{"id":11602,"date":"2024-02-18T16:40:13","date_gmt":"2024-02-18T16:40:13","guid":{"rendered":"https:\/\/heldersimbad.org\/?p=11602"},"modified":"2025-04-27T15:43:09","modified_gmt":"2025-04-27T15:43:09","slug":"da-teoria-dos-quatro-discursos-a-ordem-do-discurso-interdicao-da-fala-em-angola-e-o-discurso-politico-partidario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/2024\/02\/18\/da-teoria-dos-quatro-discursos-a-ordem-do-discurso-interdicao-da-fala-em-angola-e-o-discurso-politico-partidario\/","title":{"rendered":"Da Teoria dos Quatro Discursos \u00e0 Ordem do Discurso: interdi\u00e7\u00e3o da fala em Angola e o discurso pol\u00edtico-partid\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11602\" class=\"elementor elementor-11602\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-77ab331 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"77ab331\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-82206cd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"82206cd\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Entendemos o discurso como a representa\u00e7\u00e3o verbal de qualquer pensamento individual ou colectivo. Por conseguinte, a ideia bin\u00e1ria da exist\u00eancia de um pensamento individual e de um outro colectivo remete para \u00e0 <em>Ordem do Discurso<\/em> foucaulteano, que gravita entre o desejo do sujeito e a vontade das institui\u00e7\u00f5es que administram o poder, pois \u201co discurso est\u00e1 na ordem das leis\u201d (Foucault, 1996, p.7).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-02d2895 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"02d2895\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ban-art2a.png\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e250403 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e250403\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Carvalho (1997) apreende nas obras de\u00a0<a href=\"https:\/\/contraosacademicos.com.br\/biblioteca\/lista-de-leitura-aristoteles\/\">Arist\u00f3teles<\/a>\u00a0uma ideia medular, que, de acordo com seu entendimento, se afigura de suma import\u00e2ncia para a compreens\u00e3o da sua filosofia. A essa ideia denomina\u00a0<em>Teoria dos Quatro Discursos<\/em> e entende que, na vis\u00e3o do autor grego,\u00a0\u201co discurso humano \u00e9 uma pot\u00eancia \u00fanica, que se atualiza de quatro maneiras diversas: a po\u00e9tica, a ret\u00f3rica, a dial\u00e9tica e a anal\u00edtica (l\u00f3gica) \u201d. Consequentemente, tais modalidades discursivas configurariam quatro ci\u00eancias do discurso, por via das quais \u201co homem pode, pela palavra, influenciar a mente de outro homem (ou a sua pr\u00f3pria) \u201d.<\/p><p>Segundo Carvalho (Ibidem),<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f03bf49 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f03bf49\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 120px;\">(a) O discurso po\u00e9tico versa sobre o\u00a0<em>poss\u00edvel<\/em><a name=\"_ftnref17\"><\/a>\u00a0, dirigindo-se sobretudo \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, que capta aquilo que ela mesma presume;<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00a0(b) O discurso ret\u00f3rico tem por objeto o\u00a0<em>veross\u00edmil<\/em>\u00a0 e por meta a produ\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<em>cren\u00e7a<\/em>\u00a0<em>firme<\/em>\u00a0 que sup\u00f5e, para al\u00e9m da mera presun\u00e7\u00e3o imaginativa, a anu\u00eancia da\u00a0<em>vontade<\/em>; e <strong>o <\/strong>homem influencia a vontade de um outro homem por meio da persuas\u00e3o, que \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica fundada nas cren\u00e7as comuns. (\u2026), o discurso ret\u00f3rico deve produzir uma\u00a0<em>decis\u00e3o<\/em>, mostrando que ela \u00e9 a mais adequada ou conveniente dentro de um determinado quadro de cren\u00e7as admitidas.<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">(c) O discurso dial\u00e9tico j\u00e1 n\u00e3o se limita a sugerir ou impor uma cren\u00e7a, mas submete as cren\u00e7as \u00e0 prova, mediante ensaios e tentativas de traspass\u00e1-las por obje\u00e7\u00f5es. \u00c9 o pensamento que vai e vem, por vias transversas, buscando a verdade entre os erros e o erro entre as verdades). O discurso dial\u00e9tico mede enfim, por ensaios e erros, a\u00a0<em>probabilidade<\/em>\u00a0maior ou menor de uma cren\u00e7a ou tese, n\u00e3o segundo sua mera concord\u00e2ncia com as cren\u00e7as comuns, mas segundo as exig\u00eancias superiores da racionalidade e da informa\u00e7\u00e3o acurada.<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 120px;\">(d) O discurso l\u00f3gico ou anal\u00edtico, finalmente, partindo sempre de premissas admitidas como indiscutivelmente certas, chega, pelo encadeamento silog\u00edstico, \u00e0\u00a0<em>demonstra\u00e7\u00e3o certa<\/em> da veracidade das conclus\u00f5es.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7fc2059 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7fc2059\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/heldersimbad.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/51IhvbJJXDL._AC_UF10001000_QL80_.jpg\" title=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6dc3277 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6dc3277\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Na nossa sociedade, o primeiro discurso, o po\u00e9tico, fora do universo art\u00edstico, s\u00f3 pode ser assumido, ap\u00f3s uma an\u00e1lise dial\u00e9ctica, em termos metaf\u00f3ricos, como condi\u00e7\u00e3o pejorativa da ret\u00f3rica pol\u00edtica, em sede de devaneios eleitorais que geralmente acompanham os partidos pol\u00edticos durante este processo.<\/p><p>O discurso pol\u00edtico-partid\u00e1rio, no \u00e2mbito da teoria dos <em>Quatro Discursos Aristot\u00e9licos<\/em>, figura no discurso ret\u00f3rico, sendo, em Angola, o hegem\u00f3nico. Desde a Independ\u00eancia Nacional que o discurso dominante \u00e9 o pol\u00edtico (o ret\u00f3rico) e parece-nos utopia, t\u00e3o cedo haver um eventual dom\u00ednio dos discursos dial\u00e9tico e l\u00f3gico, que, em nossa opini\u00e3o, regeriam qualquer sociedade normal.<\/p><p>At\u00e9 mais ou menos uma d\u00e9cada depois do alcance da paz efectiva, pelo menos a n\u00edvel interno, o discurso hegemonicamente predominante era o do MPLA. Entretanto, alguns lapsos de governa\u00e7\u00e3o com profunda repercuss\u00e3o social levaram \u00e0 descredibiliza\u00e7\u00e3o do discurso dominante e a ascens\u00e3o do discurso de uma oposi\u00e7\u00e3o que periodicamente procura extrair a sua fala mais nas ac\u00e7\u00f5es fracassadas do governo do que no \u00edmpeto de uma ret\u00f3rica pr\u00f3pria. \u00c9 mais f\u00e1cil falar do que fazer.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b6ea6f2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"b6ea6f2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Isaquiel-Cori.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-11396\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Isaquiel-Cori.png 300w, https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Isaquiel-Cori-100x100.png 100w, https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Isaquiel-Cori-260x260.png 260w, https:\/\/akweno.ao\/helder2\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Isaquiel-Cori-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8020df3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8020df3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Embora Foucault (1996. p9) nos advirta que \u201cn\u00e3o se tem o direito de dizer tudo, que n\u00e3o se pode falar de tudo em qualquer circunst\u00e2ncia, que qualquer um, enfim, n\u00e3o pode falar de qualquer coisa\u201d, tomamos, ainda assim, a toler\u00e2ncia como uma prerrogativa constitucional imprescind\u00edvel ignorada pelos principais partidos pol\u00edticos. Isso se deve devido a natureza conflituosa do jogo pol\u00edtico, que obriga as duas principais for\u00e7as pol\u00edticas ( MPLA vs UNITA) a disputarem a Ordem do discurso.<\/p><p>O MPLA, partido-estado, det\u00e9m o discurso oficial. A UNITA, principal partido na oposi\u00e7\u00e3o, contrap\u00f5e o discurso oficial apontando as fissuras da governa\u00e7\u00e3o. Ambos procuram impor a sua l\u00f3gica discursiva sobre o povo, resumindo-se nisso o antagonismo entre ambos.<\/p><p>A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de Angola, na primeira parte do n\u00ba 1. do Artigo 40.\u00ba , estabelece que \u00a0\u201ctodos t\u00eam o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opini\u00f5es, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito\u201d. Refor\u00e7a no n\u00ba 2 do mesmo artigo que \u201c o exerc\u00edcio dos direitos e liberdades constantes do n\u00famero anterior n\u00e3o pode ser impedido nem limitado por qualquer tipo ou forma de censura\u201d.<\/p><p>Entretanto, hoje, os sujeitos perderam a possibilidade de discursar livremente. A sua fala \u00e9 predeterminada pela ideologia. Todos pregam a intoler\u00e2ncia. Um elogio a uma atitude positiva do governo \u00e9 repudiada por militantes da oposi\u00e7\u00e3o. O rep\u00fadio a uma ac\u00e7\u00e3o negativa do governo conecta-nos imediatamente \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o. Quer-se com isso dizer, que o discurso dial\u00e9ctico e o discurso l\u00f3gico s\u00e3o combatidos quando ferem expectativas partid\u00e1rias e que hoje, segundo a l\u00f3gica discursiva partid\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 apartid\u00e1rios. O indiv\u00edduo pertence a este ou \u00e0quele partido.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p><p>A intoler\u00e2ncia, na sociedade angolana, atingiu propor\u00e7\u00f5es t\u00e3o alarmantes que quem, de forma aut\u00f3noma, faz o uso da fala perde a sua condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o e v\u00ea-se na obriga\u00e7\u00e3o de hastear uma bandeira partid\u00e1ria. Todo o discurso sobre a evolu\u00e7\u00e3o da socidade \u00e9 entendido como uma escolha pol\u00edtica.<\/p><p>Nos \u00faltimos anos, a ideia de povo tem sido obliterada e substitu\u00edda pela ideia de milit\u00e2ncia partid\u00e1ria, ou seja, praticamente j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 povo, apenas militantes. Os conflitos pol\u00edtico-partid\u00e1rios constituem factores de segrega\u00e7\u00e3o social, imp\u00f5em falas, anulam o discurso <em>aut\u00f3nomo. <\/em>Na esteira de Foucault (1996, p.9), \u00e0 par da sexualidade, a pol\u00edtica \u00e9, em nossos dias, a regi\u00e3o \u201conde a grade \u00e9 mais cerrada, onde os buracos negros se multiplicam \u201c, ou seja, \u00e9 um lugar de intoler\u00e2ncias. E todos os espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o de discurso d\u00e3o-nos estas provas. Enquanto o discurso pol\u00edtico-partid\u00e1rio imperar, n\u00e3o haver\u00e1 progresso. O progresso vem da dial\u00e9ctica que prega a toler\u00e2ncia e da l\u00f3gica que empresta racionalidade \u00e0s ac\u00e7\u00f5es. Os outros dois discursos, o po\u00e9tico e o ret\u00f3rico, s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o podem ser os predominantes. O primeiro gera devaneios; o segundo, sofismas. S\u00e3o meros artif\u00edcios decorativos.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-04d481b e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"04d481b\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e37df22 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"e37df22\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1ficas \n<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1abf061 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1abf061\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Carvalho, O. (1997). <a href=\"https:\/\/livrariacontraosacademicos.com.br\/aristoteles-em-nova-perspectiva?author_id=1\"><em>Arist\u00f3teles em Nova Perspectiva<\/em><\/a>. Rio, Topbooks.<\/p><p>Foucault, M. (1996). <em>A Ordem do Discurso<\/em>. Trad. : Sampaio, L. F. A. LOYOLA, S\u00e3o Paulo, Brasil.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entendemos o discurso como a representa\u00e7\u00e3o verbal de qualquer pensamento individual ou colectivo. 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