>\n<p>Conheci nestes textos o escritor Ras Ngimba Ngola como sendo um escritor que se encanta com a ideia de que sua obra \u00e9 um sinal de moralidade e que a literatura seja a fidelidade para a sua mem\u00f3ria:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>i) E o poeta<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Ser de areia movedi\u00e7a<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Na rebenta\u00e7\u00e3o de escondidas ondas<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Sondo a alma escancarada.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Abro-me num anseio de paz universal<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Afinal o dia \u00e9 presente perfeito<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Dos deuses em medita\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><strong>. P\u00e1g.33 (Deus do Mar)<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O existencialismo \u00e9 uma pedra de constru\u00e7\u00e3o do eu po\u00e9tico, \u00e9 um tipo de texto que se inscreve com o prop\u00f3sito de tomar uma interpreta\u00e7\u00e3o inclusivista de outras da arte, cria um sentido de compreender tudo o que se vive enquanto se escreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos aduzem o debate de Plat\u00e3o sobre a fun\u00e7\u00e3o social do poeta, desafia o mundo utilizando uma hip\u00f3tese de\u00a0 l\u00edngua surpresa com vista a criar condi\u00e7\u00f5es de humaniza\u00e7\u00e3o, para que a mensagem passe fingida e manipulada; pr\u00f3pria de obras nascidas em lugares por onde os escritores vivem exilados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma dos verbos demonsta o tipo de poeta que h\u00e1 em Ras Ngimba Ngola, de modos que, parte com um conjunto de explica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o uma amea\u00e7a de arquivamento de interpreta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas das suas teorias da viagem estranha em Muzondo. Pois, a linguagem que utiza d\u00e1-lhe uma vantagem artistica, de tal sorte que encontra um equil\u00edbrio em Zen\u00e3o de Eleias, um fil\u00f3sofo grego, que j\u00e1 ensinava que a linguagem manifesta o ser que est\u00e1 em n\u00f3s, por ex. basta que algu\u00e9m abra a boca para se saber o quanto \u00e9 a pessoa que \u00e9. Nguimba Ngola, ao pretender alinhar a compreens\u00e3o do seu discurso po\u00e9tico como sendo uma homenagem \u00e0 lua e ao mar, bem como \u00e0 flor e p\u00e1tria, aproxima-se, como que, aos ideais de elogios f\u00fanebres sobre aqueles temas, pois a sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo de demonsstrar a axiologia moral da compaix\u00e3o, a promo\u00e7\u00e3o da humildade e a erradica\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o das institucionais:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>j) Amaldi\u00e7oei anjos\/dem\u00f3nios e deuses corruptos das igrejas<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Vendi a f\u00e9<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>A esperan\u00e7a deixei-a deitada \u00e0 porta da assembleia<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>De ganaciosos umbigos representantes<\/em><\/strong><em>.<\/em> P\u00e1g.34. (vem poeta).<\/p>\n<p>Assim, a leitura deste livro atribui consc\u00eancia ao homem e prop\u00f5e garantias de um conhecimento profundo sobre o Muzondo da lua, da flor, do mar e da p\u00e1tria; liberta o individuo de todo o naturalismo, atenta ao que \u00e9 surreal, ajusta o fen\u00f3meno social e limita o longe da exist\u00eancia da literatura:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>k) L\u00edngua de poeta \u00e9 fogo ardente da alma<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Sente dor do capim em chama<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Alma rebelde<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Perde o medo do c\u00e9u corrupto<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>N\u00e3o \u00e9 justa a divis\u00e3o do p\u00e3o<\/em><\/strong><em>. <\/em>P\u00e1g. 56 (protesto po\u00e9tico)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mais pode interessar como leitor \u00e9 o fim de perceber tudo o que nele se fala e se conta, o estilo com que \u00e9 criado; em qualquer obra existe uma realidade que pode nutrir a ideia de que a literatura \u00e9, na verdade, a conex\u00e3o menos in\u00fatil entre o homem e a natureza das coisas; pelo simples facto de que a literatura \u00e9 sempre express\u00e3o das novas tend\u00eancias e\/ou realidades e, por isso, depende do criador que a representa.<\/p>\n<p>Assim, com Nguimba Ngola adquire-se o existir de uma literatura capaz de tratar sobre o amor dentro da interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social dos nossos problemas. Em fim, \u00e9 dado que \u00e9 especialista com as m\u00e3os de poeta.<\/p>\n<p>Para o poeta o amor n\u00e3o \u00e9 sexo, e sim, aquele que explora as rela\u00e7\u00f5es dos homens, por isso, o conte\u00fado deste amor \u00e9 guerra e paz, al\u00edvios e desgra\u00e7as. Portanto, os seus poemas chegam ao mundo para enfrentar diversas quest\u00f5es que o preocupam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A literatura de em Muzondo nasce para dar respostas empunhando perguntas, inquieta\u00e7\u00f5es, abrindo a consci\u00eancia e criando a sensibilidade para as novas perspectivas do real. \u00c9 como a filosofia, muitas vezes, o encontro de uma resposta pode revelar-se menos relevante que o facto de se ser capaz de viver a pergunta, ou,\u00a0 de andar pelas pistas que ela tende a abrir em n\u00f3s:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><em>l) V\u00ea-se claramente assim\u00e9trico quadro<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Desenho dos ndokis e kifumbes embriagados<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>L\u00e1grima do capim clama sem voz foge-lhe o sonho<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Enfio a m\u00e3o na dolorosa ferida da m\u00e1tria<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Protesto inventando o mundo novo<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Constru\u00e7\u00e3o dial\u00e9ctica da era nova<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Voz de poeta \u00e9 grito<\/em><\/strong>. P\u00e1g.56 (Protesto Po\u00e9tico)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poesia de Nguimba Ngola busca assim a problem\u00e1tica do existencialismo, o conte\u00fado ideo-est\u00e9tico do livro remete em certos momentos e especialmente para a constru\u00e7\u00e3o\u00a0 de textos a partir da invoca\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as, tradi\u00e7\u00f5es, ritos e pr\u00e1ticas m\u00e1gicas que configuram a filosofia africana (o modo de pensar dos povos africanos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista sociol\u00f3gico, grassa, em alguns textos, um animismo de grande expectativa l\u00fadica, na medida em que constitui uma das formas de como levar o leitor em grande questionamento do existir e das origens das coisas. O tema do animismo coloca-nos numa reflex\u00e3o de que a forte presen\u00e7a\u00a0 de uma realidade m\u00edstica nos textos po\u00e9ticos seja ousadia de elevar a condi\u00e7\u00e3o da corrente liter\u00e1ria para a vida dos poetas e n\u00e3o apenas de prosadores.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo e qualquer discurso de natureza axiol\u00f3gica como \u00e9 este carece sempre de uma finalidade que \u00e9 de circunscrever a estrutural da obra: \u00e9 neste prisma que posso afirmar que o livro \u00e9 obra po\u00e9tica, escrito com vi\u00e9s de est\u00e9tica surrealista e simbolista, <\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[44],"ppma_author":[46],"class_list":["post-1349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-estudos-literarios","author-mabanza"],"acf":[],"authors":[{"term_id":46,"user_id":15,"is_guest":0,"slug":"mabanza","display_name":"Mabanza Kambaca","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Mabanza_Kambaca-.jpeg","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Mabanza_Kambaca-.jpeg"},"author_category":"","first_name":"Mabanza","last_name":"Kambaca","user_url":"","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1349"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1353,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1349\/revisions\/1353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1349"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}