{"id":1325,"date":"2024-04-29T21:55:44","date_gmt":"2024-04-29T21:55:44","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=1325"},"modified":"2024-04-29T22:09:15","modified_gmt":"2024-04-29T22:09:15","slug":"1325","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/04\/29\/1325\/","title":{"rendered":"A Constru\u00e7\u00e3o Do Di\u00e1logo Intergeracional"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da autoria de Agostinho Neto, o conto intitulado \u201cN\u00e1usea\u201d, tem vindo a ser bastante referenciado pela forte e simb\u00f3lica presen\u00e7a do mar como palco de aliena\u00e7\u00e3o do continente africano aquando do processo de coloniza\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico de escravos. Por\u00e9m, a presente an\u00e1lise visa apresentar um breve coment\u00e1rio sobre a constru\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo intergeracional estabelecido entre as personagens da narrativa \u201cVelho Jo\u00e3o e o seu sobrinho\u201d como um meio de transmiss\u00e3o da experi\u00eancia adulta enquanto forma de educa\u00e7\u00e3o aos mais novos, \u00e0 luz da teoria das implicaturas conversacionais pragm\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Sobre o Conto\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da antologia de contos angolanos \u201cP\u00e1ssaro de Asas Abertas\u201d, editada pela uni\u00e3o dos escritores angolanos, a narrativa escrita na d\u00e9cada de 60 por Agostinho Neto, retrata a ideia do mar como s\u00edmbolo de morte e palco de aliena\u00e7\u00e3o do continente africano em \u00e9poca colonial. Uma vis\u00e3o adversa ao que era comum na altura, isso nas epop\u00e9ias europ\u00e9ias, em que o mar se configura como s\u00edmbolo de exalta\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o, fruto das suas expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas resultantes da era imperialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta-nos ainda, uma configura\u00e7\u00e3o social do per\u00edodo colonial. Assimetrias sociais que chegam a conferir atualidade ao conto, se considerarmos a configura\u00e7\u00e3o das nossas cidades urbanas hoje, perto de 5 d\u00e9cadas de independ\u00eancia nacional,\u00a0 ainda \u00e9 poss\u00edvel vermos o reflexo do espa\u00e7o apresentado pelo narrador em \u00e9poca colonial, elementos como: transportadores de carga-vulgo trabalhador, cubatas, casas de chapa habitadas por pessoas, n\u00e3o s\u00f3 em zonas perif\u00e9ricas, sobretudo em zonas consideradas \u201cnobres\u201d, est\u00e3o bastante presentes em diversos pontos do nosso pa\u00eds, o que se constitui como uma cr\u00edtica social bastante atualizada no contexto social angolano, pois em 5 d\u00e9cadas de independ\u00eancia nacional angola continua a enfrentar os mesmos problemas da era colonial.<\/p>\n<p>Como podemos testificar no excerto a seguir: <em>\u201cTinham-se passado anos. <\/em><em>Preferia carregar sacos \u00e0s costas por conta de brancos da baixa a morar na cubata de latas de petr\u00f3leo de Samba kim\u00f4ngua\u201d.<\/em> N\u00e1usea, (p\u00e1g.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es ou reestrutura\u00e7\u00f5es urbanas e sociais que privilegiam \u00e0 algumas \u00e1reas do pa\u00eds por influ\u00eancia da sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e do que estas \u00e1reas tinham a oferecer para o bom funcionamento e legitima\u00e7\u00e3o do sistema colonial no pa\u00eds, fatores como (costas mar\u00edtimas, relevo, condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, flexibilidade ou resist\u00eancia \u00e0 cultura imposta pelo colono) estratificarem a sociedade angolana, pois nota-se que nessas regi\u00f5es existe uma assim\u00e9trica tend\u00eancia de desenvolvimento social e infraestrutural que n\u00e3o pode ser visto em outras regi\u00f5es que n\u00e3o comtemplem tais fatores. Facto que perdura at\u00e9 aos dias presentes, o custo e estilo de vida nessas \u00e1reas constituem-se como privil\u00e9gios para certas camadas da sociedade, demonstrando que desde os tempos coloniais o mar se configura como ponto de elite:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Da sua cubata de samba kim\u00f4ngua, velho Jo\u00e3o saiu com a fam\u00edlia, de manh\u00e3zinha muito cedo, e desceu a cal\u00e7ada, atravessou a cidade, toda a cidade mesmo, at\u00e9 aos confins da baixa, passou pela ponte e pisou a ilha, mas n\u00e3o j\u00e1 a mesma ilha dos tempos antigos. Pisou uma ilha sem areia, com casas bonitas onde n\u00e3o moram pescadores\u201d. N\u00e1usea<\/em>, (p\u00e1g.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por\u00e9m, como j\u00e1 referenciamos, o nosso maior interesse recai sobre a constru\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo intergeracional estabelecido entre as personagens (Velho Jo\u00e3o e o seu sobrinho) e \u00e9 por tanto sobre esta quest\u00e3o que nos vamos incidir.<\/p>\n<h6><strong>Sobre A Literatura Netiana<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 caracter\u00edstico das sociedades coloniais, (a desigualdade social, a viola\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais dos nativos, a mis\u00e9ria em meio a fartura dos colonizadores), tal cen\u00e1rio constituiu-se como motiva\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da arte liter\u00e1ria de Agostinho Neto. A literatura netiana \u00e9 caracterizada pelo inconformismo, resist\u00eancia, esperan\u00e7a e anseio por liberta\u00e7\u00e3o; pelas indaga\u00e7\u00f5es, confronto, revolta e den\u00fancia mediante \u00e0 realidade social da \u00e9poca, viu-se desafiado a usar a literatura como forma de protesto, para falar da necessidade de lutar pela identidade angolana, pela independ\u00eancia, pelo sonho de uma Angola nova e melhor para todos os angolanos, sem etiquetas ou r\u00f3tulos atribu\u00eddos pelo colono.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>O Di\u00e1logo e Teoria das Implicaturas Conversacionais<\/strong><\/h6>\n<p>Antes de apresentarmos as implica\u00e7\u00f5es que se colocam na constru\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre as personagens da narrativa \u201cVelho Jo\u00e3o e o seu sobrinho\u201d, importa apresentar os conceitos dos principais termos que nortear\u00e3o a nossa abordagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra di\u00e1logo, de acordo com o dicion\u00e1rio eletr\u00f4nico da Porto Editora, pode ser entendida como uma conversa entre duas ou mais pessoas, troca de id\u00e9ias, opini\u00f5es e conceitos, com vista \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de problemas, ao entendimento ou \u00e0 harmonia na comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas envolvidas. Por\u00e9m, recorrendo \u00e0 origem etimol\u00f3gica da palavra di\u00e1logo, que do grego dialogos = \u201clogos\u201d significando \u201ca palavra\u201d ou \u201co significado da palavra\u201d mais \u201cdia\u201d, significando \u201catrav\u00e9s de\u201d &#8211; n\u00e3o significando dois ou duplo. Entretanto, Bohm (1986) afirma que di\u00e1logo pode se dar com qualquer n\u00famero de pessoas, n\u00e3o apenas entre duas. At\u00e9 mesmo uma pessoa sozinha, pode ter um sentido de di\u00e1logo consigo mesma, se o esp\u00edrito do di\u00e1logo estiver presente. Entretanto, a n\u00f3s interessa-nos reflectir em torno do primeiro conceito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Levinson (2007), a teoria das implicaturas foi desenvolvida por Grice em 1976, e apesar de n\u00e3o possuir um hist\u00f3rico extenso \u00e9 considerada um dos conceitos mais importantes no \u00e2mbito dos estudos pragm\u00e1ticos. A implicatura d\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o de como \u00e9 poss\u00edvel dizer alguma coisa e querer dizer al\u00e9m do que as palavras selecionadas s\u00e3o capazes de expressar, ou seja, as implicaturas derivando que \u00e9 dito, de suposi\u00e7\u00f5es, de dedu\u00e7\u00f5es, e da pressuposi\u00e7\u00e3o de que pelo menos o princ\u00edpio cooperativo entre os interactantes est\u00e1 sendo mantido. Por\u00e9m, torna-se tamb\u00e9m cab\u00edvel a exclus\u00e3o de poss\u00edveis conversas, como conversas inadequadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas implicaturas conversacionais n\u00e3o s\u00e3o regras r\u00edgidas ou imut\u00e1veis, mas conven\u00e7\u00f5es cooperativas que surgem no \u00e2mbito do di\u00e1logo e que se significam de acordo aos contextos conversacionais em que se realizam. Deste modo, de acordo com Santos (2018), as implicaturas podem ser distinguidas de outros processos dedutivos (como pressupostos) por cinco propriedades caracter\u00edsticas:<\/p>\n<ol>\n<li>Grice ressalta que todas as implicaturas conversacionais s\u00e3o cancel\u00e1veis;<\/li>\n<li>As implicaturas s\u00e3o n\u00e3o destac\u00e1veis, o que significa que a implicatura se liga ao significado do enunciado, n\u00e3o a qualquer item espec\u00edfico do l\u00e9xico ou \u00e0 forma da senten\u00e7a escolhida para expressar o significado;<\/li>\n<li>As implicaturas s\u00e3o calcul\u00e1veis. Isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o entre o enunciado que produz a implicatura e seu equivalente de observa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima pode ser rigorosa e especificamente expressa como no exemplo;<\/li>\n<li>As implicaturas s\u00e3o n\u00e3o convencionais. Isso significa que uma implicatura n\u00e3o \u00e9 parte do significado do \u201cdicion\u00e1rio\u201d de qualquer uma das palavras envolvidas, mas sim da \u201cenciclop\u00e9dia\u201d;<\/li>\n<li>As implicaturas n\u00e3o s\u00e3o totalmente determin\u00e1veis, isto \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o direta entre a forma de uma implicatura e seu significado pretendido.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Santos (2018).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No di\u00e1logo da narrativa em an\u00e1lise, levantam-se elementos como o sil\u00eancio, a imagina\u00e7\u00e3o, o mon\u00f3logo \u00edntimo em detrimento da fala no meio da conversa. Do ponto de vista da compreens\u00e3o da linguagem, a compreens\u00e3o de tais elementos se constitui indispens\u00e1veis para a efetiva\u00e7\u00e3o do processo comunicativo. Deste modo, recorremos as implicaturas conversacionais pragm\u00e1ticas para explicar os mecanismos lingu\u00edsticos utilizados na constru\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDe repente o tio olhou para longe e disse ao sobrinho, estendendo o bra\u00e7o:<\/p>\n<p>_ O mar. Mu\u00b4alunga!<\/p>\n<p>O sobrinho olhou para ele esperando mais alguma coisa, sem compreender o significado que o tio queria dar \u00e0quela palavra. Por\u00e9m, ante o sil\u00eancio do tio, desviou a aten\u00e7\u00e3o&#8221;. N\u00e1usea, (p\u00e1g.8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do excerto acima, percebe-se a impl\u00edcita id\u00e9ia de uma conversa exclu\u00edda ou tida como inadequada, entre o tio e o sobrinho, duas gera\u00e7\u00f5es que se fecham cada uma na sua completa raz\u00e3o. Por um lado, o tio, por introduzir uma palavra alheia ao c\u00f3digo ling\u00fc\u00edstico \u201cpreviamente estabelecido\u201d na conversa (Portugu\u00eas\/Kimbundu), tendo o conhecimento pr\u00e9vio de que o sobrinho n\u00e3o entendia a l\u00edngua kimbundu; por outro, o sobrinho por n\u00e3o ter atribu\u00eddo relev\u00e2ncia suficiente ao coment\u00e1rio do tio, a ponto de desviar a aten\u00e7\u00e3o sem questionar o significado da palavra em quest\u00e3o, significando, portanto, que n\u00e3o tinham interesse na conversa. Dando margens a dedu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o permitiram a compreens\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o comunicativa e transmiss\u00e3o da experi\u00eancia adulta como forma de educa\u00e7\u00e3o aos mais novos por via da oralidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVelho Jo\u00e3o j\u00e1 olhava de novo a areia e monologava intimamente&#8230; lembrou-se de que&#8230;Esquecera-se da sua alegria na hora do almo\u00e7o para pensar naquelas coisas tristes&#8230; Sentiu n\u00e1useas, n\u00e3o podia mais. Vomitou todo o almo\u00e7o\u201d. N\u00e1usea, (p\u00e1g.8).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reitera-se aqui a ideia de um di\u00e1logo mal conseguido, isso do ponto de vista da compreens\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o comunicativa entre as personagens. Percebe-se no trecho acima, a prefer\u00eancia do velho Jo\u00e3o ao mon\u00f3logo \u00edntimo em detrimento do sobrinho que se encontrava bem ao p\u00e9 de si, que por pressuposi\u00e7\u00e3o era muito novo para entender tais quest\u00f5es das suas viv\u00eancias e da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Logo, mais uma vez, fecha-se as suas lembran\u00e7as e sua completa raz\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consequentemente, a situa\u00e7\u00e3o repete-se, o sobrinho toma o mon\u00f3logo para si, fazendo um ju\u00edzo de valores equivocado sobre o tio, implicando que \u201cb\u00eabado\u201d e na condi\u00e7\u00e3o de velho, o tio Jo\u00e3o dava apenas o ar das suas infundadas manias, t\u00edpicas da terceira idade, sem qualquer fundamento plaus\u00edvel para aquele comportamento diante do mar que ele era apenas o mar, mas para o tio \u00e9 uma carga de m\u00e1s lembran\u00e7as:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO sobrinho amparou-o e enquanto voltavam para casa, em sil\u00eancio, ia pensando na mania que t\u00eam os velhos, de beber demais\u201d. N\u00e1usea, (p\u00e1g.9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, como podemos constatar, o conto n\u00e1usea possui elementos que permitem analis\u00e1-lo a partir de diferentes pontos de vista. Ora, privilegiamos em nossa an\u00e1lise os elementos respeitantes \u00e0s implicaturas que se impuseram na constru\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre as personagens. Contudo, fica patente a id\u00e9ia de que a interpreta\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o comunicativa da linguagem no acto de fala, vai muito al\u00e9m das palavras ditas pelos interlocutores, embora o contexto hist\u00f3rico do texto nos permita outras possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o dessas implicaturas. O princ\u00edpio de coopera\u00e7\u00e3o pode ser fundamental para aceitar ou excluir conversas, logo, a compreens\u00e3o de elementos como gestos, sil\u00eancios, suposi\u00e7\u00f5es, imagina\u00e7\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es no contexto da conversa, podem ser preponderantes para permitir a compreens\u00e3o m\u00fatua entre os interactantes envolvidas na mesma<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1714428410055{margin-top: 20px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<p>BOHM, David (1989). O Dialogo. Edi\u00e7\u00e3o dos registros de um encontro que aconteceu numa Segunda-feira 06 de novembro de 1989 na cidade de Ojai pr\u00f3xima a Ventura ao Norte de Los Angeles. A transcri\u00e7\u00e3o inglesa editada, foi corrigida e aprovada pelo Dr. Bohm.<\/p>\n<p>GOMES, Jacielle (2022), An\u00e1lise De Implicaturas Conversacionais Em Entrevista Do Programa Roda Viva. Arapiraca: Universidade Federal De Alagoas Campus.<\/p>\n<p>NETO, Ant\u00f3nio (1960). N\u00e1usea. Dos REIS, Margarida; QUINO, Ant\u00f3nio. (2016). P\u00e1ssaro de Asas Abertas &#8211; Antologia de Contos Angolanos. P\u00e1g. (7-9), Lisboa: A.23 Edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>SANTOS, Saulo (2018). M\u00e1ximas Griceanas E Infer\u00eancias Pragm\u00e1ticas Fund. De Pragm\u00e1tica Apoio Pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>TOLLE, Paulo (2019). APA: Regras gerais de estilo e formata\u00e7\u00e3o de trabalhos acad\u00eamicos. 2.ed., S\u00e3o Paulo: Biblioteca FECAP.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da autoria de Agostinho Neto, o conto intitulado \u201cN\u00e1usea\u201d, tem vindo a ser bastante referenciado pela forte e simb\u00f3lica presen\u00e7a do mar como palco de aliena\u00e7\u00e3o do continente africano aquando do processo de coloniza\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico de escravos. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[44],"ppma_author":[82],"class_list":["post-1325","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-estudos-literarios","author-carla-de-oliveira"],"acf":[],"authors":[{"term_id":82,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"carla-de-oliveira","display_name":"Carla de Oliveira","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Carla-de-Oliveira.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Carla-de-Oliveira.png"},"author_category":"","first_name":"","last_name":"","user_url":"","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1325"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1327,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1325\/revisions\/1327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1325"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}