{"id":11611,"date":"2024-02-18T17:03:21","date_gmt":"2024-02-18T17:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=11611"},"modified":"2025-04-27T15:43:09","modified_gmt":"2025-04-27T15:43:09","slug":"no-encalco-do-on-linguistic-aspects-of-translation-de-roman-jakobson","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2024\/02\/18\/no-encalco-do-on-linguistic-aspects-of-translation-de-roman-jakobson\/","title":{"rendered":"No Encal\u00e7o do On Linguistic Aspects of Translation de Roman Jakobson"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11611\" class=\"elementor elementor-11611\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dfd3482 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"dfd3482\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-182b3ce elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"182b3ce\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">(Tipos de Tradu\u00e7\u00e3o)\n<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-01b385a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"01b385a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><em>On Linguistic Aspects Of Translation<\/em> \u00e9 um dos mais importantes trabalhos no dom\u00ednio da tradu\u00e7\u00e3o, produzido pelo linguista russo Roman Jakobson, no qual re\u00fane um conjunto de postula\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias sobre os aspectos lingu\u00edsticos da tradu\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Roman Jakobson come\u00e7a a sua abordagem citando Bertrand Russell<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, para quem ningu\u00e9m podia compreender a palavra <em>cheese<\/em><em> (queijo)<\/em>, a menos que esta pessoa tivesse um conhecimento n\u00e3o-lingu\u00edstico de tallexema. Colocando a \u00eanfase nos aspectos lingu\u00edsticos dos problemas tradicionais da Filosofia, na linha dos fundamentos de Russell, postula que ningu\u00e9m pode entender a palavra <em>cheese <\/em>a menos que esta pessoa conhe\u00e7a o significado atribu\u00eddo a essa palavra no c\u00f3digo lexical do ingl\u00eas.<\/p><p>Segundo Jakobson, qualquer representante de uma cultura culin\u00e1ria sem queijo entender\u00e1 a palavra em ingl\u00eas<em> cheese <\/em>se ele estiver ciente de que nessa l\u00edngua significa <em>alimento obtido pela coagula\u00e7\u00e3o do leite. <\/em>Sobre esse aspecto, entr\u00e1mos em contacto com alguns falantes nativos de l\u00ednguas angolanas de origem bantu (Kimbundu e Ibinda), procurando saber o significado de queijo nessas l\u00ednguas e o resultado foi o espect\u00e1vel: n\u00e3o h\u00e1. Isto ocorre porque as palavras existem para nomear alguma coisa e, no entanto, nas nossas diversas culturas gastron\u00f3micas, pelo que verific\u00e1mos, n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de queijo. O mesmo n\u00e3o se pode dizer do resto de \u00c1frica, porquanto, segundo Iskander (2010), em 3100 A.C., em Saqqara, Egipto, na sepultura do rei Hor-Aha, foram descobertos dois recipientes de cer\u00e2mica. Em cada um deles figuravam hier\u00f3glifos correspondentes \u00e0 palavra seret, cujo sentido era ignorado e, depois de uma an\u00e1lise qu\u00edmica, descobriu-se que os dois vasos continham queijo; concluiu\u2011se ent\u00e3o que seret significava queijo<em>. <\/em>Em portugu\u00eas, a moderna palavra queijo surgiu por interm\u00e9dio do espanhol queso, do ano 980, documentado em portugu\u00eas sob a forma queso em 1188<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p><p>Roman Jakobson, a partir dessa perspectiva, centrando a sua an\u00e1lise para al\u00e9m da palavra <em>cheese<\/em>, em <em>apple, nectar, acquaintance, but, mere<\/em>, conclui que todas as palavras ou frases que tenham uma natureza lingu\u00edstica se constituem como factos semi\u00f3ticos<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a63d74 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5a63d74\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>[1] &#8220;No one can understand the word &#8216;cheese&#8217; unless he has a nonlinguistic acquaintance with cheese.&#8221;<\/p><p>[1] https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Queijo<\/p><p>[1] The meaning of the words &#8220;cheese,&#8221; &#8220;apple,&#8221; &#8220;nectar,&#8221; &#8220;acquaintance, &#8220;&#8221;but,&#8221; &#8220;mere, &#8220;and of any word or phrase whatsoever is, definitely a linguistic- or to be more precise and less narrow- a<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c56a03c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c56a03c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Por\u00e9m conv\u00e9m real\u00e7ar que, em nosso entendimento, para se ser palavra ou para se constitu\u00edrem em frase, estas, por si s\u00f3, encerram j\u00e1 esta natureza. Al\u00e9m disso, uma palavra por si s\u00f3, s\u00f3 se constitui como facto semi\u00f3tico se ela for plena em significado e capaz de formar uma frase, pois, em termos morfol\u00f3gicos, existem diferentes unidades de significa\u00e7\u00e3o, dentre as quais, imp\u00f5e-se que pensemos em, morfemas<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>e lexemas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Por mais reduzido que seja um morfema, ainda assim \u00e9 capaz, de, em termos lexicogr\u00e1ficos, explicar o conte\u00fado sem\u00e2ntico de um lexema, logo, tem sempre uma natureza lingu\u00edstica que, no entanto, n\u00e3o se constitui como facto semi\u00f3tico, pois, o facto semi\u00f3tico, de acordo com Camocardi e Flory (2003, p.134) \u201capresenta-se como um texto, no sentido de fala completa, ou seja, enquanto o facto lingu\u00edstico termina na frase, o facto semi\u00f3tico \u00e9 transfrasal e verifica-se em qualquer linguagem: pict\u00f3rica, televisiva, etc\u201d. Na verdade, ainda na sequ\u00eancia dessas autoras relativamente a tridimensionalidade do facto semi\u00f3tico, o facto lingu\u00edstico se verifica na primeira dimens\u00e3o do facto semi\u00f3tico, pois, este encerra tr\u00eas dimens\u00f5es: a sint\u00e1ctica (rela\u00e7\u00e3o dos signos entre si, independente do conte\u00fado),a sem\u00e2ntica (rela\u00e7\u00e3o do signo e o referente) e a pragm\u00e1tica (rela\u00e7\u00e3o entre signo e seus int\u00e9rpretes).<\/p><p>Roman Jakobson<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, dizendo-se nas vestes de linguista e como mero usu\u00e1rio comum da l\u00edngua, declara, referindo-se provavelmente \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o intralingue, que o significado de qualquer signo lingu\u00edstico \u00e9 a sua tradu\u00e7\u00e3o para um outro signo alternativo. No entanto, sabemos que existem signos que em termos de vocabul\u00e1rios s\u00e3o \u00fanicos, sendo apenas poss\u00edvel a sua conceitua\u00e7\u00e3o e geralmente, no \u00e2mbito da tradu\u00e7\u00e3o interlingue, por exemplo, aparecem na l\u00edngua portuguesa como empr\u00e9stimos, sendo, portanto, lidos e grafados do mesmo jeito com que foram concebidos.<\/p><p>O Linguista Russo distingue tr\u00eas maneiras de interpretar um sinal verbal, pois, na sua vis\u00e3o, ele pode ser traduzido em outros sinais do mesmo idioma, em outro idioma<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><em>Em morfologia, um morfema (gramatical) \u00e9 um monema dependente, isto \u00e9, o fragmento m\u00ednimo capaz de expressar significado ou a menor unidade significativa que se pode identificar. [1] \u00c9 um constituinte morfol\u00f3gico<\/em>. <strong>Dicion\u00e1rio Terminol\u00f3gico para consulta em linha<\/strong>. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia de Portugal. Consultado em 17 de Fevereiro de 2014. Arquivado do original em 27 de Julho de 2009.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Em lexicologia estrutural, lexema \u00e9 a &#8220;unidade m\u00ednima distintiva do sistema sem\u00e2ntico de uma l\u00edngua que re\u00fane todas as flex\u00f5es de uma mesma palavra.&#8221;Em termos simplificados, \u00e9 a parte de uma palavra que constitui uma unidade m\u00ednima dotada de significado lexical. <strong>Dicion\u00e1rioeletr\u00f3nico de TermosLingu\u00edsticos<\/strong>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> For us, both as linguists and as ordinary word-users, the meaning of any linguistic sign is its translation into some further, alternative sign.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-262d7c3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"262d7c3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>semiotic fact.<\/p><p>[1]<em>Em morfologia, um morfema (gramatical) \u00e9 um monema dependente, isto \u00e9, o fragmento m\u00ednimo capaz de expressar significado ou a menor unidade significativa que se pode identificar. [1] \u00c9 um constituinte morfol\u00f3gico<\/em>. <strong>Dicion\u00e1rio Terminol\u00f3gico para consulta em linha<\/strong>. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia de Portugal. Consultado em 17 de Fevereiro de 2014. Arquivado do original em 27 de Julho de 2009.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>[1] Em lexicologia estrutural, lexema \u00e9 a &#8220;unidade m\u00ednima distintiva do sistema sem\u00e2ntico de uma l\u00edngua que re\u00fane todas as flex\u00f5es de uma mesma palavra.&#8221;Em termos simplificados, \u00e9 a parte de uma palavra que constitui uma unidade m\u00ednima dotada de significado lexical. <strong>Dicion\u00e1rioeletr\u00f3nico de TermosLingu\u00edsticos<\/strong>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>[1] For us, both as linguists and as ordinary word-users, the meaning of any linguistic sign is its translation into some further, alternative sign.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6743029 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6743029\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>ou ainda em outro sistema n\u00e3o-verbal de s\u00edmbolos. Esses tr\u00eas tipos de tradu\u00e7\u00e3o, segundo Roman Jakobson, devem ser rotulados de forma diferente:<\/p><p>1) Tradu\u00e7\u00e3o intralingue ou reformula\u00e7\u00e3o (<em>rewording<\/em>): \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o de signos verbais por meio de outros signos da mesma l\u00edngua.<\/p><p>2) Tradu\u00e7\u00e3o interlingue ou tradu\u00e7\u00e3o em seu sentido comum: consiste na interpreta\u00e7\u00e3o de sinais verbais por meio de outra l\u00edngua.<\/p><p>3) Tradu\u00e7\u00e3o intersemi\u00f3tica ou transmuta\u00e7\u00e3o \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o de signos verbais por meio de sistemas de signos n\u00e3o-verbais.<\/p><p>Nos termos do estruturalista russo, a tradu\u00e7\u00e3o intralingue de uma palavra d\u00e1-se por via da sinon\u00edmia, no entanto, adverte que, por vezes, pode n\u00e3o haver equival\u00eancia completa e toma como exemplo <em>Every celibate is a bachelor, but not every bachelor is a celibate<\/em>. Na verdade, celibate <em>(celibat\u00e1rio<\/em>) e <em>bachelor (solteiro) revelam um mesmo estado<\/em>. Em certa medida s\u00e3o sin\u00f3nimos. No entanto, ontologicamente cada uma das palavras veicula um estado ou ideias diferentes. O celibat\u00e1rio \u00e9 um estado que se d\u00e1 atrav\u00e9s de um v\u00ednculo religioso, transformando metaforicamente humanos em noivas de cristo; ao passo que o <em>estar solteiro como tal <\/em>refere-se a um estado civil que pode ser tempor\u00e1rio e mudar por via de um v\u00ednculo civil ou religioso denominado casamento.<\/p><p>Para o autor, a n\u00edvel da tradu\u00e7\u00e3o interlingue, normalmente n\u00e3o existe nenhuma equival\u00eancia completa entre as unidades de c\u00f3digo, enquanto as mensagens podem servir como interpreta\u00e7\u00f5es adequadas de unidades ou mensagens de c\u00f3digos estranhos.<\/p><p>O principal problema da linguagem e a preocupa\u00e7\u00e3o central da lingu\u00edstica, para Roman Jakobson, \u00e9 a quest\u00e3o central equival\u00eancia na diferen\u00e7a, devendo o linguista actuar como int\u00e9rprete diante de qualquer mensagem verbal. Nenhuma amostra lingu\u00edstica, adverte Roman Jakobson (1959, p.234), \u201cpode ser interpretada pela ci\u00eancia da linguagem sem uma tradu\u00e7\u00e3o dos signos em outros signos do mesmo sistema ou em signos de outro sistema\u201d.<\/p><p>Roman Jakobson, reconhecendo a complexidade da pr\u00e1tica e da teoria da tradu\u00e7\u00e3o, investe uma dura cr\u00edtica contra o mito do dogma da intradutibilidade:<\/p><p>Both the practice and the theory of translation abound with intricacies, and from time to time attempts are made to sever the Gordian knot by proclaiming the dogma of untranslatability. &#8220;Mr Everyman, the natural logician,&#8221; vividly imagined by B. L. Whorf, is<\/p><p>supposed to have arrived at the following bit of reasoning: &#8220;Facts are unlike to speakers whose language background provides for unlike formulation of them.&#8221;(p.234)<\/p><p>Segundo Roman Jakobson (1959, p.234), \u201ca faculdade de falar um determinado idioma implica uma faculdade de falar sobre esse idioma\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Esse postulado transforma qualquer indiv\u00edduo pertencente a determinada comunidade lingu\u00edstica em Gram\u00e1tico, Linguista e etc. Fala sobre determinada l\u00edngua quem tiver forma\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica ou a domina do ponto de vista gramatical.<\/p><p>Para o te\u00f3rico do Formalismo Russo, na poesia, <em>as equa\u00e7\u00f5es verbais tornam-se um princ\u00edpio construtivo do texto.<\/em><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> A faculty of speaking a given language implies a faculty of talking about this language.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-77f1a11 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"77f1a11\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>Categorias sint\u00e1ticas e morfol\u00f3gicas, ra\u00edzes e afixos, fonemas e seus componentes (caracter\u00edsticas distintivas) &#8211; em resumo, qualquer constituinte do c\u00f3digo verbal &#8211; s\u00e3o confrontados, justapostos, trazidos numa rela\u00e7\u00e3o cont\u00edgua de acordo com o princ\u00edpio da similaridade e contraste e carregam sua pr\u00f3pria significa\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma. Fon\u00eamico a semelhan\u00e7a \u00e9 sentida como relacionamento sem\u00e2ntico. <\/em>(Jakobson,1959, p.238)<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-62c5752 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"62c5752\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Segundo Jakobson (1959), o trocadilho, ou usar um termo mais erudito e talvez mais preciso &#8211; paronomasia, reina sobre a arte po\u00e9tica, e se seu governo \u00e9 absoluto ou limitado, a poesia por defini\u00e7\u00e3o \u00e9 intraduz\u00edvel. Somente a transposi\u00e7\u00e3o criativa \u00e9 poss\u00edvel: transposi\u00e7\u00e3o intralingual &#8211; de uma forma po\u00e9tica para outra, transposi\u00e7\u00e3o interlingual &#8211; de um idioma para outro, ou finalmente transposi\u00e7\u00e3o intersemi\u00f3tica &#8211; de um sistema de sinais para noutro, por exemplo, da arte verbal \u00e0 m\u00fasica, dan\u00e7a, cinema ou pintura.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6e8e05c elementor-icon-list--layout-traditional elementor-list-item-link-full_width elementor-widget elementor-widget-icon-list\" data-id=\"6e8e05c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"icon-list.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<ul class=\"elementor-icon-list-items\">\n\t\t\t\t\t\t\t<li class=\"elementor-icon-list-item\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-icon\">\n\t\t\t\t\t\t\t<svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-long-arrow-alt-right\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M313.941 216H12c-6.627 0-12 5.373-12 12v56c0 6.627 5.373 12 12 12h301.941v46.059c0 21.382 25.851 32.09 40.971 16.971l86.059-86.059c9.373-9.373 9.373-24.569 0-33.941l-86.059-86.059c-15.119-15.119-40.971-4.411-40.971 16.971V216z\"><\/path><\/svg>\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-text\">Carmocardi, E.M e Flory,S.F.V(2003).Estrat\u00e9gias de persuas\u00e3o em textos jornal\u00edsticos, publicit\u00e1rios e liter\u00e1rios. Arte e Ci\u00cancia Editora.S\u00e3o Paulo.<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/li>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<li class=\"elementor-icon-list-item\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-icon\">\n\t\t\t\t\t\t\t<svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-long-arrow-alt-right\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M313.941 216H12c-6.627 0-12 5.373-12 12v56c0 6.627 5.373 12 12 12h301.941v46.059c0 21.382 25.851 32.09 40.971 16.971l86.059-86.059c9.373-9.373 9.373-24.569 0-33.941l-86.059-86.059c-15.119-15.119-40.971-4.411-40.971 16.971V216z\"><\/path><\/svg>\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-text\">Iskander Z. (2010). Tradu\u00e7\u00e3o de palavras antigas desconhecidas. Em Hist\u00f3ria geral da \u00c1frica, I: Metodologia e pr\u00e9-hist\u00f3ria da \u00c1frica \/ editado por Joseph Ki\u2011Zerbo. \u2013 2.ed. rev. \u2013 Bras\u00edlia: UNESCO.<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/li>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<li class=\"elementor-icon-list-item\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-icon\">\n\t\t\t\t\t\t\t<svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-long-arrow-alt-right\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M313.941 216H12c-6.627 0-12 5.373-12 12v56c0 6.627 5.373 12 12 12h301.941v46.059c0 21.382 25.851 32.09 40.971 16.971l86.059-86.059c9.373-9.373 9.373-24.569 0-33.941l-86.059-86.059c-15.119-15.119-40.971-4.411-40.971 16.971V216z\"><\/path><\/svg>\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-icon-list-text\">Jakobson, R. (1959). On linguistic aspects of translation. In R. Brower (ed.), On translation, 232\u2013239. Cambridge, MA: Harvard University Press.<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/li>\n\t\t\t\t\t\t<\/ul>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-647a782 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"647a782\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>[1] A faculty of speaking a given language implies a faculty of talking about this language.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-eeee7e8 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"eeee7e8\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8dd3539 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"8dd3539\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/translationsite.wordpress.com\/2011\/04\/17\/roman-jakobson\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/encalco-ban1.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">https:\/\/translationsite.wordpress.com\/2011\/04\/17\/roman-jakobson\/<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-429e7c6 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"429e7c6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/encalco-ban2.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o http:\/\/www.vialibras.letras.ufrj.br\/<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Tipos de Tradu\u00e7\u00e3o) On Linguistic Aspects Of Translation \u00e9 um dos mais importantes trabalhos no dom\u00ednio da tradu\u00e7\u00e3o, produzido pelo linguista russo Roman Jakobson, no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[164],"tags":[168],"ppma_author":[174],"class_list":["post-11611","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-traducao","tag-traducao"],"aioseo_notices":[],"authors":[{"term_id":174,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"simbad","display_name":"H\u00e9lder Simbad","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/autor_hsimbad-n-1.png"},"author_category":"1","first_name":"H\u00e9lder","last_name":"Simbad","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13056,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11611\/revisions\/13056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11611"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=11611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}