{"id":2870,"date":"2020-11-22T10:33:44","date_gmt":"2020-11-22T10:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/?p=2870"},"modified":"2024-07-29T20:59:59","modified_gmt":"2024-07-29T20:59:59","slug":"uma-narrativa-de-gravata-de-carmo-neto-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/uma-narrativa-de-gravata-de-carmo-neto-2\/","title":{"rendered":"\u201cUma Narrativa De Gravata\u201d De Carmo Neto"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column]<div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722285455815\"  ><p style=\"text-align: justify;\">Nesta pen\u00faltima edi\u00e7\u00e3o do m\u00eas de Novembro convidamos o cr\u00edtico liter\u00e1rio, Jo\u00e3o Andr\u00e9 para dedilhar sobre uma das mais polidas obras do escritor angolano, Carmo Neto. A obra em an\u00e1lise pode ser encarada como uma viagem ao modo de vida da sociedade angolana<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722285476894\"  ><p style=\"text-align: justify;\">DEGRAVATA \u00e9 uma obra do escritor angolano Carmo Neto, composta por 23 breves contos e cr\u00f3nicas que encerram as alegrias e as tristezas da actual sociedade angolana. DEGRAVATA destaca- se na institui\u00e7\u00e3o \u201cLiteratura Angolana\u201d pela sua \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com os aspectos sociais, as makas, os mujimbos e os missossos, enfim, por estar ligada \u00e0 oratura angolana e \u00e0 sociedade angolana da actual idade. In DEGRAVATA, as personagens s\u00e3o alegres e brincam com a l\u00edngua portuguesa, o narrador, qual poeta, metaforiza as unidades l\u00e9xicas, as palavras. Atentemos: \u201cJ\u00e1 a areia tinha engolido a \u00e1gua das primeiras chuvas ( p. 1).\u201d \u00c9 not\u00e1vel, na obra, a preocupa\u00e7\u00e3o do escritor em rela\u00e7\u00e3o aos afaires daqueles que outrora clamavam pela igualdade do p\u00e3o, os pol\u00edticos do pa\u00eds hodiernamente. Vejamos: \u00ab para al\u00e9m h\u00e1 um pol\u00edtico promissor dos anos setenta, que suturou a boca de tanto clamar pela igualdade do p\u00e3o. Voc\u00ea o repara a empanturrar um c\u00e3o luzidio. Beija-lhe o focinho. Limpa- lhe o rabinho e corre com as crian\u00e7as ( p. 26). Mas voc\u00ea consegue ouvir a sua boca, a falar de casas em Portugal, \u00c1frica do Sul ( p. 27). Pior \u00e9 que o propriet\u00e1rio de empresas, cl\u00ednicas e col\u00e9gios, levou o cofre com o dinheiro p\u00fablico pra casa, onde o mesmo se evaporou, e acha ter prestado bom servi\u00e7o p\u00fablico! A\u00ed, voc\u00ea sente um turbilh\u00e3o de zumbido, por causa da confus\u00e3o entre o p\u00fablico e do privado \u00bb . \u00c9 not\u00e1vel tamb\u00e9m o problema da educa\u00e7\u00e3o na obra. Apreciemos: \u00ab \u2026 ele mal acompanha a conversa. Tem a cabe\u00e7a chumbada por cursos universit\u00e1rios n\u00e3o reconhecidos pela Unesco ( p. 27). Fazia alus\u00e3o aos alunos do professor que escreviam \u2018\u2018 d\u00e1ce\u2019\u2019 em vez de d\u00e1-se e direito em vez de directo. Tinha uma secret\u00e1ria universit\u00e1ria que escrevia cal\u00e7a com \u2018\u2018 ess\u2019\u2019 ( calsa) e cimento com \u2018\u2018 se\u2019\u2019 ( semento)\u2026<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1722285512059\"  ><p style=\"text-align: justify;\">Um internauta deixou escapar o seguinte recado: Caro, ouvi o \u00e1udio, e \u00e9 perfeitamente avisado o que dizes, sen\u00e3o, atentemos ao seguinte: \u201cSomos r\u00e1pidos a detectar incongru\u00eancias no olhar dos outros, a apontar limites, a descrever impedimentos. Mas o caminho da transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 esse. O nosso olhar \u00e9 tamb\u00e9m atravessado por opacidades, e, quando julgamos que vemos, estamos afinal incapazes disso, presos a obst\u00e1culos maiores que n\u00e3o reconhecemos. Aquilo que nos revolucionar\u00e1 verdadeiramente \u00e9 aceitar a imperfei\u00e7\u00e3o e a cegueira interior que nos condiciona. O nosso caminho de mudan\u00e7a pol\u00edtica, econ\u00f3mica e social coincide com a nossa jornada de aceita\u00e7\u00e3o. A cura s\u00f3 se d\u00e1, quando reconhecemos que precisamos de ser curados.\u201d\u2026temos desafios de aceita\u00e7\u00e3o de incongru\u00eancias na esfera jur\u00eddico\/legal, (os juristas honestos, sabem-no), na esfera econ\u00f3mica (Acordo com o FMI, e as pol\u00edticas de crescimento econ\u00f3mico (os economistas honestos sabem-no), e na esfera social (a teia de situa\u00e7\u00f5es de saneamento e infra-estruturas)\u2026n\u00f3s, devemos, por imperativo patri\u00f3tico \u201cVER COM OLHOS DE VER\u201d, s\u00f3 assim, \u00e0 meu ver venceremos os desafios actuais\u2026tudo o resto, \u00e9 \u201clenga lenga e conversa para o boi dormir\u201d, vamos a luta, estou contigo por Angola.<\/p>\n<\/div>[\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2882,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[3],"ppma_author":[30],"class_list":["post-2870","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fortuna-critica","tag-fortuna-critica"],"acf":[],"authors":[{"term_id":30,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"joao-f-andre","display_name":"Jo\u00e3o F. 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