{"id":11645,"date":"2024-02-18T17:14:40","date_gmt":"2024-02-18T17:14:40","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=11645"},"modified":"2025-04-27T15:43:09","modified_gmt":"2025-04-27T15:43:09","slug":"tradutologia-e-teoria-da-traducao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2024\/02\/18\/tradutologia-e-teoria-da-traducao\/","title":{"rendered":"Tradutologia e Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11645\" class=\"elementor elementor-11645\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-53dab38 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"53dab38\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-90fd4f4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"90fd4f4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">(A busca pela terminologia e a necessidade de Especializa\u00e7\u00e3o)\n<\/h4>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-80dcc80 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"80dcc80\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/tradutologia-ban.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8725aa6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8725aa6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Tal como a Literatura que, enquanto arte sempre esteve entre as actividades humanas e precedeu os estudos liter\u00e1rios, o exerc\u00edcio de tradu\u00e7\u00e3o \u2013 uma actividade que, segundo Martins (2010, p.59), remonta h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m anterior aos Estudos da Tradu\u00e7\u00e3o, um ramo do saber que se autonomizou recentemente gra\u00e7as \u00e0 intensa actividade te\u00f3rico-filos\u00f3fica desenvolvida no s\u00e9culo XX por estudiosos como Susan Bassnett, Andr\u00e9 Lefevere, Theo Hermans, Gideon Toury, dentre outros. O artigo de refer\u00eancia de James S. Holmes, de 1972, intitulado <em>O nome e a natureza dos estudos de tradu\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 tamb\u00e9m de extrema import\u00e2ncia para a afirma\u00e7\u00e3o dos estudos de tradu\u00e7\u00e3o, pois, exigia a \u201ccria\u00e7\u00e3o de uma disciplina distinta com seu pr\u00f3prio sistema de classifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p><p>A afirma\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia pressup\u00f5e conflitos e rupturas epistemol\u00f3gicas. At\u00e9 a sua autonomia como disciplina, os estudos da tradu\u00e7\u00e3o gravitavam entre a Lingu\u00edstica e a Literatura Comparada. Todavia, mesmo depois de se legitimar como disciplina por <em>m\u00e9rito pr\u00f3prio<\/em>, levanta-se um outro debate dial\u00e9ctico de propor\u00e7\u00f5es terminol\u00f3gicas, consubstanciada na busca por uma designa\u00e7\u00e3o adequada. Por for\u00e7a disso, conhecem-se designa\u00e7\u00f5es como Ci\u00eancia da Tradu\u00e7\u00e3o, Estudos Tradutol\u00f3gicos, Estudos da Tradu\u00e7\u00e3o, Tradu\u00e7\u00e3o, Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o, etc.<\/p><p>Por conseguinte, de todas as express\u00f5es apresentadas, opta-se aqui por <em>Tradutologia,<\/em> na medida em que as restantes se nos afiguram vagas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o racional e simples para <em>Tradutologia. <\/em>Ela forma-se da fus\u00e3o do lexema<em> Tradu\u00e7\u00e3o <\/em>+ o sufixo <em>logia, <\/em>elemento de composi\u00e7\u00e3o de palavras que, como \u00e9 sabido, indica o estudo detalhado sobre determinado fen\u00f3meno<em>. <\/em>Outrossim, conv\u00e9m referir tamb\u00e9m que <em>Tradu\u00e7\u00e3o <\/em>deriva do latim<em> traduct\u012do, -\u014dnis, cujo significado prim\u00e1rio,<\/em> segundo Marie-H\u00e9l\u00e8ne Paret Passos(2011, p.71), no seu livro intitulado <em>Da cr\u00edtica gen\u00e9tica \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria: Uma interdisciplinaridade,<\/em> \u00e9 o de <em>travessia, ac\u00e7\u00e3o de fazer passar, <\/em>ao passo que o sufixo<em> logia <\/em>deriva, por sua vez, do grego<em> l\u00f3gos, <\/em>que, neste caso, nos d\u00e1 a ideia de palavra, explica\u00e7\u00e3o<em> + -ia, <\/em>sufixo que, para esse exerc\u00edcio, tem o sentido de<em> ci\u00eancia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>. <\/em>Dito isto, Tradutologia ser\u00e1 um campo do conhecimento humano que congrega um conjunto de saberes inerentes \u00e0 fenomenologia da tradu\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A <em>Tradutologia<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em> \u00e9 um campo categorial <em>aberto<\/em> que se expande, abarcando um conjunto de conceitos ou postula\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias, elaboradas por estudiosos com diferentes orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas: te\u00f3logos, fil\u00f3sofos, te\u00f3ricos liter\u00e1rios, linguistas, fil\u00f3logos, semi\u00f3logos, culturalistas etc.; cada um deles, confinado \u00e0 sua zona de conforto, postula, a partir da\u00ed, proposi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o poucas vezes desembocam em doxografia<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p><p>Com vista a evitar fundamentos te\u00f3ricos que resultem hipostasiados<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, torna-se imprescind\u00edvel, primeiramente, identificar os <em>objectos<\/em> ou <em>materiais <\/em>que constituem o campo categorial da ci\u00eancia com a qual nos vamos relacionar e saber que tipo de comportamento devemos adoptar face a esses <em>objectos <\/em>ou <em>materiais <\/em>para uma melhor abordagem do fen\u00f3meno a ser observado. O campo categorial \u00e9 <em>a Tradutologia, <\/em>que fruto da interdisciplinaridade das ci\u00eancias humanas exige conceitos de outras \u00e1reas para uma fundamenta\u00e7\u00e3o mais rigorosa dos diferentes fen\u00f3menos resultantes da pr\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o. Mas isso n\u00e3o significa que qualquer postulado, sobretudo de outros campos categoriais, mesmo os mais afins, se concretizem efectivamente como teoria da tradu\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p><p>No \u00e2mbito da tradu\u00e7\u00e3o, debatemo-nos com diferentes factos ou fen\u00f3menos, ou seja, h\u00e1 uma pluralidade de materiais pass\u00edveis de serem estudados e que ultrapassam, at\u00e9 certo ponto, o dom\u00ednio daquela que foi institu\u00edda como <em>a Disciplina<\/em>, no caso, <em>a Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o,<\/em> equivocadamente apresentada como sin\u00f3nima de <em>Tradutologia<\/em>.<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>in Ciberd\u00favidas da L\u00edngua Portuguesa, <a href=\"https:\/\/ciberduvidas.iscte\">https:\/\/ciberduvidas.iscte<\/a>iul.pt\/consultorio\/perguntas\/patologia\/9698 [consultado em 04-06-2020]<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Disciplina\u00a0que\u00a0estuda\u00a0a\u00a0tradu\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0os\u00a0seus\u00a0aspectos\u00a0te\u00f3ricos,\u00a0t\u00e9cnicos\u00a0e\u00a0metodol\u00f3gico<strong>&#8220;tradutologia&#8221;<\/strong>, in Dicion\u00e1rio Priberam da L\u00edngua Portuguesa [emlinha],<a href=\"https:\/\/dicionario.priberam.org\/tradutologia\">https:\/\/dicionario.priberam.org\/tradutologia<\/a>\u00a0[consultado em 27-05-2020].<\/p><p>\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Doxografia \u00e9 todo o saber ou conhecimento que resulta referido, citado ou isolado acriticamente em um passado hist\u00f3rico, ou em um presente descritivo irrelevante como tal presente. No \u00e2mbito da literatura, a doxografia conduz a interpreta\u00e7\u00f5es insulares, hist\u00f3ricas, acr\u00edticas, afastadas do presente, distantes de toda incid\u00eancia no mundo contempor\u00e2neo. (Maestro, 20015)<\/p><p>\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Relativo \u00e0 hipostasia que \u00e9 definida, nos termos do dicion\u00e1rio de Filosofia, como o equ\u00edvoco cognitivo, de percep\u00e7\u00e3o falsa caracterizado pela atribui\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia concreta e objectiva (exist\u00eancia substancial) a determinada realidade fict\u00edcia, abstracta ou meramente restrita \u00e0 incorporalidade do pensamento humano.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-013574f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"013574f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>[1]in Ciberd\u00favidas da L\u00edngua Portuguesa, <a href=\"https:\/\/ciberduvidas.iscte\">https:\/\/ciberduvidas.iscte<\/a>iul.pt\/consultorio\/perguntas\/patologia\/9698 [consultado em 04-06-2020]<\/p><p>[1]Disciplina\u00a0que\u00a0estuda\u00a0a\u00a0tradu\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0os\u00a0seus\u00a0aspectos\u00a0te\u00f3ricos,\u00a0t\u00e9cnicos\u00a0e\u00a0metodol\u00f3gico<strong>&#8220;tradutologia&#8221;<\/strong>, in Dicion\u00e1rio Priberam da L\u00edngua Portuguesa [emlinha],<a href=\"https:\/\/dicionario.priberam.org\/tradutologia\">https:\/\/dicionario.priberam.org\/tradutologia<\/a>\u00a0[consultado em 27-05-2020].<\/p><p>\u00a0<\/p><p>[1] Doxografia \u00e9 todo o saber ou conhecimento que resulta referido, citado ou isolado acriticamente em um passado hist\u00f3rico, ou em um presente descritivo irrelevante como tal presente. No \u00e2mbito da literatura, a doxografia conduz a interpreta\u00e7\u00f5es insulares, hist\u00f3ricas, acr\u00edticas, afastadas do presente, distantes de toda incid\u00eancia no mundo contempor\u00e2neo. (Maestro, 20015)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>[1]Relativo \u00e0 hipostasia que \u00e9 definida, nos termos do dicion\u00e1rio de Filosofia, como o equ\u00edvoco cognitivo, de percep\u00e7\u00e3o falsa caracterizado pela atribui\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia concreta e objectiva (exist\u00eancia substancial) a determinada realidade fict\u00edcia, abstracta ou meramente restrita \u00e0 incorporalidade do pensamento humano.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cb4e5fb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cb4e5fb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o resulta do imperativo dial\u00e9ctico que obriga as ci\u00eancias a se especializarem. Queremos com isto dizer que nenhuma ci\u00eancia se ocupa de todos os fen\u00f3menos e que, por vezes, elas se expandem ao ponto de darem origem a outros campos categoriais. Como esta separa\u00e7\u00e3o leva tempo e pede abordagens profundas, a Teoria da tradu\u00e7\u00e3o tem sido confundida como um facto de natureza filol\u00f3gica \u2013 portanto, fossilizada \u2013 residindo ambiguamente entre os estudos liter\u00e1rios e a lingu\u00edstica at\u00e9 se tornar uma disciplina por m\u00e9rito pr\u00f3prio e se tornar igualmente amb\u00edgua.<\/p><p>Por ser <em>uma forma de conhecimento <\/em>ligeiramente recente, a Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o passou a designar todo o saber relativo aos factos resultantes da tradu\u00e7\u00e3o (historiografia da tradu\u00e7\u00e3o e conceitos, principalmente). Por\u00e9m, se a interpretarmos dialecticamente, isto \u00e9, \u00e0 luz da Filosofia Anal\u00edtica, compreenderemos que a Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o, nos termos <em>monistas<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em> como \u00e9 apresentada, principalmente por iner\u00eancia do lexema <em>teoria, <\/em>que \u00e9, em conson\u00e2ncia com Maestro (2017, p.78) \u2013 \u00abun concepto sint\u00e1ctico, un sistema de proposiciones que derivan de una axiom\u00e1tica, es decir, de um sistema de conceptos\u00bb \u2013 se constituir\u00e1 como um campo categorial confuso, sem um espec\u00edfico objecto de estudo definido.<\/p><p>O <em>Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa Contempor\u00e2nea<\/em> da Academia de Ci\u00eancias de Lisboa (2001, p.3543) define teoria como <em>um conjunto de ideias, de conceitos, de princ\u00edpios fundamentais organizados num sistema coerente e aplicados a um qualquer dom\u00ednio cient\u00edfico.<\/em><\/p><p>Por conseguinte, a <em>Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o <\/em>ser\u00e1 o conhecimento conceptual dos factos derivados da tradu\u00e7\u00e3o e ter\u00e1, como objecto de estudo, todos os acontecimentos decorrentes deste exerc\u00edcio, que consequentemente concorrer\u00e3o para a elabora\u00e7\u00e3o de um invent\u00e1rio de conceitos ou para o estabelecimento de um sistema de teorias.<\/p><p>Ainda assim, tais factos requerer\u00e3o tamb\u00e9m uma inser\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, uma vez que acontecem efectivamente dentro de um contexto esp\u00e1cio-temporal, sugerindo, deste modo, uma <em>Historiografia da Tradu\u00e7\u00e3o<\/em>, interessada em determinar a posi\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno em observa\u00e7\u00e3o (textos sagrados, textos liter\u00e1rios, documentos, tradutores, leitores, etc.) em seu sistema hist\u00f3rico. A tradu\u00e7\u00e3o da <em>B\u00edblia Sagrada<\/em>, por exemplo, foi<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>De<em>monismo<\/em> (do grego \u03bc\u03cc\u03bd\u03bf\u03c2 m\u00f3nos, &#8220;sozinho, \u00fanico&#8221;) \u00e9 o nome dado \u00e0s teorias filos\u00f3ficas que defendem a unidade da realidade como um todo. A Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o, fruto da dimens\u00e3o ontol\u00f3gica e sem\u00e2ntica do sintagma <em>teoria da tradu\u00e7\u00e3o<\/em>, n\u00e3o se deve ocupar de todos os fen\u00f3menos derivados dessa actividade.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-79b38e6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"79b38e6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>[1]De<em>monismo<\/em> (do grego \u03bc\u03cc\u03bd\u03bf\u03c2 m\u00f3nos, &#8220;sozinho, \u00fanico&#8221;) \u00e9 o nome dado \u00e0s teorias filos\u00f3ficas que defendem a unidade da realidade como um todo. A Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o, fruto da dimens\u00e3o ontol\u00f3gica e sem\u00e2ntica do sintagma <em>teoria da tradu\u00e7\u00e3o<\/em>, n\u00e3o se deve ocupar de todos os fen\u00f3menos derivados dessa actividade.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-237a372 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"237a372\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>um marco impactante com implica\u00e7\u00f5es historicamente reconhecidas em todo o mundo, provocando altera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e culturais. Quem deve explicar este facto \u00e9 a Historiografia da Tradu\u00e7\u00e3o em conson\u00e2ncia com outros campos, e n\u00e3o propriamente a Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o, que para este caso serviria apenas de aux\u00edlio. A <em>Hist\u00f3ria<\/em> precisa desenvolver-se atrav\u00e9s de um exerc\u00edcio dial\u00e9ctico que recorre geralmente a uma <em>pauta de conceitos<\/em>.<\/p><p>No entanto, caber\u00e1 \u00e0 <em>Cr\u00edtica da Tradu\u00e7\u00e3o<\/em> analisar dialecticamente os procedimentos usados no processo da tradu\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de um estudo comparado, envolvendo a obra da l\u00edngua de partida e a obra da l\u00edngua de chegada. <em>Cr\u00edtica da Tradu\u00e7\u00e3o<\/em> ser\u00e1 assim a an\u00e1lise contrastiva entre a obra escrita originalmente numa determinada l\u00edngua e sua (s) respectiva (s) vers\u00e3o \/ vers\u00f5es. Com efeito, o cr\u00edtico dever\u00e1 ter dom\u00ednio das duas l\u00ednguas e consequentemente das duas culturas e, tratando-se de obra liter\u00e1ria, dever\u00e1 conhecer os princ\u00edpios est\u00e9ticos que orientam a actividade criadora do autor em quest\u00e3o, isto \u00e9, a sua <em>po\u00e9tica<\/em>.<\/p><p>Importa referir que as tr\u00eas disciplinas que aqui elenc\u00e1mos se complementam e s\u00e3o indissoci\u00e1veis por imperativo dial\u00e9ctico. Por esse motivo, v\u00e1rios te\u00f3ricos ignoram ou t\u00eam dificuldade em identific\u00e1-las. Todavia, vamos refor\u00e7ar aqui que \u00e9 um facto que tais disciplinas evidenciam tr\u00eas maneiras diferentes de abordar a tradu\u00e7\u00e3o enquanto fen\u00f3meno pass\u00edvel de ser observado e consequentemente estudado e que formam a <em>Tradutologia <\/em>como um amplo campo de estudo que tratar\u00e1 da teoria, descri\u00e7\u00e3o, historiografia e aplica\u00e7\u00e3o das tradu\u00e7\u00f5es.<\/p><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Tradutologia n\u00e3o s\u00f3 estuda a tradu\u00e7\u00e3o como um processo de transfer\u00eancia entre l\u00ednguas, mas tamb\u00e9m como comunica\u00e7\u00e3o intercultural, inscrevendo-se assim como uma macro-disciplina que palmilha nos mais diversos campos das Ci\u00eancias Humanas, tais como a literatura comparada, os estudos culturais, a lingu\u00edstica, a filosofia, a semi\u00f3tica, etc.; estendendo-se at\u00e9 \u00e0 Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o. Os Estudos de tradu\u00e7\u00e3o geralmente s\u00e3o associados \u00e0 Interpreta\u00e7\u00e3o, embora os dois configurem campos conceptuais distintos.<\/p><p>A Tradutologia implica uma avalia\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o enquanto pr\u00e1tica concreta e procura compreender o processo de transfer\u00eancia entre as mais diversas l\u00ednguas e culturas.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5e2ff67 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5e2ff67\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-df6942b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"df6942b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Academia de Ci\u00eancias de Lisboa. O <em>Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa Contempor\u00e2nea<\/em> (2001). Lisboa:Verbo.<\/p><p>Martins, M. A. P. As Contribui\u00e7\u00f5es de Andr\u00e9 Lefevere e Lawrence Venuti para a Teoria da Tradu\u00e7\u00e3o. Cadernos de Letras (UFRJ) n.27 \u2013 dez. 2010.http:\/\/www.letras.ufrj.br\/<\/p><p>Maestro, J.<em>Cr\u00edtica de la Raz\u00f3n Liter\u00e1ria<\/em>, Editorial Academia del Hispanismo \u2013 2017.<\/p><p>Passos, M. H. P. (2011). <em>Da cr\u00edtica gen\u00e9tica \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria: Uma interdisciplinaridade.<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora Horizonte.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(A busca pela terminologia e a necessidade de Especializa\u00e7\u00e3o) Tal como a Literatura que, enquanto arte sempre esteve entre as actividades humanas e precedeu os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[164],"tags":[168],"ppma_author":[174],"class_list":["post-11645","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-traducao","tag-traducao"],"aioseo_notices":[],"authors":[{"term_id":174,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"simbad","display_name":"H\u00e9lder Simbad","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png"},"author_category":"1","first_name":"H\u00e9lder","last_name":"Simbad","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13055,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11645\/revisions\/13055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11645"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=11645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}