{"id":12140,"date":"2019-06-12T18:16:06","date_gmt":"2019-06-12T18:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=12140"},"modified":"2025-04-27T15:42:28","modified_gmt":"2025-04-27T15:42:28","slug":"moderna-literatura-angolana-uma-conversa-com-helder-simbad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2019\/06\/12\/moderna-literatura-angolana-uma-conversa-com-helder-simbad\/","title":{"rendered":"Moderna Literatura Angolana: Uma Conversa Com H\u00e9lder Simbad"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12140\" class=\"elementor elementor-12140\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ab361a0 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"ab361a0\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f4dfda9 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"f4dfda9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">By\u00a0Hirondina Joshua\u00a0\/\u00a0Junho 12, 2019<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c4f94af e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"c4f94af\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e2dea90 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e2dea90\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ibinda Kayambu<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>H\u00e9lder Simbad<\/strong>\u00a0\u00e9 heter\u00f3nimo de H\u00e9lder Silvestre Simba Andr\u00e9, nascido aos 13 de Agosto de 1987, na prov\u00edncia de Cabinda, em Angola. Professor, escritor, poeta e cr\u00edtico liter\u00e1rio. Licenciado em L\u00ednguas e Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade Cat\u00f3lica de Angola. Publicou \u00abEnviesada Rosa\u00bb(Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Ant\u00f3nio Jacinto) em Angola e \u00abInsurrei\u00e7\u00e3o dos Signos\u00bb em Portugal. Conta com v\u00e1rios textos e artigos publicados em antologias, revistas, jornais e sites nacional e internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e9lder Simbad, um nome not\u00f3rio da nova gera\u00e7\u00e3o das letras angolanas, autor galardoado com o Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Ant\u00f3nio Jacinto 2017. Engajado nos trabalhos liter\u00e1rios em Angola, por meio de artigos e reflex\u00f5es no C\u00edrculo de Estudos Litteragris.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>Hirondina Joshua<\/em><\/strong>: Quando se fala do n\u00e3o desfalecimento do homem, da n\u00e3o cessa\u00e7\u00e3o do que tem de mais valioso, fala-se na pr\u00f3pria poesia<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>H\u00e9lder Simbad<\/em><\/strong>: Para n\u00e3o ser sup\u00e9rfluo, de todo, eu diria que est\u00e1 tamb\u00e9m na \u00abpr\u00f3pria poesia\u00bb na medida em que a compreendo como um complemento \u2013 indispens\u00e1vel, diga-se \u2013 que decorre dessa necessidade de se expressar, que aflige os homens que nascem com essa predisposi\u00e7\u00e3o para cultivar a arte po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00abpoesia\u00bb, apesar da sua condi\u00e7\u00e3o de ser revelada ou de se revelar diariamente, apesar de ser uma mat\u00e9ria do universo interior do ser humano, n\u00e3o \u00e9 oculta, pressupondo uma dimens\u00e3o metaf\u00edsica; e est\u00e1 indubitavelmente entre os mais bem guardados tesouros humanos. Nessa era em que o homem segue desprovido da raz\u00e3o, a poesia ser\u00e1 aquele objecto de terapia que nos poder\u00e1 curar da brutalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: Poesia n\u00e3o como um g\u00e9nero liter\u00e1rio, a constru\u00e7\u00e3o de formas imperfeitas. Como se enquadra a nova literatura angolana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: Nenhuma gera\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nasce de forma coesa e perfeita. Ademais, sabe-se que a excel\u00eancia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 por via de diversas opera\u00e7\u00f5es: leitura, ouvir e exerc\u00edcios sistem\u00e1ticos de cria\u00e7\u00e3o. Vivemos agora o per\u00edodo liter\u00e1rio a que design\u00e1mos por p\u00f3s-4-de-Abril, per\u00edodo que nos remete aos acontecimentos do p\u00f3s-guerra-civil, um dos per\u00edodos mais negros e complexos da nossa hist\u00f3ria. Esse per\u00edodo de paz efectiva, uma paz consubstanciada apenas no calar das armas, porquanto continuamos a ver esse processo de reconcilia\u00e7\u00e3o nacional como uma utopia cujas barreiras assentam em assuntos complexos como tribalismo entre outras sombras.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A nova literatura angolana \u00e9 multiforme e assume, portanto, diferentes tonalidades. H\u00e1 os da continuidade, h\u00e1 os iconoclastas e os que se colocam entre a continuidade e a iconoclastia.\u00a0 Ela concretiza-se, hoje, principalmente por via das Associa\u00e7\u00f5es C\u00edvico-liter\u00e1rias e Movimentos Liter\u00e1rios (Lev\u2019Arte, Movimento Cultural do Cunene, C\u00edrculo Liter\u00e1rio Letras Vivas, o Movimento de Spoken Ward, ALCA e o Movimento Litteragris).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5fc33cf e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5fc33cf\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fc16171 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fc16171\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00abconstru\u00e7\u00e3o de formas imperfeitas\u00bb a que te referes faz-me lembrar de uma pergunta de Tzevetan Todorov, cuja interpreta\u00e7\u00e3o confluiria na seguinte quest\u00e3o: se \u00e9 poss\u00edvel a n\u00e3o compreens\u00e3o da poesia desembocar em um Movimento Liter\u00e1rio?<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Quase todas as associa\u00e7\u00f5es c\u00edvico-liter\u00e1rias tinham como pretens\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um Movimento Liter\u00e1rio nos termos cl\u00e1ssicos (romantismo, simbolismo, surrealismo etc.). Falharam porque decidiram afirmar-me primeiramente como institui\u00e7\u00f5es que, atrav\u00e9s de algumas ac\u00e7\u00f5es subjectivas conseguem algum poderio financeiro para se afirmarem socialmente, esquecendo-se do objecto principal: a qualidade da literatura e uma ideia de arte a apresentar para essa sociedade. Essas associa\u00e7\u00f5es caracterizam-se como grupos heterog\u00e9neos sem uma ideo-est\u00e9tica comum, cujos integrantes, na sua maioria, vagueiam \u00e0 deriva num mar desconhecido e aqueles que o conhecem efectivamente v\u00eaem-se impossibilitados de orientar porque os l\u00edderes n\u00e3o perseguem os des\u00edgnios da literatura.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Dentre todos os grupos, o Movimento Litteragris afirmou-se como movimento liter\u00e1rio: possui uma ideo-est\u00e9tica comum, uma revista (Tunda Vala), manifestos e homogeneidade reticente. O Movimento Cultural do Cunene e o C\u00edrculo Liter\u00e1rio Letras Vivas do U\u00edje caminham para a mesma direc\u00e7\u00e3o, mas v\u00eaem-se em dificuldades por estarem distante de Luanda e Angola, infelizmente, continua a ser um pa\u00eds em que o poder e a economia se restringem \u00e0 capital, Luanda, e \u00e0s prov\u00edncias do litoral.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Em termos de qualidade destacaria uma dezena de obras: Ra\u00edzes Cantam, de Job Sipitali; As Simetrias de Mulheres, de C\u00edntia Gon\u00e7alves; Todos N\u00f3s Fomos Distantes, de Luaia Gomes Pereira; Enviesada Rosa e Insurrei\u00e7\u00e3o dos Signos, de H\u00e9lder Simbad; Mahambas, de Oliver Kiteculo; O Candidato, de Jeremias Manuel etc.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Importa referir que a minha a vis\u00e3o sobre o devir da literatura angolana n\u00e3o \u00e9 apocal\u00edptica. Existem muitos jovens, bons, que ainda n\u00e3o publicaram e poder\u00e3o enriquecer a nossa gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7c1ab96 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"7c1ab96\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fbd691f e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"fbd691f\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c2deece elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"c2deece\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/entrev3-ban.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b225f6a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b225f6a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Capa do livro \u201cInsurrei\u00e7\u00e3o dos Signos\u201d de H\u00e9lder Simbad<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5c381c6 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"5c381c6\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c27412c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c27412c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para se ser poeta? O que mais a poesia anseia na voz do autor?<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: H\u00e1 sempre condi\u00e7\u00f5es para se ser poeta, mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 materialmente, se estivermos a falar de um pa\u00eds como o meu, em que o livro \u00e9 um produto de quinta categoria. Ser poeta \u00e9 uma forma de estar. Quando vou com amigos meus a um evento de elite, antes de entrar activamos o \u00abmodo poesia\u00bb e somos capazes de entrar com a roupa que nos convier e divertir-se livremente sob o olhar atento dos estere\u00f3tipos. Repito: h\u00e1 sempre condi\u00e7\u00f5es para se ser peta. O livro \u00e9 s\u00f3 um pretexto e por vezes nos faz retirar o t\u00edtulo a indiv\u00edduos que um dia autoproclamaram-se poetas.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">A poesia anseia a verdade na voz do autor e de quem a l\u00ea. Pessoa dizia que o poeta \u00e9 um fingidor; Drummond, na sua procura pela poesia ensina a n\u00e3o mentir. Os dois dizem a mesma coisa. A dor de outrem \u00e9 nossa, n\u00e3o podemos mentir ao express\u00e1-la.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-db5aed0 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"db5aed0\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ed64e2a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ed64e2a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: Ser\u00e1 a poesia um espa\u00e7o de debate ou um processo de falhas cont\u00ednuas e invis\u00edveis?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: \u00c9 tudo isto. A poesia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o humana que nos remete no dom\u00ednio da antropologia cultural. As culturas n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticas. Na poesia vive-se o conflito dial\u00e9ctico entre as diferentes gera\u00e7\u00f5es, a aceita\u00e7\u00e3o ou assimila\u00e7\u00e3o, a recusa e etc. As falhas nunca s\u00e3o invis\u00edveis. O ego do poeta \u00e9 que vende quimeras e leva-o a crer que atingiu a perfei\u00e7\u00e3o, at\u00e9 um judas chegar e repor a verdade. A tua pergunta \u00e9 a resposta \u00e0 quest\u00e3o por que, dentre v\u00e1rios textos ou obras, destacar um, dois, tr\u00eas, quatro, cinco poemas ou obra?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: Centro dos palcos do mundo, a mulher \u00e9 evid\u00eancia mesmo quando oculta. Como ela \u00e9 na literatura angolana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: A mulher, vista pelos poetas de sexo masculino, continua a ser um objecto est\u00e9tico e ser tematizada sob diferentes prismas: erotismo, hipersexualiza\u00e7\u00e3o, fen\u00f3meno zungueira, m\u00e3e, causadora de traumas etc. Do lado das pr\u00f3prias mulheres, estando em voga o feminismo, a atitude \u00e9, como \u00e9 \u00f3bvio e muitas vezes justa, de reivindica\u00e7\u00e3o social, emancipa\u00e7\u00e3o e outros assuntos atinentes. Por outro lado, essa hipersexualiza\u00e7\u00e3o da mulher a que criticamos de forma impl\u00edcita ao nos dirigirmos aos homens, \u00e9 refor\u00e7ada pela pr\u00f3pria mulher, principalmente no discurso spoken word.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: Diz-se que quem escreve vive uma inf\u00e2ncia perp\u00e9tua; g\u00eameos: Mo\u00e7ambique e Angola. Olha semelhan\u00e7as nas suas escritas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: Algumas apenas. O que \u00e9 normal, atendendo a dist\u00e2ncia e a dificuldade de circula\u00e7\u00e3o de livros. De mo\u00e7ambique conhe\u00e7o a poesia de Amosse Mucavele, Hirondina Joshua, Jaime Munguambe, Norek-Red d\u2019Esperan\u00e7a. Sinto que a poesia surrealista, metaf\u00edsica vai unindo alguns poetas. Mas cada um vai assumindo um tipo de poesia de acordo com o contexto, apesar de quase similar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O colonialismo logrou-nos uma l\u00edngua que nos obriga a sermos solid\u00e1rios no contexto geopol\u00edtico global, ao ponto de lembrar uma rela\u00e7\u00e3o entre irm\u00e3os; a nossa Literatura.\nA nossa historiografia liter\u00e1ria se configura como uma rede de influ\u00eancias que se remontam desde os escritores nacionalistas como Agostinho Neto, Alda Lara, Jos\u00e9 Craveirinha e No\u00e9mia de Sousa; e actualmente Mia Couto e Agualusa. Luandino Vieira e Mia Couto partilham os neologismos de Guimar\u00e3es Rosa.\nH\u00e1 uma boa rela\u00e7\u00e3o entre escritores da nova gera\u00e7\u00e3o de Angola e Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HJ<\/em><\/strong>: \u00c9 jovem, poeta e cr\u00edtico liter\u00e1rio. Que anseia para a nova poesia angolana?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>HS<\/em><\/strong>: Futuro risonho. Conhe\u00e7o os autores de perto, na sua maioria. Est\u00e1 a crescer qualitativamente porque as pessoas est\u00e3o a descobrir que j\u00e1 mais escrever\u00e3o bons poemas se n\u00e3o lerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obrigado em nome de todos os jovens angolanos e por essa rela\u00e7\u00e3o. Para n\u00f3s voc\u00eas t\u00eam servido de exemplos.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6202ccf elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"6202ccf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-button-wrapper\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm\" href=\"https:\/\/mbenga.co.mz\/blog\/2019\/06\/12\/moderna-literatura-angolana-com-helder-simbad\/%20\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Ler entrevista completa<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>By\u00a0Hirondina Joshua\u00a0\/\u00a0Junho 12, 2019 Ibinda Kayambu\u00a0ou\u00a0H\u00e9lder Simbad\u00a0\u00e9 heter\u00f3nimo de H\u00e9lder Silvestre Simba Andr\u00e9, nascido aos 13 de Agosto de 1987, na prov\u00edncia de Cabinda, em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[160],"tags":[],"ppma_author":[174],"class_list":["post-12140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"aioseo_notices":[],"authors":[{"term_id":174,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"simbad","display_name":"H\u00e9lder Simbad","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png"},"author_category":"1","first_name":"H\u00e9lder","last_name":"Simbad","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13037,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12140\/revisions\/13037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12140"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=12140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}