{"id":11731,"date":"2024-05-15T13:17:35","date_gmt":"2024-05-15T13:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=11731"},"modified":"2025-04-27T15:43:09","modified_gmt":"2025-04-27T15:43:09","slug":"enviesada-rosa-poesia-erotica-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2024\/05\/15\/enviesada-rosa-poesia-erotica-africana\/","title":{"rendered":"Enviesada Rosa, Poesia Er\u00f3tica Africana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00abEnviesada Rosa, Poesia Er\u00f3tica Africana\u00bb \u00e9 uma obra do escritor angolano H\u00e9lder Simbad, nascido em 1987, na prov\u00edncia de Cabinda, de pseud\u00f3nimo: Ybinda Kayambu. O poem\u00e1rio, composto por 39 poemas e vencedor do aclamado Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Ant\u00f3nio Jacinto, visa exaltar a p\u00e1tria angolana, a m\u00e1tria \u00c1frica, a mulher africana e, em particular, a mulher angolana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo chama-nos j\u00e1 \u00e0 aten\u00e7\u00e3o, pois h\u00e1 nele a express\u00e3o \u201cPoesia Er\u00f3tica Africana\u201d que, se for descodificada imediatamente, levar\u00e1 o alocut\u00e1rio a pensar logo em magia ou no sexo propriamente dito.<br \/>\nEm nosso entender, baseando-nos em outras vis\u00f5es, uma poesia er\u00f3tica \u00e9 aquela em que o poeta envolve nela um estado de paix\u00e3o amoroso, sexualidade. Nos dizeres do Dicion\u00e1rio Electr\u00f4nico Houaiss da L\u00edngua Portuguesa 2.0a (2007), a palavra \u00aberotismo\u00bb deriva do item lexical franc\u00eas \u00ab<em>\u00e9rotisme<\/em>\u00bb, que tem o significado de \u201cdesejo amoroso\u201d. \u00c0 luz dos nossos pensamentos, cremos que o poeta da Enviesada Rosa, ao decidir colocar a express\u00e3o \u201cPoesia Er\u00f3tica Africana\u201d no t\u00edtulo da sua obra, tinha a pretens\u00e3o de explanar que o seu poem\u00e1rio teria como pano de fundo: a admira\u00e7\u00e3o que o mesmo tem \u00e0 sua p\u00e1tria e \u00e0s mulheres angolanas e, em geral, \u00e0s africanas.<br \/>\nNo poem\u00e1rio, \u00e9 exaltada a p\u00e1tria angolana, sen\u00e3o mesmo a m\u00e1tria \u00c1frica, a terra que tem visto os filhos que andaram no seu \u00fatero durante anos a se lhe negarem, a se lhe abandonarem para tomar resid\u00eancia nos outros continentes, onde h\u00e1 mais seguran\u00e7a, paz, tranquilidade, enfim, onde h\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Atentemos: \u00ab<em>Meu oxig\u00e9nio\/ Meu ganho\/ Minha paz\/ Minh\u00c1frica\/ Acidental\/\u00c9 minha\/\u00c9 nossa\/Enviesada rosa\/N\u00e3o parto para Pas\u00e1rgada \/A terra \u00e9 esta\/N\u00e3o sou amigo de rei\/Aqui sofro aqui rio\/Aqui rio de loucos afluentes.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>https:\/\/palavraearte.co.ao\/do-utero-da-enviesada-rosa-aos-remixes-da-magia-da-poesia-disc-jockey-abordagem-enviesada-rosa-helder-simbad<\/p>\n<p><strong>Esta \u00e9 uma aprecia\u00e7\u00e3o informal e emp\u00edrica, pelo que as afirma\u00e7\u00f5es aqui expostas e as reflex\u00f5es feitas s\u00e3o de car\u00e1cter livre e fundamentadas apenas na intui\u00e7\u00e3o da leitora.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Qualquer semelhan\u00e7a com uma resenha ou uma cr\u00edtica liter\u00e1ria, no sentido acad\u00e9mico do conceito, \u00e9 mera coincid\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matamba, cidade de sonho. Neste espa\u00e7o imaginado tudo faz sentido e n\u00e3o existem imposs\u00edveis. Saltei propositadamente o pref\u00e1cio, numa primeira leitura, para depois voltar a ele, j\u00e1 com as chaves na m\u00e3o para abrir as portas da narrativa. O pref\u00e1cio (de uma solidez inquestion\u00e1vel, neste caso) \u00e9 uma janela larga, \u00e0 entrada ou \u00e0 sa\u00edda da obra. Podemos, no entanto, subverter as inten\u00e7\u00f5es de quem o assina e do autor do livro em apre\u00e7o. Sendo um pequeno texto sint\u00e9tico e objetivo, pode conter informa\u00e7\u00e3o que nos induz numa determinada dire\u00e7\u00e3o, a qual pretendemos, para j\u00e1, evitar. Porqu\u00ea? \u00c9 uma novela infanto-juvenil e por isso acreditamos que a maioria dos leitores vai direta ao texto central e queremos sentir como sente esse leitor que fomos um dia. Ler e vibrar com os olhos de quem apenas come\u00e7a a viver, ainda longe de consolidar opini\u00f5es sobre experi\u00eancias passadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos, um grande autor de refer\u00eancia para a maioria de n\u00f3s escreveu\u00a0<em>Rayuela (O Jogo do Mundo)<\/em>\u00a0\u2014literalmente: o jogo da macaca \u2014 um romance que se multiplica dentro de si mesmo e no qual os cap\u00edtulos podiam ser lidos por ordens diferentes, segundo a escolha do leitor (que se torna correspons\u00e1vel pelo texto), gerando-se, desse modo, hist\u00f3rias distintas, um pouco como um casaco exponencialmente revers\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era Cort\u00e1zar, mestre da narrativa e ilusionista das palavras, que se entretinha, aparentemente, a armadilhar os leitores. H\u00e9lder Simbad leva-nos a um exerc\u00edcio semelhante, de transgress\u00e3o e ousadia, de rutura com a ordem tradicional do mundo, se n\u00e3o por recomenda\u00e7\u00e3o expl\u00edcita aos leitores, atrav\u00e9s de pequenos apontamentos ir\u00f3nicos e pinceladas de humor, como aguarelas vivas. Encontramos esses ardis logo no\u00a0<em>disclaimer<\/em>\u00a0inicial (sobremaneira original!), que intitula sobriamente \u201cNota do autor\u201d. Nele, Simbad alerta-nos para a promiscuidade e a intera\u00e7\u00e3o inevit\u00e1veis entre fic\u00e7\u00e3o e realidade e implica o leitor na classifica\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o individual dos m\u00f3dulos narrativos (cap\u00edtulos e par\u00e1grafos) que comp\u00f5em o texto. Estaremos perante uma realidade ficcionada ou uma fic\u00e7\u00e3o carregada de verosimilhan\u00e7a, com suporte de jornalismo de investiga\u00e7\u00e3o? Quem j\u00e1 viveu um bocado e leu outro tanto sabe que, entre marcadores geogr\u00e1ficos e hist\u00f3ricos, aqui nos encontraremos. Nestas p\u00e1ginas o real maravilhoso brinca com o realismo m\u00e1gico, trope\u00e7a no surrealismo e voa sem amarras, desvinculando-se de quaisquer escolas ou correntes est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>https:\/\/ogazzeta.blogspot.com\/2019\/01\/a-palanca-de-chifres-dourados-de-helder.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abEnviesada Rosa, Poesia Er\u00f3tica Africana\u00bb \u00e9 uma obra do escritor angolano H\u00e9lder Simbad, nascido em 1987, na prov\u00edncia de Cabinda, de pseud\u00f3nimo: Ybinda Kayambu. 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