{"id":2874,"date":"2020-10-12T05:30:57","date_gmt":"2020-10-12T05:30:57","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/?p=2874"},"modified":"2024-07-29T21:59:47","modified_gmt":"2024-07-29T21:59:47","slug":"xcerto-do-conto-meu-reu-de-colarinho-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/xcerto-do-conto-meu-reu-de-colarinho-branco\/","title":{"rendered":"xcerto do conto \u201cMeu r\u00e9u de colarinho branco\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column]<div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722287123163\"  ><p style=\"text-align: justify;\">O conto \u201cMeu r\u00e9u de colarinho branco\u201d foi publicado em primeira m\u00e3o durante os anos oitenta no Jornal \u201cAngol\u00e9, Artes e Letras\u201d, publicado em Portugal, dirigido pelo escritor Adriano Botelho de Vasconcelos, \u00e0 \u00e9poca adido cultural em Portugal.<\/p>\n<\/div>[vc_single_image image=&#8221;2886&#8243; img_size=&#8221;350&#215;400&#8243; image_mask=&#8221;&#8221; image_decoration=&#8221;&#8221; animation=&#8221;none&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722288780354\"  ><p style=\"text-align: justify;\">\u201c&#8230;Manuel ia subindo e descendo os carreiros orlados de capim e arbustos. Descia e subia. Subia e descia. Pelos rasg\u00f5es dos quedes Jo\u00e3o Domingos notavam-se-lhe calos da geografia daquele bairro de casas de adobe, sob a sombra nocturna ainda em manto de nevoeiro. Por entre frestas das casas, mansamente, raios solares, abafavam a chama dos candeeiros a petr\u00f3leo. O grito dos galos confundia-se em altern\u00e2ncia com a voz de<\/p>\n<\/div>[vc_row_inner equal_height=&#8221;yes&#8221; gap=&#8221;20&#8243;][vc_column_inner width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;2891&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; animation=&#8221;none&#8221;]<div class=\"fl_custom_text__block\" style=color:#217fd1; ><p><strong>https:\/\/br.freepik.com<\/strong><\/p>\n<\/div>[\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/2&#8243;]<div class=\"fl_custom_text__block\"  ><p style=\"text-align: justify;\">comando dos meninos da OPA a invadir o sil\u00eancio orvalhado em ribombantes marchas militares. Encurtava a lonjura, Manuel, passo a passo, que o separava da lavra. Seus p\u00e9s estalavam raminhos que espantavam p\u00e1ssaros e os chilreios vibrantes em voo chamaram a aten\u00e7\u00e3o do velho Z\u00e9, madrugador refastelado na cadeira de lona e tinha a casita semeada por entre arvoredo denso e variegado. Com a caneca e a escova na m\u00e3o a polir os dentes, gritou: -Eu. A cuspir para o ch\u00e3o, endireitava o casaco. Era um velho fino, eivado de preconceitos que passava a vida a gabar o filho seminarista, engenheiro, desaparecido algures na guerrilha da luta de liberta\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia. Mo\u00e7o alto, Manuel, de figura seca atrofiada pela pneumonia contra\u00edda na inf\u00e2ncia esticara o passo e apertara aquela m\u00e3o velha de fazer o n\u00f3 \u00e0 gravata e costureira da ementa portuguesa para patr\u00f5es importantes da cidade dos anos 1960 em diante.<\/p>\n<\/div>[\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][vc_row_inner][vc_column_inner]<div class=\"fl_custom_text__block\"  ><p style=\"text-align: justify;\">O velho envolvia Manuel no seu olhar pegajoso, sem desprender o aperto. Ia fotografando as fases sucessivas por que conhecera aquele rapaz, sobretudo do dia em que seu patr\u00e3o de vinco irrepreens\u00edvel nas cal\u00e7as e formas distintas dos sapatos, aparecera amarrotado, dizem -continuava intimamente a memorizar e a afunilar a voz como fazia quando falava do filh\u00f3-que atra\u00edra seus colegas para o escrit\u00f3rio do patr\u00e3o com uma lista de nomes ordenara o aumento do sal\u00e1rio. Dizem &#8211; continuava intimamente a memorizar e a afunilar a voz como fazia quando falava do filh\u00f3 &#8211; que atra\u00edra seus colegas para o escrit\u00f3rio do patr\u00e3o com uma lista de nomes ordenara o aumento de sal\u00e1rios. Arcaboi\u00e7o largo daquele homem espada\u00fado mo\u00eda seu ricto desdenhoso, contemplado por gl\u00f3rias fict\u00edcias. Duas l\u00e1grimas brotaram-lhe da alma e ondularam pelas rugas (\u2026).<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722289970836\"  ><p style=\"text-align: justify;\">\u201cDesfolhar as manh\u00e3s do antigamente\u201d, t\u00edtulo deste texto, \u00e9 uma met\u00e1fora que introduz o conto \u201cDegravata\u201d.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl-button-wrapper-vc vc_custom_1722289858280 text-left \" ><a class=\"fl-vc-button fl-custom-btn fl-font-style-bolt-two small-size primary-border-style\"  href=\"https:\/\/www.pressreader.com\/angola\/jornal-de-angola\/20201012\/282295322671033\"><span>VISITAR ARTIGO ORIGINAL<\/span><\/a><\/div>[\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conto \u201cMeu r\u00e9u de colarinho branco\u201d foi publicado em primeira m\u00e3o durante os anos oitenta no Jornal \u201cAngol\u00e9, Artes e Letras\u201d, publicado em Portugal, dirigido pelo escritor Adriano Botelho de Vasconcelos, \u00e0 \u00e9poca adido cultural em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2877,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[37],"ppma_author":[32],"class_list":["post-2874","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-textos-literarios","tag-textos-literarios"],"acf":[],"authors":[{"term_id":32,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"jornal-de-angola","display_name":"Jornal de Angola","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/jornal-logo.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/jornal-logo.png"},"author_category":"","first_name":"Jornal de Angola","last_name":"","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2874"}],"version-history":[{"count":45,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2885,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2874\/revisions\/2885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2874"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=2874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}