{"id":12731,"date":"2024-02-18T14:41:51","date_gmt":"2024-02-18T14:41:51","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=11536"},"modified":"2025-04-27T15:43:09","modified_gmt":"2025-04-27T15:43:09","slug":"escrever-gota-a-gota-silencios-na-fimbria-da-voz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2024\/02\/18\/escrever-gota-a-gota-silencios-na-fimbria-da-voz\/","title":{"rendered":"Escrever Gota A Gota Sil\u00eancios Na F\u00edmbria Da Voz"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12731\" class=\"elementor elementor-12731\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5dd7bf2 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5dd7bf2\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-570cf67 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"570cf67\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c87496 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8c87496\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>O t\u00edtulo da minha apresenta\u00e7\u00e3o, <em>Escrever Gota A Gota Sil\u00eancios Na F\u00edmbria Da Voz, <\/em>foi motivado por uma frase de efeito, da autoria de Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, dita numa das Tradicionais Makas \u00e0 Quarta-feira realizada habitualmente na Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos, dentro da d\u00e9cada passada, num ano que infelizmente j\u00e1 n\u00e3o consigo precisar. Apesar da eloqu\u00eancia que reconhe\u00e7o no autor, \u201c A minha poesia cai gota a gota\u201d \u00e9 a \u00fanica frase de que me lembro desse dia e, naturalmente, ao reencontrar-me com ela numa das p\u00e1ginas do seu livro, decidi reconfirmar se este postulado po\u00e9tico continua a nortear o seu exerc\u00edcio de cria\u00e7\u00e3o. Digo se continua, porque quando ouvi essa proposi\u00e7\u00e3o pela primeira vez, voltei a reler a poesia de Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e ela afigurava-se-me complexa, sendo portanto, esta a primeira ideia de \u201cgota a gota\u201d que me sobreveio: uma poesia de incid\u00eancias simbolista e futurista, caracterizada sintacticamente pelo verso curto, cujo processo de desautomatiza\u00e7\u00e3o da linguagem, em alguns casos, ultrapassa o tecto do enigma.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-858e25a elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"858e25a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Na-fimbria-art.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c314492 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c314492\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Organizada em tr\u00eas cadernos tem\u00e1ticos, <em>Sil\u00eancios na F\u00edmbria da Voz<\/em> parece-me reunir a poesia de Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o produzida entre 2012 passada e \u00a02023, por conta do indicativo cronol\u00f3gico do poema \u201cpoesia: eterna ilus\u00e3o interna &amp; permanente redescoberta de vozes e sil\u00eancios\u201d, p\u00e1gina 31, produzido em <em>04\/06\/2012.<\/em><\/p><p>Relativamente ao t\u00edtulo do livro, se porventura retir\u00e1ssemos a palavra mais intrigante do t\u00edtulo, \u201cF\u00edmbria\u201d, ainda assim estar\u00edamos presos, como diria o Grande Mestre Jorge Macedo, \u00e0s teias de ambiguidade que um oximoro como \u201cSil\u00eancios da Voz\u201d pode causar. \u201cF\u00edmbria\u201d, do ponto de vista etimol\u00f3gico, prov\u00e9m do latim\u00a0 fimbria,\u00a0-ae,\u00a0significando extremidade,\u00a0ponta,\u00a0franja,\u00a0et.c. Por consequ\u00eancia, Sil\u00eancios Na F\u00edmbria da Voz pressup\u00f5e uma reac\u00e7\u00e3o, a revela\u00e7\u00e3o de um estado de impostura que privilegia o sil\u00eancio externo e o brado interior, condi\u00e7\u00e3o abordada magistralmente no pref\u00e1cio do livro pelo Dr. Manuel Muanza. Esta tese \u00e9 pass\u00edvel de ser confirmada sempre que o leitor se deparar com poemas que fazem lembrar o subt\u00edtulo do livro \u201c\u2026 falam das perdas das pedras \u00e0s pedras\u201d.<\/p><p>N\u00e3o podendo analisar gota a gota cada poema constante no livro, por conta do tempo, limitar-me-ei a estabelecer algumas linhas tem\u00e1ticas, a partir das quais abordarei alguns poemas, sem, entretanto, seguir a linearidade tri\u00e1dica de um livro que se tende a constituir em linhas tem\u00e1ticas relativamente coerente.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c2c6472 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"c2c6472\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/banner-art1.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ab6b19 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9ab6b19\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Embora, o maior teorizador da literatura angolano, Jorge Macedo, de boa mem\u00f3ria, no seu livro <em>Po\u00e9ticas Na Literatura Angolana<\/em>, pregue a indefini\u00e7\u00e3o da poesia, na verdade, defini-la ontologicamente sempre foi uma tenta\u00e7\u00e3o para aqueles que se inscrevem como poetas de refer\u00eancia nas mais diversas l\u00ednguas mundiais. Para Oswald de Andrade, \u201c\u00e9 a descoberta \/ Das coisas que nunca vi\u201d; \u201cPoesia, morte secreta\u201d, para Carlos Drummond de Andrade; para o concretista D\u00e9cio Pignatari, \u201cDesign de linguagem\u201d; \u201c a eterniza\u00e7\u00e3o do momento\u201d para M\u00e1rio Quintana; \u201c\u00e9 voar fora da asa\u201d segundo Manoel de Barros; \u201cum fingimento deveras\u201d, de acordo com Fernando Pessoa; \u201ca precis\u00e3o e a sequ\u00eancia r\u00edgida de um problema matem\u00e1tico\u201d, na vis\u00e3o \u00a0Edgar Allan Poe; para\u00a0Vladimir Vladimirovitch Maiakovski,\u201cuma viagem ao desconhecido\u201d, \u201c\u00c9 a fic\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica posta em m\u00fasica\u201d \u00a0nos dizeres de Dante Alighieri. Para\u00a0Octavio Paz \u00e9 \u201cuma erotiza\u00e7\u00e3o da linguagem\u201d, na vis\u00e3o de Ant\u00f3nio Jacinto, o poema est\u00e1 no que \u00e9 e como se v\u00ea e, para\u00a0<strong>St\u00e9phane Mallarm\u00e9<\/strong>, \u201cse faz com palavras, n\u00e3o com ideias\u201d. Agora, Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o vem ensinar-nos que,<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a3628da elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a3628da\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">poesia \u00e9 isso mesmo!<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">l\u00e1 fora: gar\u00e7as<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">c\u00e1 dentro: gra\u00e7as<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">(\u2026)<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">lavra. da palavra. \u2026poesia \u00e9 isso mesmo!<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">p.27<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cebaffe elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cebaffe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">\u00e9 a poesia<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">esse n\u00e3o territ\u00f3rio<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">de deslumbramentos<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">de (des)conseguimentos<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">permanentes<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">(des)encontros des<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">construindo sintagmas e paradigmas<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">e outros dogmas:<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">dial\u00e9cticas<\/p><ol><li style=\"list-style-type: none;\"><ol><li style=\"list-style-type: none;\"><ol><li style=\"list-style-type: none;\"><ol><li>2 8<\/li><\/ol><\/li><\/ol><\/li><\/ol><\/li><\/ol>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6e70f41 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6e70f41\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>O modo como colocamos a posi\u00e7\u00e3o de Jorge Macedo relativamente \u00e0 indefini\u00e7\u00e3o da poesia n\u00e3o constitui um acto de crucifica\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica. Na verdade, fizemos este exerc\u00edcio em gesto em corrobora\u00e7\u00e3o, porque cada um dos poetas citados conceitua a poesia de acordo como esta se lhe revela e grande parte dos conceitos presentes nos livros de Teoria da Literatura s\u00f3 se devem aceitar como hipostasia ou mera abstrac\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p><p>Como quem define, por suposi\u00e7\u00e3o, compreende ontologicamente o objecto, Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o no poema \u201cof\u00edcio de quebrados ossos &amp; desconstru\u00e7\u00e3o de sentidos\u201d, p\u00e1gina 32, elabora um tratado filos\u00f3fico sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-13c9667 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"13c9667\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">letras sinais morfemas<br \/><strong>vertidos, gota a gota<\/strong><br \/>para construir palavras, poemas<br \/><strong>\u2026desconstruir sentidos<\/strong>, \u00e0 porta<br \/>da raz\u00e3o\u2026 ou quase fuga \u00e0 emo\u00e7\u00e3o.<br \/>assim se faz poesia:<br \/>obra de deus em momento de <strong>inspira\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/><strong>e transpira\u00e7\u00e3o.<\/strong> assim digo eu. mas j\u00e1 seria heresia<br \/>nela ver mero of\u00edcio de \u00f3cios<br \/>ou at\u00e9 ossos de outros of\u00edcios.<br \/>mais se assemelha a of\u00edcio de ossos<br \/>quebrados \u00e0 custa de mentais exerc\u00edcios. \u2026de bru\u00e7os!<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f8b38a2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f8b38a2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Destaco no poema os sintagmas \u201cvertidos, gota a gota\u201d, \u201c\u2026desconstruir sentidos\u201d e \u201cinspira\u00e7\u00e3o e transpira\u00e7\u00e3o\u201d, considerados por n\u00f3s essenciais para determinar a po\u00e9tica do autor. Por conseguinte, \u201cvertidos, gota a gota\u201d refere-se \u00e0 paci\u00eancia que se deve ter no momento da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, a drummondiana procura das mil faces da palavra; \u201c\u2026desconstruir sentidos\u201d aponta para o sentido metaf\u00f3rico que se deve dar \u00e0 combina\u00e7\u00e3o dos signos; os dois pontos anteriores desembocam num terceiro, que \u00e9 o bin\u00f3mio \u201cinspira\u00e7\u00e3o vs transpira\u00e7\u00e3o\u201d, como a equa\u00e7\u00e3o para se alcan\u00e7ar textos bem elaborados, consubstanciada na f\u00f3rmula 10% inspira\u00e7\u00e3o e 90 % transpira\u00e7\u00e3o, muito divulgada pelos poetas de 80, de onde descende Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-908f394 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"908f394\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/banner-art2.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3ce2dd0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3ce2dd0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A transpira\u00e7\u00e3o implica v\u00e1rias opera\u00e7\u00f5es que se efectivam antes da constru\u00e7\u00e3o do texto. Ningu\u00e9m se faz bom poeta sem bons poetas ler. Por consequ\u00eancia disso, h\u00e1 sempre resqu\u00edcios da po\u00e9tica de um autor de outra gera\u00e7\u00e3o, e por vezes da mesma, na poesia de um autor, pois a arte se d\u00e1 por cont\u00e1gio. Neste quadro de dialogismo liter\u00e1rio, Concei\u00e7\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o estabelece di\u00e1logos expl\u00edcito com autores como Lu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es,<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-06136f2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"06136f2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">\u2026e aqui estou<br \/>s\u00f3. experi\u00eancia camoniana vivendo:<br \/>solit\u00e1rio por entre a gente<br \/>e o meu \u201cn\u00e3o querer mais que bem querer\u201d\u2026<br \/>p. 31<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8afa4a2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8afa4a2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>e implicitamente, ainda no \u00e2mbito da intertextualidade, trava um di\u00e1logo impl\u00edcito com o grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b77386c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b77386c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">nada mais h\u00e1 para dizer:<br \/>almas de pedra! almas das pedras<br \/>falam das perdas das pedras \u00e0s pedras.<br \/>\u2026s\u00f3 resta o podre sil\u00eancio do sepulcro. p.35<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-55e52cb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"55e52cb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><em>SIL\u00caNCIOS NA F\u00cdMBRIA DA VOZ<\/em> revela-se como uma poesia cosmopolita onde converge a cultura mundial. Desde os mitos da antiguidade grega aos saberes africanos, passando pela m\u00fasica mundial:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d9ff8d1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d9ff8d1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">s\u00f3 a leveza de temas<br \/>em m\u00fasicas como <em>moonlight sonata <\/em>ou <em>path\u00e9tique<\/em><br \/>com seus sons de piano \u00e1guas e p\u00e1ssaros. como fonemas<br \/>de meus del\u00edrios e de minhas cren\u00e7as que<br \/>agora descubro no <em>forest spirit. <\/em>\u00e1lbum<br \/>de sonho. no <em>the flwing river water <\/em>viajo como aves<br \/>ao sabor de <em>spring reflcting the moon<\/em><br \/>ou <em>the great waves<\/em>. P44<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00e9 orquestra em permanente procura<br \/>de harmonia na polifonia acordada<br \/>com <em>zeus <\/em>e outros deuses<br \/>como meros humanos, fiados.<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">mas sempre fonados<br \/>por natural diapas\u00e3o:<br \/>o assobio azul da <em>canjunja<\/em>.<br \/>\u2026meu <em>orfeu<\/em>. p.45<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">tamb\u00e9m me fertilizo ao ouvir<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">mbuenzena, kilapanga,\u00a0 reggae, blues, afrojazz,<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">classical music e demais sons m\u00ed(s)ticos. <strong>p. 7 0<\/strong><\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">no encal\u00e7o do <em>dikixi<\/em>de m\u00faltiplas cabe\u00e7as e da devoradora cobra p.<strong>7 6<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f300b35 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f300b35\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>O presente livro \u00e9 dominado por uma diversidade de temas e estes n\u00e3o se esgotam numa \u00fanica abordagem. Em virtude disso, convidamos os leitores a descobrirem as diferentes cadeias de sentidos secretamente escondidas pelo autor. Resta-nos, assim, seguir o seu conselho: \u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b93f665 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b93f665\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">refundemos o uni verso com novos dogmas<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">novas hip\u00f3teses\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">novas l\u00f3gicas<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">porque o logos \u00e9 logo ali, pertinho, ao dobrar da esquina<br \/>entre centro e periferia:\u00a0 palavra. verbo. raz\u00e3o.<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">P.50<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t\u00edtulo da minha apresenta\u00e7\u00e3o, Escrever Gota A Gota Sil\u00eancios Na F\u00edmbria Da Voz, foi motivado por uma frase de efeito, da autoria de Concei\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159],"tags":[165],"ppma_author":[174],"class_list":["post-12731","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-critica-literaria","tag-critica-literaria"],"aioseo_notices":[],"authors":[{"term_id":174,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"simbad","display_name":"H\u00e9lder Simbad","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png"},"author_category":"1","first_name":"H\u00e9lder","last_name":"Simbad","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13059,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12731\/revisions\/13059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12731"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=12731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}