{"id":1515,"date":"2020-10-12T15:35:03","date_gmt":"2020-10-12T15:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/marizan.tm-colors.info\/?p=1515"},"modified":"2024-07-29T21:00:28","modified_gmt":"2024-07-29T21:00:28","slug":"desfolhar-as-manhas-do-antigamente-com-carmo-neto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/desfolhar-as-manhas-do-antigamente-com-carmo-neto\/","title":{"rendered":"\u201cDesfolhar as manh\u00e3s do antigamente\u201d com Carmo Neto"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column]<div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721580864275\"  ><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 1985, Carmo Neto dava um impulso significativo \u00e0 narrativa ficcional angolana com a publica\u00e7\u00e3o de \u201cA Forja\u201d, uma novela que marcou a sua entrada na pl\u00eaiade dos escritores mais representativos da sua gera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581300421\"  ><p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 \u00e9poca, at\u00e9 final dos anos oitenta, surgiu uma prol\u00edfera produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, caracterizada pela publica\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos bibliogr\u00e1ficos referenciais da literatura angolana dos quais destacamos \u201cMayombe\u201d, 1980, \u201cO c\u00e3o e os Cal\u00fas\u201d e \u201cYaka\u201d, 1985, de Pepetela, \u201cA Ren\u00fancia Imposs\u00edvel\u201d, edi\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de Agostinho Neto, 1982, \u201cRitos de passagem\u201d, 1985, Ana Paula Tavares, \u201cNo caminho doloroso das coisas\u201d, 1985, do poeta Lopito Feij\u00f3o, e \u201cMeu R\u00e9u de colarinho branco\u201d de Carmo Neto, que deu \u00e0 estampa em 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmo Neto, numa declara\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, fez um depoimento sobre a complexidade editorial actual e o contexto em que publicou \u201cA Forja\u201d, sua estreia liter\u00e1ria, \u201cnaquele tempo ainda havia livrarias em todo pa\u00eds. Viv\u00edamos mergulhados na litig\u00e2ncia aos novos desafios est\u00e9ticos e formais da literatura. O local n\u00e3o perdeu de vista o global, mesmo que falemos de uma literatura \u201cangolanizada\u201d a marca do universal est\u00e1 l\u00e1 no texto. Raz\u00e3o porque quando escrevi \u201cA Forja\u201d, no s\u00e9culo passado, a personagem principal j\u00e1 avisava que muitos cidad\u00e3os tinham mais f\u00f4lego para correr atr\u00e1s da fortuna financeira, sem suor. O teatro andava t\u00e3o exposto que a personagem do texto ou livro seguinte passou a ser \u201cMeu r\u00e9u de Colarinho Branco\u201d. Actualmente, os editores ganham novos motivos para celebrar contratos de edi\u00e7\u00e3o e reedi\u00e7\u00e3o de obras de autores, os livreiros disputam um mercado sem apoio do Estado, os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social v\u00e3o sendo for\u00e7ados, sem motiva\u00e7\u00e3o, a elevar as suas pautas aos eventos liter\u00e1rios. Na verdade, os leitores v\u00e3o sendo desafiados a conhecer esse novo panorama que nos traz novos autores e o governo n\u00e3o d\u00e1 vida a uma lei aprovada h\u00e1 mais de dez anos pela Assembleia Nacional sobre a promo\u00e7\u00e3o do livro e da leitura. \u00c9 rid\u00edculo!&#8230;Raz\u00e3o porque embora tenhamos adquirido mais f\u00f4lego para tematiza\u00e7\u00f5es, perdemos na edi\u00e7\u00e3o, na produ\u00e7\u00e3o, na distribui\u00e7\u00e3o e, como \u00e9 l\u00f3gico, na expans\u00e3o da literatura angolana. Vivemos um per\u00edodo de gra\u00e7a na literatura angolana, n\u00e3o s\u00f3 na quantidade do que se produz, mas, fundamentalmente, na qualidade art\u00edstica, e desafiamos qualquer estudioso, editor ou leitor estrangeiro a provar o contr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581355264\"  ><p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, os referentes textuais da escrita de Carmo Neto atravessam v\u00e1rios per\u00edodos temporais e tem\u00e1ticas diversas, ou seja, os nomes, os ambientes e as figuras que fizeram \u00e9poca, \u201cKota Jo\u00e3o Faztudo\u201d em \u201cDegravata\u201d, s\u00e3o disso exemplo, da\u00ed que seja leg\u00edtimo afirmar que a sua obra \u00e9 um exerc\u00edcio de intelectualiza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de factos, muitos dos quais vividos na sua inf\u00e2ncia, sempre com a dominante ficcional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmo Neto, para al\u00e9m de ter tido contacto com os livros do escritor Jorge Macedo, atrav\u00e9s do seu pai, aprendeu kimbundu com a av\u00f3 que dominava, igualmente, a l\u00edngua portuguesa, de quem aprendeu muitas est\u00f3rias da tradi\u00e7\u00e3o oral, factos que foram \u00fateis para a forma\u00e7\u00e3o da sua personalidade<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581460023\"  ><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Filia\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nFilho de Francisco Ant\u00f3nio Lu\u00eds Neto, mais conhecido por Chico Cunga, filho do falecido soba Cunga do Luau, morto pela PIDE, em 1961, em Malanje, e de Teresa Jo\u00e3o Sebasti\u00e3o da Costa, modista de profiss\u00e3o, Ant\u00f3nio Francisco Lu\u00eds do Carmo Neto nasceu no dia 16 de Outubro de 1962. O pai tamb\u00e9m era tratado por Chico Bonito, pelas mulheres da \u00e9poca, e Dr. Sarmento pelos colegas do Qu\u00e9ssua. Funcion\u00e1rio p\u00fablico de profiss\u00e3o, chegou a exercer o cargo de director do Instituto de Algod\u00e3o de Angola,em Malanje, e dos Servi\u00e7os de Geologia e Minas, em Luanda.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581501617\"  ><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Livros<\/strong><br \/>\nCarmo Neto lan\u00e7ou o seu primeiro livro \u201cA forja\u201d, em 1985, seguindo-se, \u201cMeu R\u00e9u de Colarinho Branco\u201d, 1988, \u201cMah\u00e9zu\u201d, 2000, \u201cJoana Maluca\u201d, 2004, e \u201cDegravata\u201d, em 2007. Os contos de Carmo Neto integram diversas antologias publicadas em Angola e no estrangeiro, estando traduzido em ingl\u00eas, franc\u00eas, \u00e1rabe e espanhol. \u201cOxal\u00e1 cres\u00e7am pitangas, literatura de Angola, um livro bilingue\u201d \u00e9 o t\u00edtulo de uma sugestiva colect\u00e2nea de textos po\u00e9ticos e fic\u00e7\u00e3o narrativa, em l\u00edngua portuguesa, traduzidos em alem\u00e3o, que inclui poemas e contos de treze autores de diversos per\u00edodos, e gera\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. A antologia inclui escritores consagrados como Agostinho Neto, com o texto, \u201cPoema\u201d, e Arnaldo Santos, com o \u201cDesterro do ambaquista\u201d. No dom\u00ednio da fic\u00e7\u00e3o narrativa, a colect\u00e2nea inclui ainda Zetho Cunha Gon\u00e7alves, com o conto, \u201cO inferno e a morte na palma da m\u00e3o\u201d, Tuzuary Nkeita, com \u201cA caixa negra\u201d, Roderick Nehone, \u201cCatador de bufunfa\u201d, Isabel Ferreira, \u201cXaimita zungueira-fina\u201d, S\u00f3nia Gomes, \u201cA filha do general\u201d, Am\u00e9lia Dalomba, \u201cO mar no signo do la\u00e7o\u201d, Arnaldo Santos, \u201cTesouro de quianda\u201d, Jo\u00e3o Melo, com \u201cO engenheiro n\u00f3rdico\u201d e Carmo Neto com o conto, \u201cAh! Jeremias\u201d.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581541412\"  ><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estilo<\/strong><br \/>\nNuma entrevista concedida ao jornalista, Aguinaldo Crist\u00f3v\u00e3o, Carmo Neto caracterizou o seu estilo nos seguintes termos: \u201cSou uma pessoa bastante jovem na escrita para definir o meu estilo como acabado. A realiza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u00e9 um exerc\u00edcio de liberdade. E esta liberdade \u00e9 ilimitada nos termos das regras liter\u00e1rias e acredito que ela pode ainda assim escalar outros rumos estil\u00edsticos desde que melhores que os anteriores escalados. Porque qualquer artista sonha sempre mais, fazendo o maior uso dos mecanismos art\u00edsticos. Usando melhor, por exemplo, as figuras de estilo e tamb\u00e9m reinventando textos. A corporiza\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o pode ser feita de diferentes formas. Por exemplo, n\u00f3s ainda n\u00e3o temos um caso de prosa po\u00e9tica propriamente dita. \u00c9 uma proposta por explorar. H\u00e1 v\u00e1rios experimentalismos que j\u00e1 vou notando nas pessoas. H\u00e1 o realismo m\u00e1gico. H\u00e1 outros caminhos como o estilo do romance ingl\u00eas que os outros come\u00e7am j\u00e1 a explorar, sem nunca menosprezar o valor liter\u00e1rio da obra\u201d.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581569344\"  ><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fun\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nContista, jornalista, advogado e cronista, Carmo Neto \u00e9 conselheiro do Comandante Geral da Pol\u00edcia Nacional, membro da Ordem dos Advogados de Angola, da Uni\u00e3o dos Jornalistas Angolanos e foi Secret\u00e1rio-Geral da Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos. Exerceu a fun\u00e7\u00e3o de director da Revista Militar das For\u00e7as Armadas Angolanas, durante os anos de 1980, primeiro por elei\u00e7\u00e3o e depois por nomea\u00e7\u00e3o. Foi fundador do Jornal Desportivo Militar.<\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581624403\"  ><p>Excerto do conto<br \/>\n<strong><em>\u201cMeu r\u00e9u de colarinho branco\u201d\u00a0\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div><div class=\"fl_custom_text__block vc_custom_1721581675017\"  ><p style=\"text-align: justify;\">O conto \u201cMeu r\u00e9u de colarinho branco\u201d foi publicado em primeira m\u00e3o durante os anos oitenta no Jornal \u201cAngol\u00e9, Artes e Letras\u201d, publicado em Portugal, dirigido pelo escritor Adriano Botelho de Vasconcelos, \u00e0 \u00e9poca adido cultural em Portugal, \u201c&#8230;Manuel ia subindo e descendo os carreiros orlados de capim e arbustos. Descia e subia. Subia e descia. Pelos rasg\u00f5es dos quedes Jo\u00e3o Domingos notavam-se-lhe calos da geografia daquele bairro de casas de adobe, sob a sombra nocturna ainda em manto de nevoeiro. Por entre frestas das casas, mansamente, raios solares, abafavam a chama dos candeeiros a petr\u00f3leo. O grito dos galos confundia-se em altern\u00e2ncia com a voz de comando dos meninos da OPA a invadir o sil\u00eancio orvalhado em ribombantes marchas militares. Encurtava a lonjura, Manuel, passo a passo, que o separava da lavra. Seus p\u00e9s estalavam raminhos que espantavam p\u00e1ssaros e os chilreios vibrantes em voo chamaram a aten\u00e7\u00e3o do velho Z\u00e9, madrugador refastelado na cadeira de lona e tinha a casita semeada por entre arvoredo denso e variegado. Com a caneca e a escova na m\u00e3o a polir os dentes, gritou: -Eu. A cuspir para o ch\u00e3o, endireitava o casaco. Era um velho fino, eivado de preconceitos que passava a vida a gabar o filho seminarista, engenheiro, desaparecido algures na guerrilha da luta de liberta\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia. Mo\u00e7o alto, Manuel, de figura seca atrofiada pela pneumonia contra\u00edda na inf\u00e2ncia esticara o passo e apertara aquela m\u00e3o velha de fazer o n\u00f3 \u00e0 gravata e costureira da ementa portuguesa para patr\u00f5es importantes da cidade dos anos 1960 em diante. O velho envolvia Manuel no seu olhar pegajoso, sem desprender o aperto. Ia fotografando as fases sucessivas por que conhecera aquele rapaz, sobretudo do dia em que seu patr\u00e3o de vinco irrepreens\u00edvel nas cal\u00e7as e formas distintas dos sapatos, aparecera amarrotado, dizem -continuava intimamente a memorizar e a afunilar a voz como fazia quando falava do filh\u00f3-que atra\u00edra seus colegas para o escrit\u00f3rio do patr\u00e3o com uma lista de nomes ordenara o aumento do sal\u00e1rio. Dizem &#8211; continuava intimamente a memorizar e a afunilar a voz como fazia quando falava do filh\u00f3 &#8211; que atra\u00edra seus colegas para o escrit\u00f3rio do patr\u00e3o com uma lista de nomes ordenara o aumento de sal\u00e1rios. Arcaboi\u00e7o largo daquele homem espada\u00fado mo\u00eda seu ricto desdenhoso, contemplado por gl\u00f3rias fict\u00edcias. Duas l\u00e1grimas brotaram-lhe da alma e ondularam pelas rugas (\u2026). \u201cDesfolhar as manh\u00e3s do antigamente\u201d, t\u00edtulo deste texto, \u00e9 uma met\u00e1fora que introduz o conto \u201cDegravata\u201d.<\/p>\n<\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"fl_custom_text__block\"  ><p><strong><a href=\"https:\/\/www.jornaldeangola.ao\/ao\/noticias\/detalhes.php?id=461279\">Visitar artigo original<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>[\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2881,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[3],"ppma_author":[29],"class_list":["post-1515","post","type-post","status-publish","format-gallery","has-post-thumbnail","hentry","category-fortuna-critica","tag-fortuna-critica","post_format-post-format-gallery"],"acf":[],"authors":[{"term_id":29,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"jomo-fortunato","display_name":"Jomo Fortunato","avatar_url":{"url":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/jomo-fortunato.png","url2x":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/jomo-fortunato.png"},"author_category":"","first_name":"Jomo","last_name":"Fortunato","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1515"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1515\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2803,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1515\/revisions\/2803"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1515"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/akweno.ao\/carmon\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}