{"id":1303,"date":"2024-04-29T14:46:30","date_gmt":"2024-04-29T14:46:30","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=1303"},"modified":"2024-04-29T14:49:12","modified_gmt":"2024-04-29T14:49:12","slug":"o-negro-canto-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/04\/29\/o-negro-canto-da-terra\/","title":{"rendered":"O Negro Canto Da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma vez, h\u00e1 anos incalcul\u00e1veis, que se confundiam com a mem\u00f3ria t\u00e3o velha do senhor Deus, nascera num s\u00edtio, a que se veio chamar universo, de espantosa beleza, uma menina que era deusa, de formoso e perfumado nome Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tinha \u00e0lma cristalina, a mais linda em toda deusa vida. Era t\u00e3o vaidosa e gostava de os cabelos enfeitar, com as lindas flores que sorriam aromas fant\u00e1sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Possu\u00eda um arco-\u00edris de bondade. Estimavam-na todos os amigos a quem, a nossa deusa Terra, abrigo, carinho, e amizade profundamente ofertara!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre todos os amigos, havia um que a nossa deusa Terra dedicava carinho e confian\u00e7a na plenitude e perfeito estado de ser. Amava-o sem os truques das amizades dos nossos tempos de hoje! O amigo, que a menina Terra o tinha como o melhor, chamava-se Homem. Em todo Abril, m\u00eas que lhes nascera a amizade, que se adivinhava bela nos anos da eternidade, a menina Terra exibia todo o seu poder alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Convidativo, sentia-se o poente, enroscado num horizonte que bocejava harmonia sobre a orquestra do mar, cujas ondas maestravam lindamente. Que festinha bela e fresca acarinhava a face do universo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos morriam vagarosamente na enraizada velhice do tempo e a amizade estendia os bra\u00e7os al\u00e9m universo. At\u00e9 que um dia, enquanto a nossa querida menina Terra, a deusa, reflectia lindamente, os deuses anos da vida, focado nos olhos brilhantes e firmes de diamantes, o amigo Homem alimentava no seu cora\u00e7\u00e3o, que se pintava de negro maldoso, sentimentos que se vieram chamar \u00f3dio, inveja e ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Homem, n\u00e3o aceitando a sua vida de mortal, ambicionou os longos anos e invejou a eterna e pura felicidade da nossa querida menina e deusa Terra. Assim, o maldoso amigo traiu a deusa Terra. No seu orgulho de igualdade, o Homem inventou a guerra para a divina beleza da nossa querida menina deusa Terra acabar e da sua infinita riqueza, que s\u00e3o os recursos minerais, se apoderar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Restou todo um cora\u00e7\u00e3o de palha \u00e0 menina Terra. Dias e noites, ela chorava maremoto, solu\u00e7ando terramoto, tossia vulc\u00f5es, por essa amizade que fotografou linda e eterna no seu peito dourado, atropelada pelo amigo que nunca, em todos os milhares de anos de sua majestade deusa Terra, imaginara t\u00e3o grande desfeito.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez, h\u00e1 anos incalcul\u00e1veis, que se confundiam com a mem\u00f3ria t\u00e3o velha do senhor Deus, nascera num s\u00edtio, a que se veio chamar universo, de espantosa beleza, uma menina que era deusa, de formoso e perfumado nome Terra.<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[40],"ppma_author":[62],"class_list":["post-1303","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-prosas","author-mangabi"],"acf":[],"authors":[{"term_id":62,"user_id":26,"is_guest":0,"slug":"mangabi","display_name":"Mangaby (Gabriel Rosa)","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f880c63112397e66306ddbc750e109b451c7a22b4760fb04142efc9ff087c8d9?s=96&d=mm&r=g","author_category":"","first_name":"Mangaby","last_name":"(Gabriel Rosa)","user_url":"http:\/\/email26@exemplo.com","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1303"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1305,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions\/1305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1303"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}