{"id":538,"date":"2024-02-26T15:37:56","date_gmt":"2024-02-26T15:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/?page_id=538"},"modified":"2024-03-25T12:58:52","modified_gmt":"2024-03-25T12:58:52","slug":"historial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/historial\/","title":{"rendered":"Historial"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1708985876800{border-bottom-width: 100px !important;padding-top: 100px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;1. DA FUNDA\u00c7\u00c3O E DO CONTEXTO EM QUE SE VIVIA&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O Litteragris foi fundado no dia 17 de Outubro de 2015, no sal\u00e3o nobre da Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos. Neste dia, apresentou-se o livro de Poesia <em>Em cada S\u00edlaba, uma Cicatriz<\/em>, de Jos\u00e9 Mussungo Moko, membro co-fundador do Movimento, e a primeira colect\u00e2nea do grupo, intitulada Agris Magazine.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Movimento Litteragris \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o art\u00edstico-acad\u00e9mica fundada com o objectivo exclusivo de dotar o jovem escritor de conhecimentos de \u00e2mbito liter\u00e1rio e filos\u00f3fico, bem como de t\u00e9cnicas de aperfei\u00e7oamento de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria baseadas na po\u00e9tica de grupo.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1708985816762{border-bottom-width: 30px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;2. DO SURGIMENTO \u00c0 DESIGNA\u00c7\u00c3O&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Litteragris nasce no ceio do Movimento Liter\u00e1rio Vianense, organiza\u00e7\u00e3o fundada em 2010. A partir de 2012, um conjunto de membros dessa organiza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria (Azwe Vand\u00fanem, Febo V\u00e3or\u00e9lio, Gabriel Rosa, Waxyakulo Francisco, C\u00edntia Gon\u00e7alves, Mabanza Kambaca e H\u00e9lder Simbad) come\u00e7a a se demarcar dos restantes membros, apelidando-se de \u201cagricultores de palavras\u201d, por sua filosofia de escrita. Reinavam, nesta fase, alguns desentendimentos de ordem pol\u00edtica e filos\u00f3fica. A organiza\u00e7\u00e3o (Movimento Liter\u00e1rio Vianense), por ter na sua designa\u00e7\u00e3o a ideia de um munic\u00edpio (Viana), via-se na obriga\u00e7\u00e3o de se envolver em todas as actividades de massa realizadas pela Administra\u00e7\u00e3o local, sobretudo em actos pol\u00edticos. Outrossim, pelo impacto que a organiza\u00e7\u00e3o passou a causar, muito por for\u00e7a do desempenho dos \u201cagricultores\u201d em eventos realizados na \u201ccidade\u201d, pessoas de outras circunscri\u00e7\u00f5es passaram a integrar a organiza\u00e7\u00e3o e o nome come\u00e7ou a constituir um problema de representatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2015, os desentendimentos agravaram-se. A maior parte dos membros decidiram afastar-se, entre eles, Mabanza Kambaca, o primeiro vice-coordenador do Movimento Litteragris, cujo desmembramento obrigou a que H\u00e9lder Simbad, o primeiro Coordenador Geral do Movimento, que at\u00e9 ent\u00e3o permanecia no Movimento Liter\u00e1rio Vianense, seguisse o mesmo caminho, para com os seus colegas e os que haviam tamb\u00e9m se afastado do ent\u00e3o Movimento dos Poetas e Trovadores Frustrados (Ernesto Daniel, Luther Kikulo), um grupo que nasceu das decad\u00eancias da Brigada Jovem de Literatura e que actualmente lidera esta mesma Brigada, fundarem o Movimento Litteragris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a designa\u00e7\u00e3o do Movimento, a pretens\u00e3o inicial foi <strong>Movimento Surrealista Angolano<\/strong>, uma vez que o objectivo inicial era a angolaniza\u00e7\u00e3o do surrealismo. Entretanto, ap\u00f3s uma reuni\u00e3o entre o escritor e cientista social Eduardo Bonavena e H\u00e9lder Simbad, que apresentou como proposta as designa\u00e7\u00f5es \u00a0\u201c<strong>Movimento Liter\u00e1rio Agriscultores, Movimento Liter\u00e1rio Agricultores, e Movimento Litteragris\u201d<\/strong>, prevaleceria a designa\u00e7\u00e3o Litteragris, aconselhada por Eduardo Bonavena, que persuadia o movimento a \u201cn\u00e3o destruir o que j\u00e1 estava feito\u201d, advert\u00eancia seguida em parte, pois, o nosso prop\u00f3sito sempre foi fazer diferente, n\u00e3o ser um movimento de continuidade, e sim de ruptura, como todos os Movimentos Liter\u00e1rios da Historiografia da Literatura Universal. Al\u00e9m disso, l\u00edamos autores que nos exortavam a fazer ruptura com o passado. Em sua Teoria da Literatura, Aguiar e Silva afirma que uma gera\u00e7\u00e3o se afirma, geralmente, se opondo a outra; o angolano Jorge Macedo, autor importante para a constru\u00e7\u00e3o intelectual do Litteragris, afirma em sua Po\u00e9ticas na Literatura Angolana, que o modernismo de uma \u00e9poca n\u00e3o tarda ser considerado arca\u00edsmo no come\u00e7o de uma nova tend\u00eancia. Baudelaire, Huysmans e Paul Val\u00e9ry fazem parte dos autores que moldaram a nossa filosofia de vidaenquanto movimento liter\u00e1rio com frase como estas baixo descritas:<\/p>\n<p><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Acho in\u00fatil e fastidioso representar aquilo que \u00e9, porque nada daquilo que existe me satisfaz. A natureza \u00e9 feita, e prefiro os monstros da minha fantasia \u00e0 trivialidade concreta. (Baudelaire, op. cit. pg. 803-804)<\/p>\n<p>O que me entedia na Fran\u00e7a \u00e9 que todo mundo se parece com Voltaire (Baudelaire, <em>Escritos \u00edntimos<\/em>, op. cit. pg. 535)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o recrimino o naturalismo nem por seus termos de barca\u00e7a, nem por seu vocabul\u00e1rio de latrinas e de hosp\u00edcios&#8230; (&#8230;) Querer confinar-se aos lavadouros da carne, rejeitar o supra-sens\u00edvel, negar o sonho, nem mesmo compreender que a curiosidade da arte come\u00e7a l\u00e1 onde os sentidos deixam de servir! (Huysmans, J. K, <em>L\u00e1-bas<\/em>, Plon, 1961, pg.5)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>O que pode ser mais original que se opor \u00e0 maioria das tend\u00eancias, dos gostos e das produ\u00e7\u00f5es existentes ou poss\u00edveis (&#8230;) e repudiar quase toda a riqueza do mundo para querer e produzir outra coisa? (Val\u00e9ry, 1937) <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][vc_cta h2=&#8221;&#8221; style=&#8221;outline&#8221; color=&#8221;grey&#8221;]<strong><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/strong> 06\/08\/2016 A prop\u00f3sito de Surrealismo|Musa Rara. http:\/\/www.musarara.com.br\/a prop\u00f3sito de surrealismo<\/p>\n<p><strong><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <\/strong>\u00a006\/08\/2016 A prop\u00f3sito de Surrealismo|Musa Rara. http:\/\/www.musarara.com.br\/a prop\u00f3sito de surrealismo<\/p>\n<p><strong><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <\/strong>Discurso pronunciado no Segundo Congresso Internacional de Est\u00e9tica e de Ci\u00eancia da Arte, a 8 de agosto de 1937, publicado nas atas do Deuxi\u00e8me Congr\u00e8s&#8230;, Alcan, 1937, tomo I, pp. IX \u2014 XXXIII. Republicado em Vari\u00e9t\u00e9 IV (1938). Traduzido a partir do texto em Paul Val\u00e9ry, Oeuires, tomo I, Pl\u00e9iade, Paris, 1957.[\/vc_cta][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1708985816762{border-bottom-width: 30px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;2.1. DA ETIMOLOGIA A UM CONCEITO DE LITERATURA&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Litteragris deriva etimologicamente do latim Litt\u04d7ra, ae (maneira de escrever) e Agris (campo). \u201cLitteragris\u201d por conta de \u201cAgricultores de Palavras\u201d, adoptado ainda nas vestes de Movimento Liter\u00e1rio Vianense, como referimos. Da\u00ed, importado do malogrado professor de Literatura e Sintaxe e Sem\u00e2ntica do Portugu\u00eas, Ant\u00f3nio Costa (Costinha), afecto \u00e0 Universidade Cat\u00f3lica de Angola, o conceito de \u201cLiteratura como a arte da palavra transfigurada\u201d. Este conceito foi basilar para n\u00f3s e preparou-nos para aquilo que somos hoje.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-color=&#8221;light&#8221; cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711054416477{background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; width=&#8221;1\/3&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_images_carousel images=&#8221;586,587&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; autoplay=&#8221;yes&#8221; hide_prev_next_buttons=&#8221;yes&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1645609084258{padding-left: 30px !important;}&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;65891897|colbreak_no||||||0|||colbreak_no|60||||||50|0|colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;3. DA CONSTRU\u00c7\u00c3O DA AGRIST\u00c9TICA&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Agrist\u00e9tica \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o encontrada para cunhar a po\u00e9tica do Litteragris, o conjunto de princ\u00edpios est\u00e9ticos que orientam colectivamente este movimento. Ela come\u00e7a no conceito de Literatura que adoptou e \u00e9 melhor explicada nos manifestos. Hoje, deve designar o que temos vindo a escrever em termos de prosa e poesia, desde que dentro do conceito inicial de Literatura como \u201carte da palavra transfigurada\u201d e desde que obede\u00e7a o que est\u00e1 disposto nos manifestos. Com efeito, assumimos apenas a poesia surrealista, filos\u00f3fica, experimentalista e concretista; bem como toda a prosa ins\u00f3lita escrita pelos membros efectivos do Movimento.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Agrist\u00e9tica come\u00e7a com a poesia. Nasceu, em 2015, das particularidades que cada poeta apresentava. A Agrist\u00e9tica na poesia \u00e9 a soma do surrealismo que dominava a poesia de autores como Gabriel Rosa, Febo V\u00e3or\u00e9lio e outros, mais <strong>a coloca\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita dos t\u00edtulos no final do poema<\/strong> de Mabanza Kamabaca, <strong>o experimentalismo<\/strong> introduzido por H\u00e9lder Simbad, que a teorizou numa primeira fase, onde dominava o surrealismo. Do surrealismo nasce a est\u00e9tica da intui\u00e7\u00e3o, baseada no cr\u00edtico italiano Benedito Croce como se pode ler no manifesto de poesia. Este princ\u00edpio foi importante para assumir para o grupo a ideia arbitr\u00e1ria de Mabanza Kambaca de colocar o t\u00edtulo no final do poema. Esta ideia casava na perfei\u00e7\u00e3o com o ideal surrealista de escrita autom\u00e1tica. Ouvimos as vozes de Breton e Mallarm\u00e9:<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-color=&#8221;light&#8221; cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711067916861{margin-top: -300px !important;padding-bottom: 100px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote><p>Certa noite ent\u00e3o, antes de adormecer, percebi, nitidamente articulada, a ponto de ser imposs\u00edvel mudar-lhe uma palavra (&#8230;), frase que me parecia insistente, frase, se posso ousar, <em>que batia na vidra\u00e7a. <\/em>(Breton, primeiro <em>Manifesto do Surrealismo<\/em>, <em>1924<\/em>)<\/p>\n<p>Acabo de passar um ano assustador: meu Pensamento se pensou. (Mallarm\u00e9, em carta a Cazalis, de 1867, cf. v\u00e1rias fontes)<\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed o princ\u00edpio agrist\u00e9tico de que se a escrita \u00e9 autom\u00e1tica e o t\u00edtulo \u00e9 o \u00faltimo elemento a ser pensado, ent\u00e3o este ver ser o \u00faltimo elemento na estrutura do texto. E dentro deste automatismo liter\u00e1rio, no primeiro livro colectivo desenvolvemos o projecto &#8220;escrita colectiva do eu&#8221;. Sent\u00e1vamos e automaticamente cada um dava uma estrofe, dando sequ\u00eancia a ideia que brotava da intui\u00e7\u00e3o de outrem.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da po\u00e9tica experimental nascem <strong>as am\u00e1lgamas<\/strong> que predominam numa primeira fase a poesia de Gabriel Rosa, que aprendeu com Mia Couto e H\u00e9lder Simbad, com o surrealista Herberto H\u00e9lder. Em seguida, <strong>as desfixa\u00e7\u00f5es<\/strong>, conceito de Mabanza Kambaca, ou <strong>desmembramento<\/strong>, conceito de Alfredo Vinela Kalala. Nesta mesma fase, nascia no nosso ceio a poesia concreta, hoje muito cultivada por Agostinho Gon\u00e7alves, Ac.\u00a0 Khamba, Khilson Kalunga e outros membros.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como forma de estar e de ser, a Agrist\u00e9tica designa um estado de irrever\u00eancia, de n\u00e3o sujei\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ditaduras liter\u00e1rias, \u00e0s falsas cordialidades que imperam na cr\u00edtica liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711068059229{margin-top: 50px !important;border-bottom-width: 30px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;4. DAS RAZ\u00d5ES PARA QUE O LITTERAGRIS SEJA CONSIDERADO COMO UM MOVIMENTO IN STRICTU SENSU&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Litteragris \u00e9 um movimento liter\u00e1rio <em>in strictu sensu<\/em>, como poucos o s\u00e3o em Angola, porque obedece ao conceito de Movimento Liter\u00e1rio, uma organiza\u00e7\u00e3o que defende os mesmos princ\u00edpios est\u00e9ticos e cosmovis\u00e3o. a) Definimos uma po\u00e9tica comum com certo grau de variabilidade, produzindo manifestos; b) assumimos uma filosofia de estar, ser e ver. Intelectualmente, c) ancoramos as nossas abordagens \u00e0 Filosofia. Litteragris \u00e9 o primeiro movimento juvenil de Angola a definir uma po\u00e9tica comum, a <strong>Agrist\u00e9tica<\/strong>, substanciada na fus\u00e3o de escolas liter\u00e1rias angolanas e internacionais, com realce para <strong>Ohandanji; Kiximbula; Surrealismo; Simbolismo e o Materialismo Filos\u00f3fico como Teoria da Literatura, <\/strong>desenvolvido por Jes\u00fas Maestro.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711068098528{margin-top: 50px !important;border-bottom-width: 70px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;5. DAS OBRAS PUBLICADAS&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1<\/strong><em>Em Cada S\u00edlaba, uma Cicatriz<\/em> (2015), de Jos\u00e9 Mussungo Moko, vem da ressaca do Movimento Liter\u00e1rio Vianense, mas traz j\u00e1 alguns conceitos do Litteragris; <strong>2<\/strong><em>Agris Magazine<\/em> (2015), o primeiro livro colectivo, em que constam os poemas colectivos da designada \u201cconstru\u00e7\u00e3o colectiva do Eu\u201d; <strong>3<\/strong><em>Tunda Vala-Agris Magazine<\/em> (2016<em>)<\/em>, considerada a colect\u00e2nea que abriu as portas, pelo seu grau de novidade. Motivou um artigo escrito pelo conceituado jornalista e escritor Isaquiel Cori, intitulado \u201cAlgo Novo da Literatura Angolana\u201d, publicado no dia 15 de Dezembro de 2016 no Jornal de Angola; <strong>4<\/strong><em>Ra\u00edzes Cantam,<\/em> de Job Sipitali; <strong>5<\/strong><em>Enviesada Rosa<\/em> (2017), <strong>6<\/strong><em>Insurrei\u00e7\u00e3o dos Signos<\/em> (2018-2021), <strong>7<\/strong><em>A Palanca dos Chifres Dourados <\/em>(2020) e Tradu\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria: An\u00e1lise Contrastiva de Cora\u00e7\u00e3o Tel\u00farico (2018), de H\u00e9lder Simbad, <em>Assimetrias de Mulher<\/em> (2018), de Marquita Cinquenta, <em>Mulher Infinita<\/em> (2020) e <em>A Caricatura do Abandono <\/em>(2023), de Louren\u00e7o Mussango, <em>Perdido Amor (2022)<\/em> e Tela Fatal (2023), de Pedro Maiamona, <em>Pinturas dos Ecos (2019), <\/em>de Ema Nzadi, <em>Cr\u00f3nicas de um Professor A Normal<\/em> (?), de Edy Lobo, <em>Dedos, mist\u00e9rios e voos (2023)<\/em>, de Ernesto Daniel, <em>Os Nomes Gent\u00edlicos de Angola (2022),<\/em> de Janu\u00e1rio Kutema, <em>O pa\u00eds dramaticamente est\u00e1vel (2021), de <\/em>Gabriel Rosa.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_raw_html]JTVCSU1HLUdhbCUyMGlkJTNENzI1JTVE[\/vc_raw_html][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711061341439{padding-top: 100px !important;padding-bottom: 90px !important;}&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;80177987|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_no|||||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243; offset=&#8221;vc_col-lg-6 vc_col-md-12&#8243;][vc_empty_space][vc_custom_heading text=&#8221;6. DOS PR\u00c9MIOS E DISTIN\u00c7\u00d5ES&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos o Movimento mais premiado desta gera\u00e7\u00e3o que vai consolidando os seus processos; o segundo mais premiado do p\u00f3s-Independ\u00eancia, ap\u00f3s a Brigada Jovem de Literatura, que det\u00e9m um recorde de pr\u00e9mios muito dif\u00edcil de ser batido pela extens\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e longevidade.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text]<div  class=\"creativesplanet-ul-list cspt-ul-type-icon\"><ul><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-award\"><\/i> 1.\tPr\u00e9mio Liter\u00e1rio Ant\u00f3nio Jacinto edi\u00e7\u00e3o 2017, H\u00e9lder Simbad, com Enviesada Rosa; e Finalista da primeira edi\u00e7\u00e3o do DST\/Cam\u00f5es com Insurrei\u00e7\u00e3o dos Signos;<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-award\"><\/i> 2.\tPr\u00e9mio FEJETEC edi\u00e7\u00e3o de 2018 e segundo lugar do concurso do Pr\u00e9mio Poesia no feminino \u201cUm Bouquet de Rosas para Ti\u201d, organizado pelo Memorial Doutor Ant\u00f3nio Agostinho Neto, com C\u00edntia Gon\u00e7alves, livro As Assimetrias de mulheres;<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-award\"><\/i> 3.\tPr\u00e9mio Liter\u00e1rio Ant\u00f3nio Jacinto, edi\u00e7\u00e3o 2019, com Ema Nzadi, livro Pinturas dos Ecos;<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-award\"><\/i> 4.\tPr\u00e9mio Liter\u00e1rio Sagrada Esperan\u00e7a, edi\u00e7\u00e3o 2021, com Gabriel Rosa.<\/li><\/ul><\/div>[\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1584360497864{margin-top: 30px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_single_image image=&#8221;785&#8243; img_size=&#8221;850&#215;500&#8243; el_class=&#8221;cspt-effect-img cspt-single-image-991&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1711065524246{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711057287098{border-bottom-width: 70px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_raw_html]JTVCSU1HLUdhbCUyMGlkJTNENzc1JTVE[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711066065948{margin-top: 50px !important;padding-bottom: 100px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;7. DA PRESEN\u00c7A EM J\u00daRIS&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;2\/3&#8243;]<div  class=\"creativesplanet-ul-list cspt-ul-type-icon\"><ul><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-gavel\"><\/i> 1.\tPr\u00e9mio Nacional de Cultura e Artes com Francisco Makiesse, na categoria do Teatro;<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-gavel\"><\/i> 2.\tPr\u00e9mio internacional para Novos Autores da UCCLA com H\u00e9lder Simbad;\n<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-gavel\"><\/i> 3.\tPrimeira Edi\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio Um Bouquet de Rosas para Ti com H\u00e9lder Simbad;<\/li><li><i class=\"cspt-globalcolor fas fa-gavel\"><\/i> 4.\tPr\u00e9mio Liter\u00e1rio GGMF com Edmira Cariango Manuel, Edy Lobo e H\u00e9lder Simbad;\n<\/li><\/ul><\/div>[\/vc_column_inner][vc_column_inner cspt-bg-color=&#8221;gradientcolor&#8221; width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;796&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711066981467{padding-bottom: 70px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;8. DO C\u00cdRCULO DE ESTUDOS LITER\u00c1RIOS E LINGU\u00cdSTICOS LITTERAGRIS E O FUTURO&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_single_image image=&#8221;799&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por via das pesquisas que desenvolvemos no campo da Literatura e da Lingu\u00edstica, temos um centro de estudos liter\u00e1rios e lingu\u00edsticos o qual designamos por C\u00edrculo de Estudos Liter\u00e1rios e Lingu\u00edsticos Litteragris (CE3L). O nosso trabalho pode ser encontrado atrav\u00e9s dos seguintes meios: Jornal Cultura Angolana; Revista Palavra &amp; Arte; Palavra Comum (Galiza); site poesia verso e prosa (Brasil), Jornal O Pa\u00eds, disserta\u00e7\u00f5es produzidas em Angola (por Jo\u00e3o Fernando Andr\u00e9) e no Brasil (?).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As suas actividades consistem, fundamentalmente, no estudo dos fen\u00f3menos liter\u00e1rios, na promo\u00e7\u00e3o das artes, ci\u00eancias, forma\u00e7\u00e3o profissional em L\u00ednguas Nacionais e Literatura, tradu\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o social. Desde a funda\u00e7\u00e3o, a nossa institui\u00e7\u00e3o tem mantido parcerias com importantes institui\u00e7\u00f5es angolanas (Memorial Dr. Ant\u00f3nio Agostinho Neto, Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos, Centro de Estudos Africanos da Universidade Cat\u00f3lica de Angola, Associa\u00e7\u00e3o dos Estudantes da Faculdade de Letras, Escola Superior Pedag\u00f3gica do Bengo, Centro Cultural Agostinho Neto).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa cr\u00edtica deve ser vista em duas perspectivas: uma doutrin\u00e1ria e outra acad\u00e9mica. Na vertente doutrin\u00e1ria, a nossa cr\u00edtica visa refor\u00e7ar as rupturas que introduzimos com a escrita. Em virtude disso, escrevemos textos como Os Troncos onde os Kandegues n\u00e3o se querem magoelar, publicado no site Palavra &amp; Arte, Cr\u00edtica da angolanidade Liter\u00e1ria, publicado no Jornal Cultura (ambos assinados por H\u00e9lder Simbad) e Falas, Farfalhas E Falhas Em \u00abDoutrin\u00e1rias L\u00e2minas Doutrin\u00e1rias\u00bb De J.A.S. LopitoFeij\u00f3oK.(de Ac. Khamba), publicado na primeira edi\u00e7\u00e3o na Mayombe &#8211; Revista Angolana de Cr\u00edtica Liter\u00e1ria. Todos esses textos tiveram reac\u00e7\u00f5es, algumas das quais extraliter\u00e1rias. Lu\u00eds Kandjimbo, por exemplo, respondeu de forma contundente ao texto de H\u00e9lder Simbad no qual foi visado. O Materialismo Filos\u00f3fico como Teoria da Literatura (2017), desenvolvido pelo espanhol Jes\u00fas Maestro; Po\u00e9ticas da Literatura Angolana (1989), escrito pelo angolano Jorge Macedo e a Teoria da Literatura (2007) de Aguiar e Silva, portugu\u00eas, entre outros livros de filosofia anal\u00edtica da linguagem e Teoria da Literatura foram fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade intelectual.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Mabanza Kambaca, numa entrevista concedida a um estudante de Mestrado que escrevia sobre M\u00e9todos nos estudos liter\u00e1rios e a respeito do Litteragris, o Litteragris utiliza, de forma ininterrupta, o m\u00e9todo materialista filos\u00f3fico como base dos seus estudos dos fen\u00f3menos liter\u00e1rios, da sua cr\u00edtica liter\u00e1ria, bem como para os seus estudos em Teoria da Literatura; tal m\u00e9todo parte de uma confronta\u00e7\u00e3o de ideias contrapostas para que se chegue a uma conclus\u00e3o sobre o que considerar v\u00e1lido nos marcos da ci\u00eancia e da Filosofia.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Litteragris enquanto Movimento n\u00e3o assumiu uma personalidade jur\u00eddica at\u00e9 aqui. Esta responsabilidade recair\u00e1 sobre o C\u00edrculo de Estudos Liter\u00e1rios e Lingu\u00edsticos Litteragris (CE3L), que se vai organizar como uma Associa\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica no dom\u00ednio das letras, cultura, filosofia e educa\u00e7\u00e3o voltada \u00e0s letras e ter\u00e1 a responsabilidade de organizar cientificamente o pensamento do Litteragris. Passaremos a realizar diversas confer\u00eancias. No \u00e2mbito da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, para al\u00e9m das monografias e disserta\u00e7\u00f5es, produzidas com cunho doutrin\u00e1rio, \u00e0 espera de publica\u00e7\u00e3o, contamos com duas obras t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;802&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;801&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711067513522{padding-bottom: 90px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;9. DOS EVENTOS ORGANIZADOS PELO C\u00cdRCULO DE ESTUDOS LITER\u00c1RIOS&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 12 de Outubro a 21 de Dezembro de 2019, aos s\u00e1bados, das 13h00 \u00e0s 17h00, na Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos (UEA), a segunda edi\u00e7\u00e3o do curso intensivo de kimbundu. O curso foi ministrado por Miguel Lubwatu, mestrando em Literaturas em L\u00ednguas Africanas e licenciado em L\u00ednguas e Literaturas em L\u00ednguas Africanas pela Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto (&#8230;).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]A Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos (UEA) e o C\u00edrculo de Estudos Liter\u00e1rios e Lingu\u00edsticos Litteragris promoveram um curso intensivo de kimbundu, de 3 de Novembro de 2018 a 2 de Fevereiro de 2019, em Luanda (&#8230;).<\/p>\n<p>De 2 a 30 de Junho de <strong>2018<\/strong>, um curso intensivo de Teoria da Literatura na UEA.<\/p>\n<p>Em parceria com a Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos (UEA), promove de 5 de Agosto a 16 de Dezembro de 2017, sess\u00f5es formativas nas disciplinas de L\u00edngua Portuguesa e de literatura angolana (&#8230;).<\/p>\n<p>Em parceria com a Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos (UEA), realiza no dia 8 de Dezembro, em Luanda, o Primeiro Simp\u00f3sio de Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos (&#8230;).<\/p>\n<p>Col\u00f3quio \u201cPepetela de Asas Abertas\u201d, Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos, <strong>12 \/08\/2023 (&#8230;).<\/strong><\/p>\n<p>O Movimento Litteragris realizou S\u00e1bado, (dia 13), na prov\u00edncia do Zaire, um col\u00f3quio sobre \u201cO Reino do Kongo\u201d, visando enriquecer os conhecimentos dos estudantes e pesquisadores. 2019 (&#8230;).[\/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;811&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;806&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;top&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1711067500944{padding-bottom: 100px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;10. DO IMPACTO DO LITTERAGRIS NA NOVA GERA\u00c7\u00c3O&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve-se essencialmente ao Litteragris a ressurrei\u00e7\u00e3o do debate liter\u00e1rio em Angola, fora das institui\u00e7\u00f5es de ensino. Deve-se igualmente ao Litteragris a mudan\u00e7a do olhar dos mais velhos \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais jovens. Com as forma\u00e7\u00f5es que ministrou, sobretudo no dom\u00ednio da Teoria da Literatura e da Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, entre as principais raz\u00f5es de haver, hoje, alguma cr\u00edtica liter\u00e1ria juvenil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0(&#8230;)<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text][\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row cspt-bg-image-position=&#8221;center-bottom&#8221; cspt-bg-image-color-order=&#8221;image-over-color&#8221; full_width=&#8221;stretch_row&#8221; content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1708985876800{border-bottom-width: 100px !important;padding-top: 100px !important;background-position: 0 0 !important;background-repeat: repeat !important;}&#8221; el_class=&#8221;cspt-overflow-visible&#8221; cspt-responsive-css=&#8221;52451703|colbreak_no||||||30px||30px|colbreak_yes|||||||50||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_column cspt-zindex=&#8221;2&#8243; cspt-responsive-css=&#8221;62814254|colbreak_no||||||||0|colbreak_no|||0||||||colbreak_no||||||||||colbreak_no|||||||||&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;1. DA FUNDA\u00c7\u00c3O E DO CONTEXTO EM QUE SE VIVIA&#8221; font_container=&#8221;tag:h4|font_size:20|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221;][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text] \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O Litteragris foi fundado no dia 17 de Outubro de 2015, no sal\u00e3o nobre da Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos. Neste dia, apresentou-se o livro de Poesia Em cada S\u00edlaba, uma Cicatriz, de Jos\u00e9[&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":9,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-538","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=538"}],"version-history":[{"count":122,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/538\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":826,"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/538\/revisions\/826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/ulitteragris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}