{"id":1231,"date":"2024-04-25T10:51:19","date_gmt":"2024-04-25T10:51:19","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?p=1231"},"modified":"2024-04-29T23:13:33","modified_gmt":"2024-04-29T23:13:33","slug":"descortinando-a-ruptura-tunda-vala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/2024\/04\/25\/descortinando-a-ruptura-tunda-vala\/","title":{"rendered":"Descortinando A Ruptura \u201cTunda Vala\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Movimento Litteragris, dotado de caracter\u00edsticas bem peculiares e com prop\u00f3sitos claramente definidos e apresentados de formas eficazes atrav\u00e9s das suas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas no quesito liter\u00e1rio, publicou a segunda edi\u00e7\u00e3o da sua revista liter\u00e1ria, Agris-Magazine, doravante denominada Tunda Vala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista \u00e9 o resumo anual dos trabalhos e principais concep\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias do Movimento que faz transparecer a ess\u00eancia que tra\u00e7a o perfil deste, ou seja, a Agrist\u00e9tica \u2013 est\u00e9tica liter\u00e1ria que guia o Movimento Litteragris. Tal perfil \u00e9 facilmente denotado no editorial da revista e no manifesto, onde \u00e9 referenciado de forma acentuada e se evidencia a inten\u00e7\u00e3o da RUPTURA com outras tend\u00eancias liter\u00e1rias. Assim, com esse perfil tido como a base de todas as cria\u00e7\u00f5es da revista, os autores tencionam agir como erup\u00e7\u00f5es intelectuais no campo da arte que abra\u00e7am.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Primeira Sec\u00e7\u00e3o: Poemas.<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos poemas, de modo geral, nota-se, claramente, o tal perfil agrist\u00e9tico, no cerne das introspec\u00e7\u00f5es e exorta\u00e7\u00f5es profundamente po\u00e9ticas, partindo, por exemplo, dos desvios intencionais do poema \u201cOitavo Per\u00edodo\u201d, seguindo-se um \u201cComboio de Inf\u00e2ncias\u201d carregado de subjectivas nostalgias; uma breve revela\u00e7\u00e3o ao toque infame sofrido por \u00c1frica \u00e9 lida no poema \u201cNoites Mortas\u201d que abre espa\u00e7o a uma das mais fundas introspec\u00e7\u00f5es do livro, \u201cPedido de Morte\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher, \u201c\u00d3 Mulher\u201d, musa inspiradora desde os poetas centen\u00e1rios, n\u00e3o se deixou em branco nessa obra e rompeu as entranhas da poesia agrist\u00e9tica, como um \u201cTalism\u00e3\u201d, possivelmente por essa raz\u00e3o, numa mensagem ins\u00f3lita. Tal declara\u00e7\u00e3o de amor, de um jeito incomummente escrito, \u00e9 homenageada no tema \u201cUma Carta ao Vento\u201d; em seguida, l\u00ea-se, nos dezanove versos do poema, \u201cA Prostituta\u201d, numa <em>narrativa<\/em> coerente e concisa, a <em>hist\u00f3ria<\/em> de uma mulher que se entrega aos prazeres sexuais em troca de algum para\u00edso monet\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo a viagem pela leitura, v\u00ea-se o rematar das nuances da vida a desaguar em \u201cSil\u00eancios\u201d, que provavelmente remontam os desejos pueris do poeta que se segue e que nos versos canta \u201cMinha Deusa Abstracta\u201d. No entanto, falando em divindades, mais a frente no poema \u201cM\u00e3e\u201d, pode-se apreciar uma in\u00e9dita refer\u00eancia a um dos maiores astros que iluminam o caminho da inspira\u00e7\u00e3o existencial de qualquer artista da palavra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como se espigam as gotas de vida das nuvens carnais, em \u201cDeus Veste-se de Mulher\u201d, l\u00ea-se o erotismo metaforizado por um poeta nato; por outro lado, nos versos da poetisa que lhe sucede, no poema \u201cVozes do Al\u00e9m\u201d, v\u00ea-se a ang\u00fastia entre as palavras embrenhadas no sentimento que domou a escritora quando as fez brotar; j\u00e1 em \u201cPrometo-te\u201d \u00e9 revelada, atrav\u00e9s da escrita do poeta, a promessa de um amor inveros\u00edmil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma magnificente revela\u00e7\u00e3o da g\u00e9nese de um poeta \u00e9 apresentada em \u201cHumanus\u201d e, assim, como uma liga\u00e7\u00e3o telep\u00e1tica entre poetas, o poema \u201cO Ser de N\u00e3o Ser S\u00f3\u201d acaba levando a um prazer similar, pois l\u00ea-se a rela\u00e7\u00e3o impl\u00edcita entre o poeta e o seu sujeito l\u00edrico, como observado, tamb\u00e9m, em \u201cO Cantar do Poeta\u201d. Em seguida, nas tr\u00eas estrofes de \u201c100.000,00 kzs de Areia\u201d, l\u00ea-se uma enfasada cr\u00edtica social inspirada por um modo de vida deplor\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A caminho do final da sec\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, o \u201cGerminar da Minha Vontade\u201d resume a expurga\u00e7\u00e3o de uma qualquer f\u00faria vestida pelo poeta quando lastima pela esperan\u00e7a enclausurada. Por sua vez, o poeta seguinte releva-se como uma figura inexistente nas estrofes do poema \u201cP\u00e1ginas do Meu Poema\u201d. \u00c9, entretanto, o poema \u201cFardo Leve\u201d, que nos versos de comisera\u00e7\u00e3o, toca a badalada final da representa\u00e7\u00e3o Agris-Po\u00e9tica.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left;\">Segunda Sec\u00e7\u00e3o: Contos.<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa sec\u00e7\u00e3o, a viagem \u00e9 destacada pelo conto de abertura, \u201cO Coleccionador de Mulheres\u201d, um texto com tra\u00e7os bem distintos e simultaneamente pr\u00f3ximos da realidade, demostrando ind\u00edcios indiscut\u00edveis de uma narrativa que envolve o leitor. Embebido numa linguagem que mescla uma docilidade po\u00e9tica, fruto da sensibilidade do escritor, com dizeres suburbanos bem assentes numa Luanda fict\u00edcia, o resultado \u00e9 uma viagem com mensagens ora claras ora subliminares, mas, acima de tudo, que acentuam a presen\u00e7a de um rebento art\u00edstico apraz\u00edvel de se ler, embora, nalgum momento da trama, se sinta um encurtamento de pontos fulcrais da hist\u00f3ria, deixando lugar \u00e0s asas da imagina\u00e7\u00e3o para preench\u00ea-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Beijo do Trav\u00e3o\u201d revela ser um conto cru, sem qualquer resqu\u00edcio de fic\u00e7\u00e3o, que assenta no Modus Vivendi de quem deambula pelas ruas e vielas da cidade, particularmente nos meios de transportes p\u00fablicos. Um conto suburbano desde a hist\u00f3ria \u00e0 linguagem, desde a narrativa \u00e0 trama central, que releva v\u00e1rios personagens reais que se v\u00eaem entre si, se ouvem entre si, ou se ouvem falar pelas trilhas de Luanda desde os pr\u00e9dios altos da baixa da cidade at\u00e9 aos confins empoeirados ou enlameados dos sub\u00farbios. Com refer\u00eancias geogr\u00e1ficas e sociais, facilmente identific\u00e1veis ao longo da leitura. Esse conto apresenta uma narrativa coerente e deixa patente a heran\u00e7a da oralidade enraizada no perfil liter\u00e1rio angolano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estilo metaf\u00f3rico que carrega o Movimento \u00e9 representado de forma bastante efusiva e consistente no conto \u201cO Pol\u00edtico e a Ret\u00f3rica\u201d, em que, deslizando por uma narrativa cont\u00ednua com pouco recurso a di\u00e1logos, o autor se incide nas incongru\u00eancias do universo da pol\u00edtica e dos olhos da sociedade para com os pol\u00edticos. Para basear geograficamente a trama, recorre a uma concep\u00e7\u00e3o regional fict\u00edcia, bem como ao uso de termos inventados, especificamente, para esse conto, permitindo, por isso, verificar-se o car\u00e1cter de uma escrita invulgar em que a inten\u00e7\u00e3o viva \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o contra o modo de se fazer pol\u00edtica e de se lidar com o povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSem Nome\u201d \u00e9 um conto em que o personagem se revela sem identidade do primeiro ao \u00faltimo par\u00e1grafo. Num mon\u00f3logo seco em que o narrador faz fluir uma autocomisera\u00e7\u00e3o espessa, o texto proporciona uma viagem in\u00e9dita ao \u00e2mago da ang\u00fastia provocada pela mis\u00e9ria. \u00c9, no entanto, um desabafo de um cravo condenado desde os prim\u00f3rdios da sua viv\u00eancia ao descalabro existencial, assim como as rosas que brotaram do mesmo jardim de sua proced\u00eancia, abusadas pelos primeiros que deviam, qui\u00e7\u00e1, ter-lhes estendido a m\u00e3o. N\u00e3o proporciona de qualquer modo uma leitura leve e, pela linha que segue, a mensagem no final revela que nem sequer uma v\u00e3 esperan\u00e7a est\u00e1 do seu lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dotado de uma narrativa que tem como base fortes refer\u00eancias hist\u00f3ricas, \u201cKalombolombengo\u201d \u00e9 uma proposta em que o valor est\u00e9tico da escrita se emaranha na est\u00f3ria do bairro com referido nome desde as motiva\u00e7\u00f5es da sua cria\u00e7\u00e3o, que fazem a ess\u00eancia da trama, \u00e0s complica\u00e7\u00f5es e desentendimentos entre os grupos \u00e9tnicos e regionais que l\u00e1 habitam, cada um buscando sobrepor o seu valor como membro da restrita sociedade. \u00c9 um conto que evidencia alguma refer\u00eancia geogr\u00e1fica onde residem tra\u00e7os das v\u00e1rias rixas entre concidad\u00e3os que, por serem de regi\u00f5es distintas, ao coabitarem no mesmo espa\u00e7o, sempre procuram fazer prevalecer a sua natureza mais que a de outrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encerra a sec\u00e7\u00e3o de contos, o tema \u201cDescer \u00e0 escada da \u00faltima poesia\u201d, um testemunho solene de uma poetisa que se despede da vida e revolve toda a sua viv\u00eancia nos seus \u00faltimos instantes em que luta pelo desbravar da inspira\u00e7\u00e3o para expelir um \u00faltimo texto, o seu testamento. A autora do conto procura envolver a ang\u00fastia da personagem com cada linha das revela\u00e7\u00f5es de um passado ins\u00f3lito para o futuro certo, a morte. Uma carta de despedida de quem, no lugar de amores e desamores, se vingou da desgra\u00e7a \u00e0 sua inspira\u00e7\u00e3o e viveu fechada para os prazeres que a realidade lhe podia proporcionar.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h6>Terceira Sec\u00e7\u00e3o: Ensaios.<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima Sec\u00e7\u00e3o da revista representa o \u00e1pice do que \u00e9 afinal a ess\u00eancia do Movimento. Do C\u00edrculo de Estudos Liter\u00e1rios e Lingu\u00edsticos Litteragris, CE3L, dois Ensaios s\u00e3o apresentados, com temas que s\u00e3o verdadeiras propostas para estudantes de literatura ou para qualquer outro que se interesse pela cientificidade liter\u00e1ria. S\u00e3o os temas \u201cEstatutos das L\u00ednguas em Angola \u2013 Um Problema\u201d e \u201cDo Spoken Word ao Conceito de Poesia Dita\u201d. \u00c9 nessa sec\u00e7\u00e3o em que o Movimento reitera com solidez as suas inten\u00e7\u00f5es no que concerne \u00e0 acentua\u00e7\u00e3o na diferen\u00e7a, pois, revela o car\u00e1cter anal\u00edtico e cr\u00edtico que n\u00e3o se v\u00ea em outros movimentos liter\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo de seguida, duas cr\u00f3nicas s\u00e3o apresentadas como b\u00f3nus da revista, ambas descortinando, de modos bem peculiares na Agris-doutrina, a ess\u00eancia da revista e do Movimento, a ruptura. Segue-se, finalmente, um \u201cBreve Dicion\u00e1rio de Defini\u00e7\u00f5es Err\u00f3neas\u201d, que leva ao baixar da cortina de um apraz\u00edvel e incomum espect\u00e1culo liter\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, ao longo da viagem pelo livro, percebe-se, nalgumas vezes, de forma clara, noutras bem subjectivas, a ideia da abrang\u00eancia do perfil Agrist\u00e9tico, como argamassa para constru\u00e7\u00e3o do alicerce de um Movimento que se prev\u00ea adoptar uma solidez longe de qualquer vaidade medi\u00e1tica. Sem querer descorar os precursores da literatura angolana ao longo das v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m sem ficar a dev\u00ea-los, os autodenominados Palavricultores gritam, nas letras de cada uma das cria\u00e7\u00f5es da Revista TUNDA VALA, a necessidade da REVOLU\u00c7\u00c3O para, por um lado, desambiguar o cen\u00e1rio liter\u00e1rio jovem e obliterar o prolongado vazio que abrange esse seio por mais de duas d\u00e9cadas e, por outro, dar a essa gera\u00e7\u00e3o pernas cient\u00edficas para se seguir um novo caminho e afirmar-se como uma nova gera\u00e7\u00e3o de escritores que tra\u00e7ar\u00e1 o novo rumo para a literatura angolana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>IV<\/p>\n<p>Movimento Litteragris (2015, entre outros movimentos liter\u00e1rios angolanos, funcionam como<br \/>\naut\u00eanticas oficinas liter\u00e1rias que desde o s\u00e9culo XX come\u00e7avam a deixar para tr\u00e1s aquela que<br \/>\nfoi a produ\u00e7\u00e3o textual do c\u00e2none vigente durante o per\u00edodo dos Antigos e os Novos<br \/>\nIntelectuais de Angola202.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>in<strong> Pseud\u00f3nimos na M\u00fasica e na Literatura<\/strong> <strong>Angolanas: Estrat\u00e9gia de Marketing ou<\/strong><br \/>\n<strong>Mecanismo de Oculta\u00e7\u00e3o Identit\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria Suca Francisco Tona<\/strong><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em http:\/\/www.sembasamba.com.br\/pdf \/Jomo_Fortunato.pdf, &#8230;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ubibliorum.ubi.pt\/bitstream\/10400.6\/9957\/1\/6489_13822.pdf\">https:\/\/ubibliorum.ubi.pt\/bitstream\/10400.6\/9957\/1\/6489_13822.pdf<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Movimento Litteragris, dotado de caracter\u00edsticas bem peculiares e com prop\u00f3sitos claramente definidos e apresentados de formas eficazes atrav\u00e9s das suas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas no quesito liter\u00e1rio, publicou a segunda edi\u00e7\u00e3o da sua revista liter\u00e1ria, Agris-Magazine, doravante denominada Tunda Vala.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[78],"ppma_author":[80],"class_list":["post-1231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outros","tag-fortuna-critica","author-luefe-khayari"],"acf":[],"authors":[{"term_id":80,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"luefe-khayari","display_name":"Luefe Khayari","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Khayari.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Khayari.png"},"author_category":"","first_name":"","last_name":"","user_url":"","first_name_2":"","last_name_2":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1231"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1233,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231\/revisions\/1233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1231"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}