{"id":1264,"date":"2024-04-27T12:22:42","date_gmt":"2024-04-27T12:22:42","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=1264"},"modified":"2024-04-29T23:14:21","modified_gmt":"2024-04-29T23:14:21","slug":"sonoro-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/04\/27\/sonoro-silencio\/","title":{"rendered":"Sonoro Sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simplesmente, por isso, n\u00e3o sou nada. Estou nesta dita dura luta em que me inscrevo com todos os instantes e tocando a terra, o mar e os c\u00e9us, dou-me por circular aqui, enforcando as p\u00e1ginas, letra por letra, ou preciso dizer o que na l\u00edngua \u00e9 um som que o leva. Ando com a pr\u00f3xima dist\u00e2ncia de me revelar compreendido com a alternativa paz que busco nas frases, nos duros encontros, e nesta alegre tristeza que me salva o \u00e2nimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sim&#8221; \u00e9 n\u00e3o quando se me faz lembrar a resposta de cada pergunta de erguer a educa\u00e7\u00e3o, a partir da v\u00e9spera \u00e0 vossa excel\u00eancia noite eleitoral, a \u00c1frica com os seus sonhos para dizer sobre tudo, ter uma ideia que come\u00e7a por indicar a certeza, o sol de nascer \u00faltimo e \u00fanico, aprender com o l\u00e1pis na vida, estas assind\u00e9ticas de divers\u00e3o que guardo primeiro para, no lugar do grupo, colocar v\u00e3s incompreens\u00f5es. Estou, por exemplo, convicto de que c\u00e1 vou eu pelo sinal de luta, entre a paradoxal dicotomia, entre a vontade de vida e morte. Neste portal, tenho uma no\u00e7\u00e3o de excesso devir. Por isso, reparto o norte das coisas para ir aonde vou, mesmo com uma vela acesa. Este meu rei desejo de inventar a hist\u00f3ria dos lugares e oceanos \u00e9 a arte que me resta e, a partir daqui, sonho sem pertencer a ningu\u00e9m, menos \u00e0 terra que me parece invers\u00e3o imerecida ou escrevo esquecido atravessando ruas e casas. Passo fundo pelos campos florais ou discretos futuros, e puxo-me s\u00fabito, acabado de ser poesia com a cultura de revelar o novo. Por iner\u00eancia dos Santos dias, escrevi uma carta aberta e mal-humorada a partir dos motivos e para este passado que passa dou por arquivado todo o Pa\u00eds e mais tarde vou dizer o nome de cada acta porquanto permane\u00e7o neste \u201cSONORO SIL\u00caNCIO\u201d que me adita as palavras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Angola, acontece-me segurar-te no corpo com a m\u00e3o de amizade e entrar no teu quotidiano com amiudardes na l\u00edngua, ou o teu olhar resta na mem\u00f3ria como sabor da falta. Todavia, eu poderia cantar os teus desejos e corresponder a vontade apetec\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sigo-te, neste curso eventual, e aprendo ser o homem de sin\u00f3nimos ou natureza de estreia. Percebo anterioridades e curvo-me a cada imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coragem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima vers\u00e3o \u00e9 a melhor forma de afirmar uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica com um futuro de Estar aqui. Houvesse paz e a minha tranquilidade seria equ\u00edvoca. Por isso, dou-me tamb\u00e9m a esta viagem que me deste, sem contar com o teu nome de bronze, ou n\u00e3o v\u00eas que eu te amo sem destino como quem perde os poemas e, depois, escrevo a vida nestas p\u00e1ginas largas mas n\u00e3o encontro o c\u00e9u azul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contrac\u00e7\u00e3o dos des\u00edgnios para ser uma felicidade imp\u00f5e a prova dos tempos. \u00c9 assim que neste top\u00f3nimo de nome agris ou em qualquer sonho de viragem e amar a silenciosa fala com que desafia a poesia dos dedos porque o \u00edntimo par\u00e1grafo ainda ningu\u00e9m vivenciou, ou o \u00fanico topo foi durante o caminho. Ali\u00e1s, pergunto-me, sobressaltado, com o encontro em mim, se o seguinte ide\u00e1rio \u00e9 a pr\u00e9stima vontade de v\u00e3o ser? N\u00e3o. O di\u00e1logo com a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cair est\u00e1 erguido desde sempre, mediante este louco passo, alegre tumulto com a parte de passeio e chego mesmo assim ao destino de nada ou de dano. Pouco de curioso tem o som da m\u00fasica porque depois se enla\u00e7a por confundidas \u00e1guas e a vaidade toma o elo com que sirvo o mundo de todos os homens para lhes habitar as luzes. S\u00f3 que aqui j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o que me mant\u00e9m a leitura das coisas. Por isso ponho o lume nas marcas e nas palavras que deixam a boca e caem como folhas secas depois nutrem o vento e o prop\u00f3sito \u00e9 um desconhecido para\u00edso com a raz\u00e3o de ser. Preciso de um sinal que me enuncie esta chegada abordada ou abortada com as etapas nos p\u00e9s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A literatura \u00e9 a primeira express\u00e3o aut\u00f3noma e unit\u00e1ria com que se acolhe a inten\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1tria, por isso, \u00e9 um som com todo o sil\u00eancio e o segredo da na\u00e7\u00e3o, \u00e9 isso mesmo e tudo como ensaios para se achar a human-idade neste lugar do mundo e n\u00e3o no mundo. A verdade \u00e9 que eu lhe abro como duas per-nas castidades e doou-me como sem(entes) do campo e vou na posi\u00e7\u00e3o da luz com larguras no fundo do Ku-ra-s\u00e3o depois com a est\u00e9tica. Carrego esta voz como primeira li\u00e7\u00e3o de vida. Aprendi, desde sempre, dizer a vida contando o tempo e desenho-me nesta seara com a arte ou me envio no tamanho das gera\u00e7\u00f5es. Em causa \u00e0 raz\u00e3o: falo j\u00e1 da culpa dos homens por serem imut\u00e1veis a correc\u00e7\u00f5es, ou simplesmente, aos gestos de avan\u00e7o com que se identificam, quando chega a primeira e a \u00faltima chance da mudan\u00e7a e com o d\u00f3, reparto este desejo com todos os irreformistas do cancioneiro, porque bem-aventurados que s\u00e3o, h\u00e3o de me encontrar neste lugar solene que chamo (can\u00e7\u00e3o de luta), mas cruzo-me neste ensaio de vida sem morrer de ti. Ligo-te a este texto com fios sem rede. O teu voc\u00e1bulo de \u00e9timo \u00e9 um lugar de nenhuma parte ou sonoro sil\u00eancio a resposta que digo s\u00f3 a mim quando me pergunto sobre a coragem e nesta busca a raiva \u00e9 o poder em que todos mandam. O Pa\u00eds \u00e9 tudo isso e outros h\u00e1bitos artesanais com a superior vontade de ser poema feito com os dons e assim sumo com todo o teu ouvido de ouvir. A minha f\u00e9 \u00e9 um b\u00e1rbaro som com que me ateio com sangue nos olhos e vozes na m\u00e3o e sonhos nos p\u00e9s e a decis\u00e3o no texto, o mais enigm\u00e1tico ponto de aterrar com as imagens nas palavras e express\u00f5es ou o olhar do tempo deixa saudades que me trazem sabedoria que as marcas levam porque, mesmo assim, quando insisto, encontro satisfa\u00e7\u00e3o onde ningu\u00e9m pode ser&#8230;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simplesmente, por isso, n\u00e3o sou nada. 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